segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quando vamos estar preparados para as mudanças?

 
Mudar é inevitável. Por mais que nos prendamos a nossas mais profundas raízes, mais hora ou menos hora somos obrigados a mudar. Esse é o curso natural da vida. Nada dura para sempre. Tudo dura o tempo que tem de durar, não é o que dizem?
 
Todo mundo tem o sonho de se fixar. Seja em uma carreira, seja em um relacionamento, seja em uma cidade... o grande sonho do brasileiro, por exemplo, é a conquista da casa própria. Ter um espaço para chamar de seu. Ninguém gosta de não ter o próprio cantinho. Aquele para você chegar todo dia depois do trabalho, se refugiar quando um temporal cair ou apenas para cultivar algumas flores no jardim. Poucos são os que não lutam para conquistar isso, os que se acomodam de não saber quais serão as coordenadas que o destino vai traçar no dia de amanhã, que não se importam de não ter um lugar para chamar de lar. Mais uma vez, não queremos mudanças.
Um dos maiores desafios é traçar a carreira profissional. É definir o que ser ‘quando crescer’. Por isso que muita gente vive mudando de colégio, de cursinho, de curso, de faculdade. Mas uma hora, quando essa tal pessoa descobrir o que realmente quer, não vai mais querer saber de outra coisa. E a partir daí, as mudanças não serão bem vindas. Tem, também, aqueles que já nascem sabendo o que querem. Despertam desde cedo o desejo de se tornar professor, piloto, jornalista... ou os pais despertam o desejo neles de se tornarem médicos, advogados, engenheiros...
 
Depois de formado, a luta é para entrar no mercado de trabalho. Conseguir um bom emprego, participar ativamente da empresa, crescer profissionalmente... depois que chegar ao topo, ou ao cargo almejado, ou ainda montar o próprio negócio, a mesma rotina permanecerá por anos e anos. Todo dia fará a mesma coisa, terá o mesmo campo de atuação, sem mudanças, tudo igual.
 
No campo sentimental é a mesma coisa. O sonho de todo mundo, seja homem ou mulher, rico ou pobre, preto ou branco, bonito ou feio, (e por aí vai) é encontrar a sua alma gêmea, unir o príncipe à princesa, o mocinho com a mocinha, o Romeu e a Julieta (e por aí vai). Os livros, os filmes, as músicas... Tudo faz com que as pessoas pensem que em algum lugar do mundo, alguma esquina da vida, alguma fila de banco, algum show sertanejo, alguma aula prática, algum passeio no bosque vai fazer você conhecer a pessoa que nasceu para ser sua. Muitos saem à procura, tentando encontrar desesperadamente, outros nem se preocupam com isso. Mas, fato é, que qualquer dia, quando menos se espera, um anjo aparece à sua frente e, na mesma hora, você sente que essa é a pessoa com quem você quer passar cada segundinho da sua vida. O tempo passa, vocês se casam... e tudo fica normal.
 
Mas, seja em qual área for, menos hora ou mais hora, um terremoto vai chacoalhar a sua estrutura. Você vai começar a pensar em mudanças... já está cansado dessa mesma vidinha. De ter que acordar cedo, passar o dia trabalhando, e quando chegar em casa ainda ter que aturar aquela pessoa com quem se casou (o anjo virou dragão). Ou, pior ainda, o furacão passa pela sua vida devastando tudo o que tinha, arrancando suas raízes, te jogando para o alto. Sabe aquele emprego dos sonhos, que você sempre desejou e ralou tanto para conseguir? Pois é, sua demissão chega. Ou a mulher da sua vida, aquela que você sempre fez de tudo para agradar, esqueceu do mundo para viver para ela, abriu mão das suas necessidades para suprir as dela. Lembra dela? Então, assim do nada, ela sumiu da sua vida. Disse que não dava mais e zarpou da sua frente.
 
Como reagir a tudo isso? Como estar preparado para essas mudanças que parecem roubar a sua alma, a sua vida?

Querem a resposta? Eu procurei no Google, mas não achei nada apropriado... então, meu conselho, é que você encontre o seu próprio caminho, até porque, na verdade, nunca vamos estar preparado para isso. Por mais que achamos estar, a realidade é bem diferente do que a nossa imaginação. O importante é aprender a lição, por mais amarga e dolorida que seja. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um pobre solitário



Pela primeira vez em muito tempo estou passando o Dia dos Namorados sozinho. Não sei se estou reagindo muito bem a isso, afinal, por mais que as pessoas digam o contrário, ninguém gosta de estar solteiro. Principalmente em uma data como esta, né?
Parece que o mundo para para viver o 12 de junho. Nas propagandas de TV, nos filmes, nas trilhas sonoras, nas redes sociais... será que não tem algum outro assunto mais interessante para se falar? Sei lá, alguma nova guerra eclodindo no mundo, a crise na Europa, um novo escândalo de um famoso?
O que tem de especial nesse dia? Nada... Até porque, na maioria dos casos, os namoros não são aquela maravilha toda passada pelos filmes românticos e cantadas pelos boêmios. Aquela melosidade toda, aquela bajulação, beijinhos e abraços não resistem a mais do que dois anos. No começo vocês podem até comemorar indo a um rodízio de sushi ou qualquer outro restaurante que proporcione momentos marcantes, únicos e apaixonantes. Mas, como tudo na vida, isso uma hora tem fim. Vai ver, tempo depois, que tudo aquilo que foi dito, sonhado e acreditado, não passou de ilusão. Que as pessoas não fazem ideia do que é o amor, e por isso enganam a si próprias e as outras, como se isso fosse algum tipo de brincadeira.
Enquanto você faz parte do jogo, tudo é lindo. No entanto, uma hora você vai ter que acordar e, ao despertar, vai ter um choque cruel com a realidade. A partir daí vai começar a rever um monte de conceitos que, na sua cabeça de paspalho, já estavam formados. Vai cair de joelhos no chão e ver, como se dizem, que o buraco é bem mais embaixo. Vai começar a duvidar do amor, dos relacionamentos, de você mesmo... Vai deixar o cabelo crescer, a barba dar nó. Um tempo depois vai começar a andar igual hippie. Quando se der conta, já vai estar jogado pelos bancos da praça, mendigando além de um pedaço de pão, um pouco de amor e atenção.
Não que eu esteja assim, longe disso. Estou bem pra caramba. Mas, caso alguma princesa esteja lendo este texto e queira fazer alguma caridade neste Dia dos Namorados, pode me procurar. Prometo tentar ser uma boa companhia e viver uma doce e mágica ilusão. Vou ser um verdadeiro príncipe, com direito a flores, champanhe e algumas cositas mas. Não custa tentar, né? Vai que dessa mentira brote alguma verdade...

terça-feira, 4 de junho de 2013

A febre das redes sociais


Nos tempos atuais só é gente quem está conectado. Lá, no Facebook, Twitter, Instagram e semelhantes, você é quem e o que quiser. Poucos o conhecem, então, por isso, você acaba tornando-se refém do seu perfil. Você será, a partir do momento em que ingressar em algumas dessas redes, aquela pessoa que os outros veem, e não você mesmo. E tem gente que leva isso muito a sério.
É difícil dimensionar qualquer coisa baseado na internet, já que é algo muito dinâmico e imprevisível. Toda semana um novo aplicativo é lançado, uma nova plataforma é criada... A única projeção que se pode fazer com certeza é de que, a cada novo dia, mais pessoas estão se conectando. E isso vai continuar aumentando até que quase todo mundo tenha acesso a essa grande rede. Até por isso os governos têm trabalhado bastante para conseguir formas de promover a inclusão digital.
Hoje, em pleno século 21, é impensável alguém viver sem acesso à internet. Os que já provaram da viagem fascinante proporcionada por ela, dificilmente conseguem tirá-la do seu dia-a-dia. Assim como pode ser uma grande aliada, pode, também, ser uma pedra bem grande no caminho de algumas pessoas.
Assim como tantas outras coisas, a internet é apenas uma ferramenta, um instrumento na mão do usuário. Como será usada, depende exclusivamente dele. Ela, então, não pode ser julgada como culpada ou inocente, já que não tem vontade própria.
Os benefícios são enormes. Com aplicativos como o Skype, WhatsApp e Zello Walkie Talkie, por exemplo, é possível se comunicar com qualquer pessoa, independente da localização no planeta, e de forma gratuita. As únicas exigências são que você esteja conectado à internet, tenha a plataforma necessária (PC, tablete, smartphone) e tenha conta nessas ferramentas. Por meio desses aplicativos milhões de pessoas se comunicam diariamente em todo o mundo, seja por mensagem de texto, por áudio ou por vídeo. Seja a negócio, para matar a saudade dos familiares ou apenas para bater papo com os amigos.
Pelo Facebook, Twitter, Instagram e Foursquare, é possível se atualizar e atualizar seus amigos a respeito de tudo. Lá você é livre para fazer o que bem entender. As redes sociais servem como terapia para muita gente. Usam para fazer seus desabafos, para compartilhar seus problemas, para afrontar seus desafetos, para falar mal dos outros... enfim, usam para tudo.
Um dos maiores problemas é o nível de envolvimento que uma pessoa real cria com esse ambiente virtual. Milhares de pessoas deixam de viver a própria vida para assumir a sua identidade virtual, em que podem ser quem bem entenderem, sem regras, sem pressão, sem nada. Suas amizades são as mais diversas, e com pessoas que talvez nunca vão ver na vida. Lá são livres para contar as mais mirabolantes mentiras ou para dizer as mais tristes verdades, sem ninguém para julgá-las ou dizer o que é certo ou errado. Acabam abrindo mão da própria vida “aqui” para ser alguém “lá”.
Muitas questões ainda pesam sobre as redes sociais, como o direito autoral e uso de imagem, e a privacidade dos usuários. Até porque nunca se tem a dimensão exata do efeito que causa qualquer publicação em algum desses meios. A linha que divide o que é pessoal do que é público é muito tênue, e poucos sabem desse limite.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vamos ficar em casa, que é melhor

 
 
É, meu amigos, a vida não anda fácil. Na verdade o que não anda fácil é andar. Aliás, acho que o que anda mais fácil é andar. E esta tem sido a opção escolhida por muitos santarenos nesta última semana, como ‘meio’ de locomoção. Com a greve dos ônibus, a situação ficou preta para os trabalhadores e estudantes. Está certo que o transporte público municipal não é uma maravilha, passa longe disso. Mas, convenhamos, se com ele funcionando a coisa não flui bem, imagine sem ele...
 
A opção mais lógica e imediatista seria a utilização dos mototaxis enquanto nenhuma solução é tomada. No entanto, o preço da corrida assustadoramente caro e a insegurança proporcionada por eles, fazem os cidadãos pensarem bem mais do que duas vezes antes de aceitar subir em uma moto. Os credenciados que eram para fazer a diferença e fazer jus a reclamação contra os clandestinos, são tão (ou mais) irresponsáveis que os colegas ‘piratas’.
 
Os mais ousados, cansados dessa situação de dar dinheiro para marginal, resolveram apertar um pouco mais a cinta e fazer sobrar uma graninha para comprar o próprio transporte. Muitos dos que escolheram a moto como opção, agora ou estão nos leitos dos hospitais, ou estão em casa, com as cicatrizes de algum acidente de trânsito. Dos que optaram por carros, muitos estão em oficinas, consertando os reparos provocados pela vergonhosa infraestrutura urbana, ou estão parados na garagem, sem uma gota sequer de gasosa no tanque.
 
Os mais ambientalistas uniram o útil ao agradável e decidiram preencher as ruas santarenas com suas bicicletas, um meio que quase não dá despesa. Em compensação dá muita dor de cabeça. Nos poucos espaços destinados aos ciclistas, os companheiros das motos dividem espaço com eles. Um risco para todos. E o mais incrível é que parece que ninguém vê. E os que veem se fazem de cegos. Tão cegos que nem devem estar conseguindo ler o que está escrito nesta página.
 
Lá no começo do texto eu disse que a melhor opção seria andar, né? Mas pensando bem, não sei se concordo com essa minha afirmação. Andar é legal, faz bem para saúde e é o meio de locomoção mais barato que se tem. No entanto, não sei se isso cola aqui para Santarém. Já deram uma olhada no nível das calçadas da cidade? Se até cachorro tem dificuldade para andar nelas, imagine o bicho homem... enfim, acho que falei tudo, mas não disse nada. Então vou parar por aqui. Até a próxima.
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Povo inútil

Sabe o que eu acho engraçado? Esse povinho que não faz nada na vida, tem um emprego de merda - ou é um merda no emprego -, passa o dia inteiro no Face achando que é o justiceiro intelectual - ou coisa do tipo - compartilhando um monte de informações que nem ele mesmo conhece e não faz nada para mudar as coisas. Ah, vá se ferrar!
 
Todo dia, todo santo dia, a mesma pessoa, ou pessoas diferentes, compartilhando aquelas mesmas coisas, ou coisas diferentes. Protestam contra o baixo salário dos professores e policiais, contra os políticos corruptos, contra a violência à mulher, contra a prostituição infantil, contra a fome na África...
 
E aí me pergunto: do que isso adianta?
 
Naaaaada! A única coisa que serve é para encher o meu saco. Se postar coisas do Facebook funcionasse para alguma coisa, eu já estaria casado com uma princesa gostosa. Mas olha só a minha realidade. Sozinho, largado às traças...
 
É claro que cada um tem a liberdade de postar o que bem entender. Não tenho nada contra. O que me deixa P da vida é ver como as pessoas lutam tanto nas redes sociais, e, na vida real, são uns mongoloides acomodados incapazes de mexer um único dedo para mudar alguma coisa.
 
É aquela coisa, né, quem muito fala, nada faz. E quem realmente faz, não fica falando.
 
As coisas estão como estão porque nós permitimos. Se realmente nos engajássemos em alguma coisa útil, mudaríamos a nossa realidade. De nada adiantar postar coisas bonitinhas para os outros verem, se você não faz parte disso. E não estou falando em sair às ruas protestando, quebrando o pau. Não! Coisas simples como enxergar melhor a realidade que nos cerca, e escolher melhor nossos representantes são passos simples que não conseguimos dar.
 
Às vezes perdemos tanto tempo com coisas banais, e esquecemos do que realmente tem importância. Nos últimos meses o caso Feliciano deu muito pano para manga em todo canto. Todo dia era protesto em cima de protesto. As redes sociais bombaram nessa guerrinha entre defensores e acusadores de ele estar à frente da Comissão dos Direitos Humanos e blablabla... por que será que ninguém fez os mesmos protestos contra os corruptos condenados pelo Mensalão por estarem comandando a Comissão de Ética e Justiça? O que realmente está em jogo? Quer dizer que é mais errado falar o que pensa do que roubar milhões dos nossos bolsos?
 
Nem sei por que ainda me estresso com essas coisas. Afinal, também de nada vai adiantar.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O que há de errado com elas?

 
(Tudo, elas são mulheres...)
 
 
Vale lembrar que nunca a minha intenção é de ofender ou causar desconforto em alguém. Pelo contrário, sou amante do humor e dos risos provocados por ele. Sempre gostei de escrever sobre relacionamentos. Talvez porque me julgasse um bom entendedor das mulheres e conhecedor de suas necessidades. Agora, depois de quase uma década tendo relacionamentos ‘sérios’ com esses seres de outro mundo, sei que de nada, absolutamente nada, eu sei.
 
Mais uma vez, não leve a sério o que eu escrevo.
A primeira coisa instigante é achar que tudo tem um motivo. As donzelas acreditam que toda postagem no Facebook, por exemplo, tem um porquê. Elas não aceitam o fato de os homens postarem alguma coisa só porque quiseram postar. Exemplo: o cara posta: “Fome :(”. A mulher pensa que ele está dando indireta para ela fazer alguma coisa para ele comer. Ou, pior ainda, isto é um convite para sair para jantar com alguma piriguete. Sempre as coisas são colocadas como forma de indireta para alguém. Isso é o que pensam. Talvez seja porque sempre ajam assim. Como diz um brilhante filósofo: “de indiretas as mulheres são feitas”.
 
Homem é objetivo. É sincero (sim!). É direto. Se ele quer falar ‘A’, ele vai falar ‘A’. A mulher não. Sempre imagina um milhão de possibilidades. Para ela o ‘A’ nunca vai ser um ‘A’. E aí a paranóia começa. “Será que ele quis dizer ‘B’? Não, não... o que ele disse foi ‘C’, eu conheço aquela figura. Ou será que foi ‘D’. Pensando bem... ele quer mesmo é ‘E’...”. E assim elas viajam em suas fantasias, percorrendo os mais absurdos caminhos até encontrar uma história condizente com sua necessidade momentânea. E, o pior, é que elas acreditam na própria loucura e acham – sempre! – que têm razão. Para completar ainda soltam a célebre frase: “como pude ser tão burra e não ter pensado nisso antes?”.
 
Sabe qual é a outra besteira? Confundir ‘ser difícil’ com ‘mal educada’. Sempre tem aquela menininha que quer bancar a durona difícil. Morre de vontade de falar com aquele cara bacana, mas não faz isso porque gosta da sua brincadeira favorita: os joguinhos. Mulher ama fazer um jogo. Gosta de fazer um doce, de ser o centro do mundo e de ver o peão correndo atrás da égua. Se está com saudade se finge de indiferente. Quando está mal, coloca um sorriso na cara. Está louca para ficar com o amado, mas não tem coragem suficiente para admitir, esperando que ele, por conta própria, descubra isso.
Agora você acha que alguém vai sair com uma pessoa que sempre gosta de ficar por cima, se julga superior, e, tentando ser difícil, banca a mal educada? Claro que não!
Não tem coisa mais desanimadora do que você mandar um ‘bom dia’ e depois de três madrugadas ainda não ter obtido uma resposta. Ou quando pergunta alguma coisa e a resposta, depois de séculos, é um ‘humm’, ou ‘:P’... Cara, o que custa conversar numa boa? Se o papo estiver muito chato, ou você estiver ocupada, ainda vai. Mas querer bancar a difícil assim? Tá f...
Homem é assim, quando ele quer uma coisa, ele corre atrás do que quer! A mulher, não. Ela simplesmente foge do que quer. Ela pensa que assim o homem vai correr atrás dela, mas o homem, vendo que ela não o quer, porque está fugindo, não vai atrás. Deu para entender? Ela despreza quando ama, chora quando ri... E ainda não gosta quando a chamam de falsa. Vai entender, né?
Tudo porque querem ser ‘superiores’. Acreditam que demonstrar os sentimentos é sinal de fraqueza. Mas aí, acredito eu, é que está o erro. Se elas nunca conseguem ser elas mesmas, onde está a tão falada sinceridade? Ninguém gosta de viver pisando em casca de ovos. Nenhum homem quer conviver com uma estranha, em que é mais fácil decifrar o mapa do tesouro perdido do que conseguir saber o que a companheira quer.
Querem sempre que tudo saia como desejam, e não enxergam o quanto isso estraga a relação. Ninguém pode desenhar o caminho do outro. Ninguém pode andar os passos dele. É claro que enquanto o feitiço da paixão durar, tudo vai ser um mar de flores. Mas depois quando a mulher ver que isso não vai durar para sempre, e a insegurança bater, vai querer dominá-lo cada dia mais. Vai fechando o mundinho dos dois até não sobrar mais ninguém nele. Ela acha que, assim, ele será dela para sempre.
No entanto, lá pelo meio das tantas, o cara vai perceber que seu barquinho está cada dia mais longe do cais. Vai se ligar que largou sua vida para embarcar naquela viagem. Que abriu mão de tudo que tinha. E mesmo assim, mesmo depois de ter gasto até a última gota de suor nesta empreitada, ele nunca será considerado bom o suficiente. Se o mar estiver agitado, se o vento estiver forte ou se a chuva não cessar, tudo é culpa do cara. Tudo. “Mas minha? Que culpa eu tenho?”. Ela não pensa assim, afinal, se os planos não saíram exatamente como ela quis, a culpa só pode ter sido dele.
No entanto, depois que o homem vê as coisas de outro ângulo e decide pular do barco, sabe que tomou a única decisão que poderia tomar. O barco naufragaria logo. Pelo menos, pulando agora, ele se salvou... e ela... bom... ela fica falando que isso era o que ele sempre quis. Que ele planejou toda aquela viagem só para abandoná-la no meio do oceano, sozinha e indefesa. E ainda tem gente que acredita.

O negócio, meu amigo, é tão feio, que o homem pode acertar 200 trilhões de vezes, mas basta um errinho pra vaca ir pro brejo. A mulher nunca vai lembrar das coisas boas. Isso ela esquece. O que vai ficar gravado e sempre será jogado na sua cara são as coisas ruins. infelizmente.

Bom, deixa eu parar... até a próxima ;)

terça-feira, 30 de abril de 2013

Ler, uma prática saudável


 
O mundo da leitura é fascinante. Por ele podemos trilhar os mais diversos caminhos, viajar para os mais variados países, voltar no tempo e ter a sensação de como seria o futuro. Por meio das páginas de um livro somos capazes de despregar do presente, esquecer tudo à nossa volta e embarcar em uma maravilhosa jornada, que pode ser de ação, aventura, suspense, drama ou romance. Enquanto lemos estamos conectados com os personagens da história, compartilhando suas emoções, vontades e medos. Somos capazes de criá-los em nossa mente e nos tornarmos íntimos deles, como se fossem nossos melhores amigos, ou piores inimigos. Temos raiva, ódio. Emocionamo-nos...
Quem se apaixona pela leitura, dificilmente conseguirá deixar de lado esse vício. O corpo vai pedir, ou melhor, a mente vai exigir. A cada nova história, novos conhecimentos. Por isso é muito importante que esta prática seja incentivada na infância, nos primeiros passos da vida escolar. Quem não tem este incentivo enquanto é pequeno, depois, é mais difícil de pegar gosto pela coisa.
Quem gosta de lê, e faz isso com frequência, consegue fazer a leitura do mundo real com mais facilidade. Tem um vocabulário mais rico e, consequentemente, vai ter uma escrita que dá gosto de se ver. O primeiro passo para escrever, é saber lê. No entanto, tanto uma quanto a outra prática não entram como prioridades das pessoas de um mundo moderno. Cá entre nós, não tem coisa mais chata que desconhecer a própria linguagem. De maneira alguma quem lê é um gênio de língua portuguesa (ou qualquer outra), mas vai ter uma vivência maior com as palavras e, raramente, vai escrever palavras como ‘exelente’, ‘mais’ (querendo dizer ‘mas’) ou ‘trousse’.
Enfim, para muitos o ato de ler é uma perda de tempo. Cansei de ver pais brigando com os filhos enquanto estes se dedicavam à leitura. “Vai fazer alguma coisa útil, meu filho”, gritam. Também é bom que se diga que os livros não são produtos tão baratos, e, por isso, muita gente não tem acesso a eles. E como as bibliotecas disponíveis não são toda aquela maravilha, fica difícil exigir muita coisa... Na falta de amigos ou familiares presentes, os livros tornam-se os únicos amigos acessíveis. Neles as pessoas se jogam de cabeça e esquecem do mundo real, muitas vezes triste e solitário...


 

 

 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A história indígena do Brasil




Por muitos anos a história indígena do Brasil ficou reservada apenas à época da colonização, e antes dela. Após isso os povos que habitaram (e habitam) as matas, vales e montanhas do nosso território, deixaram de ser lembrados, como se não existissem mais. Mantiveram-se vivos, somente, em livros que os tratam ora como puros, ora como selvagens. Muitas pessoas, por isso, até imaginam que eles fazem parte do folclore brasileiro. Mas esporadicamente são lembrados, geralmente por conta de alguma confusão ou conflito. Agora, no dia deles, 19 de abril, também são lembrados.

Por meio de estudos realizados nas últimas décadas, novos fatos – ou nem tão novos assim – colocam em dúvida tudo aquilo que foi ensinado sobre os índios nas escolas brasileiras. Diversos pesquisadores começaram a refutar as ideias já cristalizadas sobre esse longo período da história do Brasil.

O que a história tradicional mostra é que os índios viviam em perfeita harmonia com os seus semelhantes e a natureza, sobrevivendo de modo sustentável e em paz. E isso foi alterado por conta da chegada dos europeus, que dizimaram a população indígena com seus armamentos muito mais desenvolvidos e por meio da transmissão de doenças, desconhecidas até então pelos nativos.

REVELAÇÕES

O livro escrito pelo jornalista Leandro Narloch traz fatos relevantes e surpreendentes sobre esse período. Segundo as pesquisas apresentadas pelo autor, os massacres começaram bem antes da chegada dos portugueses. Os próprios habitantes do período pré-colonial adoravam uma guerra.

Os índios Tupi-Guaranis, que se localizavam originalmente na Amazônia, foram obrigados a se deslocarem rumo ao sul, por conta de alguma dificuldade encontrada no local de origem, talvez uma grande seca. Durante o percurso esses índios se depararam com outras etnias, que foram massacradas, exterminas ou, as que tiveram sorte, migraram para lugares mais distantes.

Segundo as pesquisas, em 1500, quando os portugueses chegaram, a nação Tupi, dividida em diversas tribos, se expandia pela Amazônia, passando pelo Nordeste até São Paulo. Para tal expansão ocorrer, muitas disputas entre si e outras etnias, foram realizadas.

Os povos indígenas não são todos iguais, assim como os brasileiros são diferentes dos argentinos e dos japoneses. A expressão européia de índio, usada para designar a população local das terras a serem desbravadas, cria a falsa ideia de que todos os povos formam uma única nação, de uma mesma etnia e cultura. Na época da chegada dos europeus, eles viam os visitantes com os mesmos olhos desconfiados e alertas que viam seus povos inimigos e matavam ambos, quando preciso, com a mesma fúria. A guerra fazia parte do calendário indígena, salvo exceções. Para algumas etnias, matar garantia acesso ao paraíso.

SOBERANOS?

A realidade dos navegadores, à época, não era essa moleza apresentada pelos livros escolares. Os portugueses não reinavam soberanos e absolutos nos lugares em que desembarcavam. Devido ao longo período dentro das embarcações, cruzando oceanos, eles chegavam ao seu destino com a saúde muito abalada, sendo presas fáceis. Ainda mais em lugares onde as histórias que reinavam colocavam medo em muitos marmanjos.

Em relatos feitos por Américo Vespúcio, em 1501, conta que a sua tripulação passou por apuros quando ancoraram na costa do Rio Grande do Norte. O livro de Leandro Narloch mostra que quem ousou, naquela ocasião, a desembarcar e caminhar pela mata, não voltou mais. Três dias depois, índias, nuas, apareceram na praia onde a embarcação estava. Os marujos que se aproximaram foram subitamente mortos por elas. Logo depois saíram das matas outros índios, que estavam escondidos, lançando um número sem fim de flechas em direção aos barcos. O próprio navegador já foi obrigado a sair às ruas, em outras conquistas, e pedir por comida para não morrer de fome.

TRAÇANDO O PRÓPRIO FIM

Não se pode negar, também, que com a chegada dos portugueses o cenário se transformou. Agora os índios passariam a ter um aliado muito importante nas futuras guerras. Os europeus faziam alianças com os caciques em troca de proteção e paz, haja vista que o número de portugueses que desembarcava no Brasil era irrisório se comparado à população indígena. Os índios ofereciam prisioneiros - às vezes até os próprios parentes – em troca de mercadorias. Os recém-chegados aceitavam a troca com o discurso de que se não fizessem, os presos seriam torturados e mortos pelos seus capturadores.

As próprias ondas de exploração rumo ao interior do país só foi possível ao apoio indígena, que tinha muito mais características Tupi do que européia. Então o extermínio e escravidão dos índios aconteceram, em grande parte, por conta dos próprios indígenas que ofereceram apoio militar e guarda constante aos estrangeiros. 

A tese dos dois segundos




Cada segundo é importante. Pode até não parecer, mas um segundo pode fazer toda a diferença. Em um segundo, um mísero segundo, pode acontecer alguma coisa capaz de mudar toda a nossa história. Parece besteira, mas não é. Afinal, como dizem, são os detalhes que fazem toda a diferença. E é juntando os pequenos fragmentos de tempo que formamos os minutos, horas, dias, anos... é um agregado de tudo aquilo que vivemos em tão pouquinho tempo.

Eu tenho a infalível tese dos dois segundos. Para mim, este pequeno espaço de tempo é o responsável pelas decisões que podem mudar a nossa vida.  Todo dia passamos por alguma situação em que se abre uma oportunidade de dois segundos. E, vai de nós, escolher o que fazer neste breve momento. Geralmente nós hesitamos na busca por qual seria a melhor ação e acabamos deixando o momento (oportunidade) passar. Mas, se esse tempo fosse bem aproveitado, nossa história poderia ter um destino bem diferente.

Por exemplo. Você está numa avenida a 80 km/h e, de repente, um maluco qualquer invade a preferencial, poucos metros à sua frente... os dois segundos demoram uma eternidade para passar. É o tempo que você tem para tomar a decisão que pode (ou não) salvar a sua vida.

Você está sentado na frente da casa da sua namorada, conversando numa boa com ela, quando, do nada, se depara com uma faca em seu pescoço. Dois senhores muito deselegantes, surgiram da tenebrosa escuridão para assaltar o distraído casal. Quando você sente a lâmina gelada encostada na sua pele, e escuta “passa o dinheiro e o celular”, é que a tese dos dois segundos aparece. Vão ser, com certeza, os dois míseros segundos mais longos da sua vida. Até conseguir se situar, parece que 200 anos se passaram... “é uma brincadeira?”, vai pensar. Depois, quando ver que o negócio é sério, vai congelar, tentando lembrar como reageria o seu ator de ação preferido em uma situação dessas. O problema é que, até você se dar conta do que está acontecendo, ver suas opções e traçar um plano, seu dinheiro e celular já foram passear com os bandidos.

Isso pode acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar. Pode ocorrer no momento em que você esteja dentro do elevador com a pessoa de quem está a fim. Seus olhos vão se cruzar. As palavras cessarão. E, aí, vai rolar aquele momento diferente, de um silêncio inoportuno, em que passarão um milhão de possibilidades em sua mente. Este é o momento. O que você faz? Aproxima-se e dá aquele tão sonhado beijo, ou simplesmente fica inerte em seus pensamentos, como se você estivesse longe do seu corpo e não comandasse suas ações?

Bom, é uma nova tese a se pensar. Garanto que quando acontecer alguma situação do tipo que eu escrevi, você vai lembrar-se dela. Espero que a aproveite bem. Ela costuma trazer bons resultados, se aproveitada da maneira correta.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Por que sempre a culpa é do outro?


O problema é que nunca nos vemos como problemas. Sempre achamos que a culpa é do outro e, assim, jogamos as responsabilidades das nossas atitudes para ele. Bancar a vítima sempre é mais fácil. Claro, é muito mais fácil transferir sua culpa para desencargo de consciência do que ter coragem para criar as soluções. Às vezes criamos dificuldades só para chamar um pouco de atenção. No entanto, nada dura para sempre. Quando menos se espera você vai ver que as pessoas não são tão ingênuas a ponto de não perceber a realidade. Daí, na hora em que você realmente precisar daquela pessoa, aquela que você achou que seria eternamente escravo dessa situação, você vai ver que ela já não está mais ali. Afinal, cada um tem o direito de escolher o caminho que quer tomar. Não é porque você escolheu ser assim, que todos a sua volta vão ter que aceitar e ficar do seu lado, sempre. Cada um tem seu valor, infelizmente quem age assim ainda não descobriu o seu. Então, por isso, se torna tão refém da opinião dos outros. Como certa vez disse um amigo, "a grandeza não está em receber honras, mas sim em merecê-las." Nada melhor do que a verdade. E ela, caro amigo, sempre aparece. Por mais que as palavras sejam ditas ou as coisas feitas, mais dias, ou menos dias, ela aparecerá. E levara consigo tudo aquilo que ficou acumulado na sua ausência.

terça-feira, 26 de março de 2013

E não é que o mundo gira mesmo?




Sempre soube que o mudo fosse pequeno, mas não imaginava que fosse tanto assim. Claro que isto não é dito pelo fator geográfico, em que as distâncias são absurdamente grandes, mas pelo seu contexto simbólico. Talvez aí esteja reservada toda a surpresa. Como pode, mesmo o mundo sendo tão grande, ao mesmo tempo, ser considerado tão pequeno?

Às vezes é difícil explicar determinadas coisas. Coisas que você julgava impossíveis de acontecer e, agora, estão acontecendo. Pessoas que saíram da sua vida há anos e, de uma hora para outra, batem à sua porta. Atitudes que antes você recriminava e, depois de algum tempo, passou a agir da mesma forma. Conceitos que você defendia e seguia com unhas e dentes se transformaram, na sua visão, em preconceito descabido.

É tão engraçado você se deparar com uma pessoa com quem, em algum momento da sua vida, compartilhou bons momentos e, sem querer, se afastaram. Reencontrá-la vai trazer tudo à tona novamente, reconstituindo as ações realizadas e percebendo o que um representou para o outro. Só aquilo que marcou vai ser lembrado. E as lembranças têm um poder incrível de nos proporcionar as mais diversas reações.

Quem nunca sentiu vontade de se matar por descobrir, anos depois, que aquela garota do colégio com quem tanto sonhou também estava afim de você? Você nunca chegou nela, nunca demonstrou, nunca fez nada! E ainda queria que ela soubesse dos seus sentimentos. Quantos anos se passaram até conseguir esquecê-la e, de uma hora para outra, descobre que ela poderia ter sido o seu grande amor... só dependia de você.

Ou então aquela gatinha que te deu um mole danado e você sequer olhou para o lado... que desperdício. Coisas assim não podem acontecer. É incrível como nunca somos capazes de perceber das coisas no exato momento em que elas ocorrem. Só nos damos conta muito tempo depois, quando não há nada para fazer, além de lamentar pela chance desperdiçada.

Sempre digo, as oportunidades estão aí para serem aproveitadas. Se você não aproveitar, quando ver, outro já terá aproveitado. Não podemos perder tempo guardando nossos sentimentos e calando a nossa voz. Devemos lutar pelo que queremos e perder o medo de ouvir um ‘não’.

Não tem coisa mais ‘remorsiva’ do que saber que você deixou escapar por entre os dedos a melhor oportunidade da sua vida. Pode ter acontecido até o caso de você ter virado às costas para o que mais queria com medo de perder aquilo que você nunca teve. As coisas pela metade não têm sentido. Só vale a pena quando é por completo, por inteiro. Sempre é bom tentar, pelo menos assim saberá no que vai dar. 


quarta-feira, 20 de março de 2013

Pérolas da educação. É mais fácil rir da ilusão do que chorar da realidade.




O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é o retrato da educação brasileira. Não é à toa que as “pérolas do Enem” sempre fazem o maior sucesso nas redes sociais e, até, nos programas de TV. Infelizmente, por mais engraçado que as coisas pareçam ser, no fundo, a realidade é desesperadora.

As redações sempre servem para que possamos analisar como anda o nível de compreensão de mundo dos alunos, assim como a forma do raciocínio e o domínio da língua portuguesa. É através de um texto que você conhece o nível de aprendizado de uma pessoa. Mais que isso. O texto é o retrato do perfil daquele ser. É como se fosse uma digital interior. Por isso as redações sempre são exigidas em vestibulares e entrevistas de emprego. É uma forma de externar o seu ‘eu’ interior.

Pelas correções das provas do último Enem, podemos traçar como anda o nível educacional do brasileiro. É claro que as ‘pérolas’ sempre vão existir. Ninguém pode controlar o que uma pessoa vai escrever em uma folha de papel. Agora, aceitar tudo como se fosse correto, já é demais. Nos últimos dias repercutiu bastante na mídia as gafes cometidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), realizador da prova.

Os casos são os mais absurdos. Se não fosse verdade, e não tivesse prova de que aconteceu, ninguém acreditaria. O tema da redação do exame foi “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”. Teve um aluno que, no meio do texto, escreveu o hino do Palmeiras, e, ainda, tirou 500 pontos. A nota máxima era mil pontos. Em um trecho ele desenvolve o seguinte pensamento. "As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarda. E o Palmeiras no ardor da partida, transformando lealdade em padrão. Sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão. Por este o principal motivo de imigrantes". O impressionante é que das 24 linhas escritas pelo estudante, 10 foram tomadas pelo hino do time do coração. Depois de receber a correção, ele postou a imagem da prova no Facebook e ainda comentou: "o Enem só me faz rir".

E não é que ele tem razão? Como levar a sério um país deste? Outros casos também surgiram, como o da redação de um candidato que descreveu a receita de um miojo. Espera aí, onde vamos parar? O que tem a ver com tema proposto? Se fosse uma comida italiana ou japonesa, ainda teria como aproveitar para fazer em casa. Mas de miojo? “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”. Simples assim. Isso foi inserido no texto, sem nexo e contexto, e ainda recebeu 560 de nota. Isso sem falar das redações que obtiveram a nota máxima e continham erros grotescos como as grafias ’rasoavel’, ‘enchergar’ e ‘trousse’.

De um povo que desconhece a própria língua não se pode esperar muita coisa, principalmente quando quem deveria educar e dar o rumo certo às coisas não cumpre com a sua obrigação. O Enem vem provando a precariedade da educação brasileira. Não bastassem os escândalos quanto à confiabilidade do exame, agora está em cheque, também, a validade da prova para medir o nível na educação no país. O que gera revolta em quem, de fato, leva a sério os estudos. É mais que um tapa na cara da sociedade, é um suicídio moral.


 

terça-feira, 19 de março de 2013

Amizade não existe?



Por que as mulheres sempre acham que os homens são movidos por segundas intenções? É impressionante. Você não pode se aproximar de uma menina que já dizem que você está querendo algo, e não é apenas amizade.

Antes eu pensava que apenas algumas mulheres eram assim, mas ultimamente tenho confirmado a hipótese de que quase todas são. Não se pode nem conversar um pouco que já vão dizer que isso é “papo pra comer mulher”. Por mais absurdo que seja, é o que dizem. Claro que deve ter um monte de caras assim, que realmente se aproximam das novinhas só para ‘pegar’.

Mas, minhas queridas, não são todos, não é? Por que não usam o apurado senso de seleção natural – item de série no modelo feminino – para saber com que tipo de homem estão tendo uma conversa?

Quando se trata de um homem solteiro, ainda vai, né? A fama de solteiro sempre é de pegador. Agora quando o cara é comprometido, tem um relacionamento sério, e sempre deu inúmeras provas do seu caráter, uma opinião deste tipo é mais do que inaceitável, é desrespeitosa e ofensiva.

O engraçado é que por a mulher ser a ‘frágil’ da história, ela se sente no direito de falar o que quiser, sem medir nem pesar as consequências. E sem se importar em como isso repercutirá na pessoa ofendida. Agora, ouse falar alguma coisa para uma menina dessas... vai levar na cara o resto da vida.

Por mais que pareça difícil de acreditar, quando um homem ama, ele ama. Se ele escolhe uma mulher para amar, vai fazer isso de corpo, alma e coração. Não vai fazer pela metade. Pena que, para elas, os homens só pensam em uma coisa: sexo. Acho que aí está o erro. Isso não é tudo, na verdade não é nem metade. Quando a saudade bater, nem sempre vai ser o sexo que puxará a fila. Acessórios como um abraço, um carinho ou a costumeira conversa podem aparecer à frente.

Dois amigos, de sexos distintos, podem conversar numa boa. E se forem vistos andando por aí, juntos, não quer dizer que eles estejam se ‘pegando’. Vai ver que eles podem estar só ‘amigando’, mesmo. Nem tudo tem a ver com sexo. Pelo menos para mim.  

segunda-feira, 11 de março de 2013

As respostas da vida

Eu era um cara sem maldade no sorriso,
Que acreditava que o mundo fosse um paraíso...

A vida vive nos surpreendendo, não canso de dizer isso. Por mais que você ache que nada de diferente possa acontecer, ou que alguém possa fazer algo que não estava nos planos, justamente é isso o que acontece. E ainda quando os fatos já estão anunciados, e você faz toda uma preparação para enfrentá-los, mesmo assim, mesmo já sabendo de tudo, quando a realidade chega, nada daquilo que você ensaiou fazer, acontece.

Talvez, isso acontece, porque nunca temos a real noção do que estamos enfrentando, e de quem está no meio disso tudo. Por mais que julgamos conhecer uma pessoa, nunca, de fato, a conheceremos. As pessoas são estranhas. Tem seus segredos e intimidades. Seria ousadia demais nos julgarmos conhecedores de alguém. Na crise é que se enxerga a alma. E, como disse Fernando Pessoa, “quem tem alma não tem calma”. É na hora do vamos ver, da pressão, da situação adversa, que você é capaz de enxergar um pouco do interior de cada um. Mesmo assim, nunca será o bastante para deixarmos de nos surpreender com as atitudes que cada um toma.

Há males que vêm para o bem. Nunca compreendi tão bem o que isso significa, como agora. O término de um relacionamento nunca é fácil, principalmente quando, dentro deste, sempre existiu amor e respeito. Ninguém termina uma amizade, um namoro ou casamento, por terminar. Sempre há algum motivo. No entanto, por mais que os motivos existam, às vezes eles não fortes o bastante para que você siga em frente na sua decisão. Para quem ama, deixar a pessoa por quem nutre o sentimento, é uma tarefa difícil demais para ser cumprida. Não é tomada aleatoriamente. É pensada e repensada. Mas é claro que tem alguns fatores que auxiliam ao longo deste penoso processo.

Depois de dar o veredito, sempre fica aquela apreensão: “será que tomei a decisão certa, ou será que fiz besteira?”. Na hora, você não será capaz de responder, mas eis que o destino será capaz de dar a resposta. A mensagem vem do outro lado. É a outra pessoa que vai responder o que você deseja saber.

Tem gente que não se dá conta disso. Acha que tem o direito de fazer tudo o que sente vontade, e de falar tudo aquilo que acha que deve. Claro, cada um pode fazer ou falar o que bem entende. No entanto, tudo tem consequência. E uma dessas consequências é mostrar à pessoa que ela tomou a decisão certa. Antes, no meio de toda aquela situação, influenciado por todo o sentimento que nutria, era impossível de ver tudo o que acontecia.

É como uma droga. Na hora, nada tem problema. Quanto mais usa, mas você quer usar. Só depois de conseguir sair dessa situação é que você vê o quanto aquilo era diferente do que imaginava. Que aquele bem, na verdade, só te fazia mal.

E é aí que as coisas se transformam. As dúvidas tornam-se certezas, e o coração encontra a razão.

Depois, quando encontrar a pessoa, só resta dizer: “obrigado, muito obrigado! Suas atitudes são a minha resposta. Seja feliz”.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres... ah, mulheres...


A melhor mulher do mundo é a nossa mãe, claro! Se tem uma pessoa que sempre vai te amar, estar ao seu lado e oferecer o seu melhor, essa pessoa é a nossa mãe. Podemos até se desentender, não ouvir os conselhos ou reclamar dos puxões de orelha, mas, mesmo assim, essa relação nunca vai se abalar. Mesmo estando errada, ela acerta. Ela sabe o que é melhor para gente, né?

Bom, pena que isso não se aplica a todas as mulheres... Mulheres... criaturas frágeis, indefesas e amorosas, não é? Repletas de bondade e boa vontade. Compreensivas e maduras. Alegram qualquer ambiente, dão charme às coisas e fazem uma tremenda falta quando não estão presentes... Ah, mulheres. São divas, são rainhas.

Coitado de quem pensa assim. Com seu jeito ‘inocente’, elas tornam os homens presas fáceis. Eles, bobos por naturezas, caem feito patinhos no jogo mortal delas.

Mulher, em geral, é um caso complicado de se entender. Na verdade, entendê-las é impossível! Sempre há exceções, mas, a grosso modo, são pessoas capazes de despertar as infinitas possibilidades de reações. Os homens nunca vão ser capazes de acompanhar os dados processados pela mente das mulheres. Enquanto usamos um Pentium, elas se evoluíram para a terceira geração do Core i7. É claro que toda essa evolução mental traz grandes riscos para o desempenho dos seres femininos. Vira e mexe alguma tem um surto psicótico ou desenvolve um alto grau de imaginação. Ou os dois juntos. Para o homem, receber uma ligação de um número privado é apenas isso, uma ligação de um número privado. Para a mulher não. É justamente o contrário. Em um segundo ela é capaz de criar infinitas possibilidades de situações.

E no mercado de trabalho, então? Como lidar com essas feras? Não é desmerecendo ninguém, mas tem horas que trabalhar com mulher é uma tarefa muito difícil. Quando se desembestam a falar, ninguém aguenta. É impressionante como são capazes de viverem tantas situações em apenas um dia. Todo dia são trocentas novas histórias. Uma mais fascinante que a outra – pelo menos para elas. Para quem ouve aquela ladainha, uma corda no pescoço ou um tiro na cabeça parecem alternativas mais agradáveis. Isso sem falar na polaridade natural, né? São capazes de mexer na alavanca do humor de cinco em cinco minutos.

Eu nem vou entrar no item mais complicado dessa história com as mulheres, que é o de relacionamento, porque ainda estou fragilizado por conta dos meus últimos acontecimentos pessoais. Mas não se preocupe, no Dia dos Namorados eu debato esta questão.

Bom, fora isso, as mulheres são pessoas adoráveis que nós, homens, não conseguimos abrir mão das nossas vidas. Se chegaram onde chegaram é porque conseguiram chegar (que sem graça...). Enfim, a você, mulher, felicidades!  

segunda-feira, 4 de março de 2013



Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair


Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali
Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui


Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui


Sabe, quando a felicidade invade,
Quando pensa na imagem da pessoa.
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa.
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali,
Em sua boca.
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui


Sei,eu sei

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A complexidade da vida


Viver, às vezes, parece tão fácil. O que mais escutamos por aí é que devemos aproveitar as coisas simples da vida, sem se preocupar com o amanhã ou com os problemas que ainda enfrentaremos. Que devemos agradecer pelo simples fato de estarmos vivos e pelo sol que nasce a cada manhã. É claro que, se focarmos nisso, vamos aproveitar cada momento, mesmo que mínimo. Basta vermos algum exemplo de vida, por exemplo, para nos derretermos e analisar que a nossa vida, na verdade, é ótima. Em muitos casos, a superação do outro nos dá grandes lições de moral.

No entanto, às vezes, viver parece a coisa mais difícil de fazer. Do mesmo modo como nos espelhamos em outras pessoas para tentar ser feliz, esse mesmo espelho pode nos fazer infeliz. Ao nos depararmos com alguém mais bem sucedido, por exemplo, vamos começar a comparar as nossas vidas. No final, vamos entrar em desespero. “Ora, porque a minha vida tem que ser assim?”, pensaremos. “Trabalho o dia inteiro só para pagar as contas, e isso, quando o dinheiro dá. Contas e mais contas. Tem dia que não sobra nem para comida...” Enquanto que aquele ‘filhinho de papai’, que não faz nada na vida, esbanja dinheiro. Você vai analisar a sua vida e ver que ela é uma merda. O pior é que se você analisar a grande maioria dos brasileiros, vai perceber que sair dessa situação é muito mais complicado do que parece. Se dar bem na vida é tão difícil quando achar agulha no palheiro. A sorte é que só depende de você (e das oportunidades que souber aproveitar).

E a vida segue nessa luta desenfreada entre nossos pensamentos. Passaremos por momentos maravilhosos e, no instante seguinte, por qualquer motivo banal, nosso castelinho de felicidade começará a ruir. Se dermos corda a isso, vamos apenas passar pela vida. Poderemos até encontrar um emprego mais ou menos, que dê para trabalhar no que gosta e conseguir dinheiro para pagar as contas, mas nada de exageros. Ou, se alopramos de uma vez em busca do dinheiro, não vamos chegar muito longe. A ambição tira a razão (haha, rimou).

Como tudo na vida, a solução é encontrar o meio termo. Não precisamos ser ultraconservadores da direira, nem extrarradicais da esquerda. Não queremos ser pobres, mas não precisamos enlouquecer em busca da riqueza. A solução? Definir o seu objetivo e lutar por ele. Nada acontece por acaso, nem tampouco é fácil. É bem mais difícil tentar alcançar algo que nem você sabe o que é. Sonhar faz bem, mas só quando os pés estão grudados no chão.

PS¹.: o relato sobre o dinheiro não dar nem para pagar as contas, nada tem a ver com a minha vida. Foi apenas um exemplo ilustrativo...

PS².: quem quiser me convidar para almoço ou jantar, fique à vontade. Lá em casa não tem o que comer...