segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vivendo de passado


Tenho pensado muito ultimamente – mais do que deveria, e gostaria – sobre várias coisas que não me deixam confortáveis. Pensamentos, como bem sabemos, se tornam difíceis de serem controlados. Com muita força de vontade eu acabo me vigiando, tentando deixar de pensar em certas coisas, principalmente nas que não me trazem sensações, lembranças ou imaginações boas. No entanto, inegavelmente, uma hora elas acabam me abocanhando.

Quando tudo parece bem e o rio parece seguir o seu caminho natural alguma coisa me faz lembrar daquilo que tento esquecer. Às vezes em meio a uma sensação de felicidade infinita surge algo do fundo da minha mente que faz com que a realidade me desperte, e lembre que aquilo tudo não é o que eu gostaria que fosse. Que aquilo que eu vivo, na verdade, não é nem metade do que eu sonhei. E que agora eu não posso fazer nada para mudar. Ou talvez possa, mas não quero.
Bom, se as memórias negativas são quase que inevitáveis, o jeito é tentar fazer com que elas se transformem em aprendizado. Vão nos incomodar por um tempo, no entanto, depois nos guiarão a um caminho sem traumas. Os cientistas dizem que o medo fica mais registrado em nossa memória, justamente pelo fato de os nossos antepassados terem de se lembrar dessas situações para, na próxima vez, saberem se defender e agir rapidamente.
Pois é, tem certas experiências que marcam a nossa vida. Momentos que definem quem nós somos. Oportunidades que, dependendo de como serão aproveitadas, mudarão o rumo da nossa história.
Nosso presente é curto. Na verdade é curto demais. Dizem que ele dura apenas 3 segundos. Exatos 3 segundos. Um tempo que não volta. Um período que deve ser explorado ao máximo. Que deve ser pensado ao máximo. O que fizemos ontem, nos mostra quem somos hoje. E como agimos hoje, será nosso cartão de visitas amanhã.
Máscaras não podem encobrir quem realmente somos. As ilusões uma hora acabam. E as desculpas não são capazes de apagar as marcas deixadas por nossos atos. Somos tudo aquilo que fazemos. Tudo. Seja bom, ou não.
O ser humano vive de passado. Somente as lembranças o movem. Inacreditável, não é? A nossa felicidade depende única e exclusivamente das nossas lembranças. Por isso faço o pedido de que estes 3 segundos que nós temos não sejam os causadores da sua tristeza no futuro. Que hoje você plante algo que, amanhã, vai gostar de lembrar. Pense direito antes de agir. Construa os seus valores. Viva intensamente, claro! Mas sem fazer nada que você possa se arrepender amanhã. Tenha consciência dos seus atos, saiba que eles terão consequência. E, às vezes, você poderá deixar de viver coisas novas e incríveis porque, lá atrás, não soube esperá-las.
Enfim, viva!