segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Só quero escrever


"Escrever me faz bem, escrever me faz viver"
 Tem dias que me bate uma vontade de escrever. Sobre o que? Não sei. Só quero escrever. Não importa se alguém vai ler. Não interessa se vão gostar. Só quero escrever.  É uma sensação estranha, me sinto sufocado. Vejo o tempo passar. Ouço as músicas tocarem. E eu aqui ainda, pensando sobre alguma coisa interessante para falar. Mas nada. Em minha mente as ideias se cruzam, batem e nenhuma tem a coragem de se pronunciar. Parece que a preguiça já tomou conta da minha cabeça também. Era só o que faltava.

Um dia de chuva



Pra que tanta pressa?


O relógio não é mais somente o dono do tempo, e sim, também, o dono das pessoas.


Nos intervalos entre um texto e outro meu, vou postar algumas coisas que eu julgar interessante, para quem me visitar não perder viagem. Melhor, né?

Tem um blog que eu gosto bastante. Sempre atualizado, com conteúdo próprio, e que tem milhares de acessos e mais de 800 seguidores. Na verdade me inspirei bastante lá para escrever para o meu. Espero conseguir chegar nesse patamar um dia. O texto abaixo, "pra que tanta pressa?", foi retirado de lá.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aí tem





Que as mulheres são complicadas ninguém duvida. Por isso temos de pensar milhões de vezes em como agir ou falar quando estamos em contato com elas. A crônica a seguir, enviada pela fiel leitora Jéssyca Monique, representa bem essa realidade. 

Estória brasileira


Bandeira do Brasil, a mais bonita e surrada.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Guerra por causa de uma barba (ou a falta dela)


Luís 7º foi 'dispensado' pela esposa por ter tirado a barba após as Cruzadas

2 mil acessos

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Evoluções ‘ouvitivas’


09h13min
Bom dia meu povo. Estou com um sono bravo hoje. Mas resolvi escrever alguma coisa logo cedo para postar neste super 'Brog', pode ser que depois não dê tempo. Vou até pegar um café ali para ver se me inspiro mais, e para ver se o sono não me atrapalha. Esperem aí...
2 min depois...
Pronto, voltei. O café está bonzinho. Queeente, acho que foi feito no fogo, só pode.
Bom, vamos ao que interessa. Decidi escrever algo mais ‘sério’ hoje. Sei lá, estava com medo de alguém pensar coisas erradas a meu respeito. Para falar a verdade eu sou um cara muito sério, não fico de brincadeiras nem falo besteiras. Só neste ‘Brog’ mesmo. Então, para cativar meus leitores com coisas mais interessantes do que as minhas histórias, vou falar de outros assuntos.
Quem não gosta de música? É difícil encontrar alguém que não goste, né? A minha mãe é a única que eu conheço (coitada, tem que aturar o filho dela cantando quase todo dia). Se bem que seria melhor se as pessoas gostassem de coisas melhores do que as que circulam hoje em dia. Mas não quero entrar no mérito desta questão, pelo menos por hora. Até porque o que é bom para mim, pode não ser para o outro. Claro, ele não sabe o que é bom!
O que eu quero falar (escrever) é da importância da música na história e como, ao longo dos anos, os sistemas de gravação e reprodução de músicas evoluíram. 

À espera de migalhas...

Foto publicada pelo jornal Diário do Pará, enviada por um leitor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Campeão em ficar no prego


Little Blue, o malvado

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Estou vivo


Ufa, conseguir chegar ao final do dia vivo, foi difícil, mas com a ajuda de Deus consegui. Vocês já devem estar se habituando a esta minha rotina. Quando chega quarta-feira já aperto a cinta porque sei que o negócio não vai ser fácil. Eu batizei a quinta-feira de “cão-feira”, meu amigo e repórter fala que é dia de “Isaurar”. Mas, acho que com o passar do tempo, tudo se acerta. A cada semana sinto que o peso nas costas é menor, apesar das cobranças nunca cessarem.
Ontem ia fazer uma publicação bem legal neste ‘Brog’, só que o destino não quis assim. Minha amiga, de moto, fez o favor de acertar um cachorro enquanto este ‘nhãnhava’ pela rua. Não me perguntem o que aconteceu com ele ou com sua parceira, não faço a mínima ideia. Garanto que se algum filhotinho nascer, vai ser a coisa mais feia do mundo. Já pensou na cara de assustado que vai ter?
Sei que a motociclista vai guardar este dia para sempre. Ralou um bocado e ainda deslocou o joelho. (Outra hora crônico sobre esse episódio, acho que vai render).
Bom, por conta disso passei a tarde no hospital e acabei por não fazer nada. Nem escrevi para o ‘Brog’, nem adiantei o fechamento do jornal. Agora estou ouvindo Fábio Jr e fazendo uma postagem mixuruca só para, mais uma vez, não passar em branco. Espero que não se chateiem.
Ah, meu irmão acabou de chegar em casa. Veio de longe. Recebi a sua ligação agora, me convidando para tomar café. Uma grande ideia! Ainda mais para quem não almoçou. Tá que não posso culpar o tempo por ter passado rápido demais ou o trabalho ser muito grande. Sei que minha preguiça me atrapalhou bastante, afinal andar 5m para comer minha marmita não custava nada. O bom é que a janta já está garantida.
É, por hoje é só, amanhã eu compenso. Abraços.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meias...



Não sei se com todo mundo é assim. Mas eu tenho um problema sério em minha vida.
Meias...

Pode parecer frescura, no entanto, isso tira a paz de qualquer um. Todo dia a mesma labuta. Acordo, me arrumo todo. Chega na hora de calçar os sapatos, cadê as meias? Não sei... E nem adianta procurar.

Sabe o que é mais incrível? Se eu compro o par, uso o par, como desaparecem? Encontrei uma explicação.

Acho que uma meia é mulher, a outra é homem. E depois de algum tempo de casados, começam a brigar. Não querem mais andar juntos. O homem sai nas madrugadas e esquece de voltar para casa no outro dia. Aí, quem paga o pato, é o dono do casalzinho brigão.

Por conta disso já usei muito par trocado... Meu pai, quanto já riram de mim. A sorte sabe qual é? Ser daltônico. É, isso mesmo. Às vezes temos que usar nossos problemas em nosso benefício. A coisa mais simples que tem para um daltônico é confundir cores. Então se aparecer com uma meia azul e outra rosa, é só dar a desculpa. “São diferentes? Poxa, nem sabia. Jurei que fossem da mesma cor”.

Hoje mesmo não tive opção. Vim para o trabalho com meias diferentes, mas ambas são da mesma cor: cinza (pelo menos eu acho). Mas não quero ninguém no meu pé para ter certeza se são mesmo. Semana passada usei meu meião de jogar bola para trabalhar. “Nossa Joab, ta de meião?”, perguntaram. “Um bom jogador sempre tem que estar pronto, vai que o técnico me escala de última hora, né?”, respondi.

Meia é um negócio complicado mesmo. Quanto mais você compra, mais você tem que comprar. Não tem jeito. Além de sumir como que em passe de mágica, as que ficam sempre apresentam ótimas condições. Garanto que todo mundo já usou alguma apertando o sangue da canela. Eu até pegava uns barbantes para amarrar na perna.

Lembro do meu tempo de escola. Aula de Educação Física. Todo mundo animado e tal. “Vamos, todo mundo em fila. Quero saber a altura e o peso de vocês”, diz a professora. Eu lá, animado, nem lembrava das minhas meias. Chega minha vez, tiro o tênis. Mal tenho tempo de me levantar, todo mundo já está rindo. Olho para os meus pés... Aí vem o desespero.

Olha só a minha situação. Estou com uma meia social do meu pai. Um lado preto, o outro azul. (Só depois que fui perceber). Na verdade acho que nem dava para chamar aquilo de meia. Estava mais para peneira... Meu dedão respirava livre. Meu calcanhar folgado, sem nada apertando ele. A professora, muito legal, esboça um risinho sarcástico. Meus amigos, tão legais, escondem meu tênis. E eu, muito forte, corro para o banheiro e desabo a chorar.

Até a próxima!

Você já deu? Resposta.

Além de ler, vão escutar...



Com uma pequena ajuda, pequena mesmo, consegui ativar um dispositivo de som neste super “Brog”. (Na verdade não tinha a mínima ideia de como fazer isso).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

II Conferência Sul-Americana e VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã

Dificuldades de ser dislexa

 

Por Martha Costa
 

O mundo não nos permite ensaios, então sempre temos a necessidade de acertar...
 

Mas, como uma criança que nunca conseguiu decifrar a linguagem escrita e oral pode se sentir inclusa em um mundo tão cruel? 

Golpe de sorte


Hoje sou alguém diferente
Não vivo mais planejando
Minha vida segue um rumo
Que não se limita às horas passando

Que me importa descobrir o mundo?
Não quero saber de compromissos
Nem das tristezas que passei
Só aproveitar cada segundo

Hoje rio a toda hora
Não carrego nenhum peso nas costas
Aprendi a oferecer o melhor de mim
E a entender quando alguém chora

A beleza de um sorriso
Faz meu coração bater mais forte
Viver com quem se ama
É o melhor golpe de sorte

(JF)

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia dos professores


Hoje, 15 de outubro, é comemorado o dia de um dos profissionais mais importantes da nossa vida. É com a ajuda dele que descobrimos o mundo, exploramos o conhecimento e alçamos voos rumo ao infinito (tenho a impressão de que já li isso em algum lugar). Com eles, nossos sonhos tornam-se possíveis.
Estou meio sem tempo agora, tenho apenas 5 min para escrever algo especial o bastante para quem merece toda a minha admiração.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Maldição culinária

Uma noite qualquer. Estou em casa a pensar no que fazer para suprir a carência de alimentos em que meu corpo se encontra. Na verdade nem consigo pensar direito. A fome não deixa. Na verdade não é a fome que não deixa, é o barulho dela. Na verdade não é o barulho dela, é o ‘wrharrrum’ que a minha barriga faz. Na verdade não é a minha barriga que faz, são as minhas lombrigas (tenho uma criação delas). Bom, na verdade, de verdade, tem pouca verdade nisso tudo que escrevi aí, mas, quem se importa?

Em casa tem uma máquina de fazer pão. A bichinha é esperta, faz sei lá quantos tipos de pães, tortas e demais parentes masseiros. Lembro que meu pai falou que não tinha erro. Era só colocar todos os ingredientes, programar e deixar ela trabalhar. O mais bacana é que já vem dezenas de receitas num livrinho. Lá ensina a fazer tudo, até criança acerta.
Olhei, olhei e decide fazer essa aí:

Torta Salgada (ciclo rápido)

  • Ingredientes
  • 2 copos de leite
  • ¾ copo de óleo
  • 3 ovos
  • 3 colheres (sopa) parmesão ralado
  • 1 colher (chá) sal
  • 2 copos de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) fermento
  • Recheio

Modo de preparo

  • Retirar a forma de assar de dentro da Panificadora.
  • Adicionar todos os ingredientes na ordem acima reservando o recheio.
  • Recolocar a forma de assar na Panificadora.
  • Escolher o Ciclo: pressionar o botão OPÇÕES: 4 (rápido)
  • Selecionar o tamanho do pão: pressionar em QUANTIDADE DA MASSA e escolher a opção I
  • Escolher a cor da casca do pão: pressionar o botão COR e escolher as opções: clara, média e escura.
  • Fechar a tampa.
  • Pressionar o botão INICIAR/PARAR.

Pois é, quem sabe se eu fosse criança eu acertaria, porque o resultado foi trágico (nem assiste ‘Todo Mundo Odeia o Chris’ este garoto). Acho que sou o melhor do melhor do mundo em transformar o simples em impossível.

Ficou bem bonito né? Pão? Torta? Não sei. Só sei que nem minhas gatinhas comeram.

Você já deu?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um daltônico explicando o daltonismo

Bom pessoal, ontem fiz uma grande revelação. Falei sobre meu problema. É claro, não foi fácil, ainda mais depois de tudo que já passei, mas, a vida segue...

Não sei se todos têm conhecimento sobre o daltonismo. Eu mesmo ainda não sei direito o que é. Só sei que não vejo um monte de bolinhas coloridas. Fui pesquisar a respeito e encontrei muitas explicações e algumas histórias bem divertidas.

O daltonismo (tem gente que gosta de complicar, chamam também de discromatopsia ou discromopsia. Mas daltonismo já está de bom tamanho. Daltonismo com ‘L’, viu? Nada de usar o ‘U’), basicamente falando, é quando o indivíduo vê várias cores e não consegue diferenciá-las. Geralmente o maior problema é distinguir o verde do vermelho. Este ‘defeito’ tem normalmente origem genética.

Pode parecer algo simples, mas só quem tem isso sabe como é complicado. Posteriormente vou contar algumas das diversas histórias que vivi por causa deste tal distúrbio. Coisas simples como pintar um mapa na escola, ou dirigir, às vezes, se tornam verdadeiras missões impossíveis. 

Como é que o negócio funciona
Pelo que eu entendi, existem três cores primárias: verde, vermelho e azul. Essas cores são captadas pelos cones (células sensíveis à cor. A retina humana possui três tipos delas) e combinam-se formando uma imagem colorida.

As tonalidades visíveis dependem do modo como cada tipo de cone é estimulado. A luz azul, por exemplo, é captada pelos cones de "alta frequência". No caso dos daltônicos, algumas dessas células não estão presentes em número suficiente ou registram uma anomalia no pigmento característico dos fotorreceptores no interior dos cones. 

Tipos de daltonismo
Nós existimos em três grupos. Preste atenção para ver se consegue nos distinguir. Os tipos são: Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias Anómalas.

Acho que o pior é este aqui, Monocromacia, porque ele enxerga tudo cinza. Já pensou, ver tudo em preto e branco? Já acho ruim assistir aos filmes ‘novos’ que minha mãe aluga, imagina ver a vida sem cores? Ruim, né? Só foto P&B que é bacana. Tem o monocromata típico que atinge 0,003% dos homens e 0,002% das mulheres do mundo. Muitos animais, como os de hábitos noturnos, peixes abissais e pingüins possuem essa característica. E o monocromata atípico, que é muito raro na população humana, mas é encontrado em ratos. 

Outro tipo é a Dicromacia, que resulta da ausência de um tipo específico de cones, pode apresentar-se sob a forma de: protanopia, em que há ausência na retina de cones "vermelhos"  resultando na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro; deuteranopia, em que há ausência de cones "verdes", resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro (cerca de 1% da população masculina tem); tritanopia, em que há ausência de cones "azuis", resultando na impossibilidade de ver cores na faixa azul-amarelo).

O último tipo é a Tricromacia anômala, que se manifesta em três anomalias distintas: protanomalia, mutação do pigmento sensível aos "cones vermelhos". Resulta numa menor sensibilidade ao vermelho e num escurecimento das cores perto das freqüências mais longas (que pode levar à confusão entre vermelho e preto). Atinge cerca de 1% da população masculina; deuteranomalia, presença de uma mutação do pigmento sensível aos cones verdes. Resulta numa maior dificuldade em discriminar o verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo; tritanomalia, presença de uma mutação do pigmento sensível aos "cones azuis". Forma mais rara, que impossibilita a discriminação de cores na faixa do azul-amarelo.

Vantagens?
A mutação genética que provoca o daltonismo sobreviveu pela vantagem dada aos daltônicos ao longo da história evolutiva. Essa vantagem advém, sobretudo, do fato de os portadores desses genes possuírem uma melhor capacidade de visão noturna, bem como maior capacidade de reconhecerem elementos semi-ocultos, como animais ou pessoas disfarçadas pela sua camuflagem.

A merda de ser homem
Como o daltonismo é provocado por genes recessivos localizados no cromossomo X (sem alelos no Y), o problema ocorre muito mais frequentemente nos homens que nas mulheres. Estima-se que 8% da população masculina seja portadora do distúrbio, embora apenas 1 % das mulheres sejam atingidas.

No caso de um indivíduo do sexo masculino, como não aparece o alelo D, bastará um simples gene recessivo para que ele manifeste daltonismo, o que não acontece com o sexo feminino, pois, para manifestar a doença, uma mulher necessita dos dois genes recessivos dd.

Como descobrir?
Teste das bolinhas ou teste de cores de Ishihara: consiste na exibição de uma série de cartões pontilhados em várias tonalidades diferentes. Esse é o método mais frequentemente utilizado para se diagnosticar a presença do daltonismo, sobretudo nas deficiências envolvendo a percepção das cores vermelho e verde. Uma figura (normalmente uma letra ou algarismo) é desenhada em um cartão contendo um grande número de pontos com tonalidades que variam ligeiramente entre si, de modo que possa ser perfeitamente identificada por uma pessoa com visão normal. Porém um daltônico terá dificuldades em visualizá-la.
Este é o teste. Passei por isso há muitos anos. Vocês, 'normais', devem enxergam um número em cada desenho acima. Já eu, não vejo nada além de dezenas de bolinhas coloridas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Histórias de um daltônico


Bom, para quem não sabe, eu sou daltônico. É, não vejo certas cores. E confundo outras tantas. Não sei quando eu descobri que tinha este defeitinho. Só lembro da minha mãe falando que começou a desconfiar quando os lindos desenhos que eu a entregava vinham repletos de novidades. Eram árvores marrons, gramas vermelhas, nuvens roxas...

Semana passada, quando meus pais chegaram de viagem, depois de um episódio, fui despertado para escrever algo sobre esta minha doença.

Por ser preguiçoso, criei algumas estratégias. Uma delas diz respeito a toalhas de banho. Tenho que ter umas três. Uso e nem sei por onde as coloco. Ficam pelo meu quarto, pelas cadeiras da cozinha... Sempre, pelo menos uma, eu encontro. Mas, às vezes (muitas vezes) meu daltonismo afeta até na minha higienização.
Semana passada eu fui tomar banho e não sabia qual toalha era a minha. Vi que no varal improvisado na sala tinha uma toalha. Julguei ser da minha mãe. Olhei no varal do quintal, vi uma amarela desbotada, "na certa é do papai", pensei. Cheguei ao banheiro e encontrei outra toalha lá. Uma azul. De quem será esta? Não soube responder...

Nesta dúvida cruel resolvi ir dormir sem tomar banho (só para avisar, isso raramente acontece. Não vão pensar que o meu time tem influência sobre a minha limpeza).
No outro dia fui tirar a dúvida com a minha mãe.
- A senhora viu minha toalha por aí?
- Meu filho, tem uma toalha rosa ali na sala, já viu?
- Já mãe. Rosa? Não é da senhora? A minha é uma roxa.
- Não. Aquela deve ser a sua. E aquela do quintal?
- Aquela é do papai, né? Eu tinha uma amarela, mas era mais forte.
- A do seu pai tá no banheiro. Essa amarela passou a noite lá fora. Tomou até chuva.
- Eita mãe, ser daltônico é uma coisa. Nem minha toalha eu sei mais qual é...

Dois dias depois, no trabalho, minha repórter chega, fala comigo e senta ao meu lado. Após um tempo, sem se conter, ela diz:
- Poxa Jo, nem falou nada do meu cabelo.
Aí, claro, faço meu papel. Disfarço bem.
- Nooossa, que lindo o seu cabelo. Ficou bom assim, hein? O que fez nele? Cortou?
Na verdade ela tinha pintado. Mas, que culpa eu tenho? Para mim tava do mesmo jeito. O que me restou foi escutar até o final do dia ela reclamando da minha insensibilidade...
Propaganda feita pela Volks, baseada na visão dos daltônicos.

Bom, fico por aqui. Depois conto outras histórias sobre meu daltonismo. Até a próxima.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Histórias de jogador (ou pescador)

Hoje, quem olhar meu físico, dificilmente sonharia que um dia já fui apelidado de ‘lambari’ pela minha irmã. Naquela época eu era um pobre menino raquítico e franzino. Mas Deus, com sua infinita bondade, fez com que o tempo me ajudasse. Se ainda não sou aquela Coca-Cola toda, pelo menos já superei a fase do Gury Cola.

Só que, naquele tempo, eu tinha certas vantagens em relação aos dias atuais. A principal delas, e a que sinto mais falta, é a minha ótima condição física de atleta. Jogava horas seguidas de futebol e não amanhecia com a impressão de ter sido atropelado por um trem, andava de bicicleta por quilômetros e minha perna nem reclamava, atravessava o Tapajós e o ar não me faltava. Hoje... a história é outra.

Semana passada fui convocado para um super clássico na minha ex-universidade. Sabe como é, quando o jogador é bom, nunca se esquecem de chamá-lo. E ainda tiveram de insistir muito.

Chegando lá, olhando aquele gramado bonito e aquela torcida vibrante, me bateu uma saudade. Ah, lembranças dos velhos tempos.

O jogo começou. A responsabilidade pesou, assim como os quilos a mais. Eu até parecia invisível. A bola iiia, a bola viiinha. E eu nada. Ninguém queria passar para o camisa 10 (na verdade as camisas não tinham número). Foi aí que comecei a pensar: “espera aí, será que não conhecem a minha fama?”. Invocado, comecei a procurar jogo. Pena que nessa hora eu já estava pisando na língua. Só de olhar, o cansaço me dominou. Mas um grande jogador não pode abandonar a equipe (se bem que eu acho que essa era a vontade da maioria).

Comecei a tentar uns dribles. Arriscar lançamentos. Foi aí que surgiu o primeiro gol do nosso time. Peguei a bola na entrada da área (que não existe) e dei um belo passe para meu companheiro (na verdade errei o chute), com muita velocidade me desmarquei para receber a bola na frente do gol (dei um pisão no pé do zagueiro, sem querer...). Aí não teve jeito, só empurrei para o fundo das redes. Golaço! A torcida não se conteve, começou a gritar o meu nome.

Minha vontade era de ficar caído lá no chão. Não aguentava dar nem mais um passo. Mas com aquele apoio vindo das arquibancadas não me contive. Levantei, dediquei o gol pra galera e me arrastei para o meio do campo. A partir daí minha história mudou. Comecei a me esconder porque todo mundo queria que a bola passasse pelos pés do craque. Logo depois, em uma cobrança de falta, recebi a bola, virei e chutei. O goleiro rebateu para o meio da área. Um jogador do nosso time dominou, me tocou novamente, vi meu companheiro livre, e fiz o passe para ele marcar o gol. Viramos o jogo!

Bom, depois disso ainda tentei dar umas carreiras, mas minhas pernas não aguentavam mais. Os hematomas de minhas quedas ainda carrego comigo. Joelho, coxa e outras partes raladas. Mas saí de cabeça erguida, com a certeza do dever cumprido.

Sei que logo vão me chamar para novos confrontos...

Fico por aqui, até a próxima.




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Urgente: contrata-se mágico

O presidente da Casa do Papai e da Mamãe (CPM), nos termos da Portaria Preguiça, n.º infinita, publicada em joabferreira.blogspot.com, no dia 03 de outubro de 2011, torna pública a realização de concurso para provimento de vaga no cargo de Mágico do Quadro Temporário da Casa do Papai e da Mamãe (CPM), mediante as condições estabelecidas no edital de abertura.  


Cargo: mágico
Vagas: 1 (uma)
Remuneração: R$ 1,99 + Vale Transporte
Inscrições: devem ser realizadas por este blog
Taxa: R$ 100,00
Horário: será admitida a inscrição somente via Internet solicitada no período até 15 horas e 59 minutos do dia 03 de outubro de 2011, observado o horário oficial de Brasília/DF
Função: fazer minha casa parecer habitável



Hoje, logo ao acordar, recebi uma ótima notícia: meus pais estão chegando. Claro, fiquei super feliz! A saudade já estava machucando meu coração. Quase um mês sozinho...

Mas, assim. Eles já chegam hoje à noite. E agora? A única solução que encontrei foi pedir uma ajuda mágica. Acreditem, o negócio tá feio. Acho que já leram o outro texto, né? Então, a única coisa que mudou foi a roupa suja, agora bem menos.

Quanto ao resto, bom... O resto segue lá. Nunca vi uma casa para juntar tanta poeira. Isto porque vive fechada. Na pia, a louça segue fazendo aniversário. Ontem fui jogar um macarrão que havia ficado em cima do fogão. Quase não consigo chegar perto. Eram tantos “famintos” nele que pensei em largar tudo e sair correndo.

Também não sei como ficarão as postagens neste “Super Brog”. Acho que as minhas experiências vão ficar minadas. No entanto, cada nova situação nos obriga a mudar de estratégia. Talvez esteja aí a oportunidade para escrever sobre outras coisas. Sei lá, depois eu penso nisso. Agora estou mais preocupado com a situação do meu tão agradável lar.

Se alguém souber como me ajudar, por favor, fale!

Abraços, até a próxima.

  

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais um dia se vai

Mais um dia e eu aqui. Sozinho, abandonado. Com milhares de coisas para fazer e uma preguiça que parece não ter fim.
A louça da semana acumulada. A roupa suja do mês esperando para ser lavada...
Hoje o sono foi profundo. Dormi que nem vi a hora passar. Sei que meio dia já ficou para trás. Acordo. Durmo de novo. E assim o dia vai indo.
O trabalho da especialização por fazer. Livros para ler...

A fome começa a apertar. O que tem para comer? Nada. O jeito é se virar. Começo a passar um café. No relógio, pouco mais de 14h. Saio de casa à procura de uma padaria. Rodo, rodo. Encontro uma. Sem pão, sem salgado. Olho no balcão, encontro pão de queijo. Compro 12 e uma caixa de leite. Volto para casa. Agora sim faço meu almoço. Café com leite e pão de queijo. O sono novamente vai chegando.
Casa pra varrer. Banheiro pra limpar...
Coloco um sertanejo para tocar. Durmo... Novamente acordo. Quase 17h. “Caramba, como as horas passam rápido!”. Tanta coisa que eu tinha para fazer. E nada fiz. Mas, copiando uma sábia frase, enquanto houver amanhã, minha preguiça será imortal. Então, não entro em pânico, deixo tudo para amanhã. Tranquilo, sossegado.
Ligo a TV. Encontro “Minha nada mole vida”. O episódio de hoje até que tá bem legal. E olha que, nem de longe, é um dos meus programas favoritos. Dou umas boas risadas. Pelo menos serve para eu esquecer das minhas obrigações de ‘dona de casa’.
Ô vida difícil... E assim, mais um dia se vai.