terça-feira, 27 de setembro de 2011

Minha primeira vez

É, não tem jeito. Se tem um clichê mais clichê do que todos os clichês para representar a minha atual situação, é este: tudo tem uma primeira vez. E a minha demorou, hein? Caramba, só aos 22 anos. Mas valeu a pena esperar. E como valeu! Vou confessar que não foi fácil aguardar pelo momento certo. E, por isso, já ouvi o povo falar muito... Ora, não tenho culpa. Se demorei, foi pelo fato de as circunstâncias não terem dado a oportunidade de mostrar o meu valor.

Não sei se é porque a vontade foi se acumulando ao longo desses vários anos, ou porque, talvez, fosse um forte desejo íntimo. Ou pode ser que, por incrível que pareça, às vezes eu goste de viver novas emoções. Confesso que, mesmo sem saber o motivo de tanta euforia, foi (e é) muito bom! Os detalhes eu conto depois. Mas contenha a animação, não sei se o que vou contar surtirá amplo efeito. Afinal, quase todo mundo já passou desta fase em que me encontro. Então não há grandes coisas para se falar. (Bom, talvez haja alguma coisa grande nesta história).

Antes de a gente experimentar sempre pinta aquele medo, né? Como vai ser? Vou conseguir? Vou aguentar por quanto tempo? Vou dar conta de todo o serviço? Será que vou gostar? Dúvidas, medo, insegurança... Coisas tão comuns. E que só dependem de nós mesmos para serem superadas. Eu, no mais despreparo possível, encarei o desafio. Sei que não sou muito radical, mas tenho impulsos que me fazem cometer algumas loucuras de vez em quando. (Posso contar algumas depois, se os envolvidos permitirem, é claro).

Pretendo criar um diário sobre as minhas ações perante tal situação (lembrei da namô falando. Ela fala tão bem. Eu mesmo nunca diria algo assim, “perante tal situação”). Não sei com que fim. Pode ser que sirva de exemplo para alguém. Não quero ser pretensioso também, pode ser que não sirva para nada. Nem para o lixo (não tem lixeira virtual, tem?). Pois é, espero ter boas histórias para contar. Só quero ver quando a mamãe souber disso. O que dirá de mim? Aiai...

Assim, fico até com vergonha de falar sobre isto. Não gosto de me expor. E, muito menos, a minha vida íntima e pessoal (nome de revista?). Mas, vamos lá. Morar sozinho não é tão fácil quanto a gente imagina e nem tão difícil quanto falam por aí. Tem suas dificuldades, mas nada que um pouco de orientação e muita força de vontade não deem um jeito. Nesses dias tenho passado por muitas coisas. Graças ao bom Deus, a maioria delas tem sido muito boa.

Aprendi a cozinhar, lavar louça, limpar a casa... Na verdade não aprendi, aprendi... Já tinha uma noção, bem pouca, mas tinha. Posteriormente contarei os desastres desta minha primeira vez.

Abraços, até breve.