Iniciar o ano novo com essa leitura já é um excelente primeiro passo - independente do pé usado para isso.
Clóvis - o maior vivo que temos entre nós - nos ajuda a compreender melhor todo o significado de Shinsetsu. Ao longo do livro, utiliza-se de uma infinidade de exemplos para deixar bem claro.
Shinsetsu é um modo de vida. Para muitos, o único. É inconcebível pensar em outro jeito de gastar o seu tempo aqui na terra. Para os brasileiros, nem tanto. Estamos muito distantes de algo como isso. E o próprio Clóvis tem uma frase que expressa bem: "ainda bem que eu nasci onde nasci. Porque ensinar ética para esses caras (japoneses) seria um trabalho de louco".
Shinsetsu é fazer o bem. É viver o bem. Não porque tem alguém olhando. Não porque se tem medo de julgamento. Não porque se deseja algo em troca, nesta ou em qualquer outra vida. Mas porque fazer o certo, sempre, é o único jeito de se viver. Não há espaço para outra forma. Não há espaço para vantagens, para egoísmo, para vaidade. O meu conforto não vem antes do outro. A minha necessidade não é mais importante que a do outro.
De um bom dia a devolver uma mala cheia de dinheiro, você age sem querer tirar vantagens ou esperar ser recompensado de alguma forma. Você não espera nem um sorriso que seja. E a reação do outro não lhe desencadeia nada desagradável. "Nossa, dei um bom dia e a pessoa nem me olhou. Nunca mais faço isso". Isso não existe. Você vai dar o bom-dia porque é o certo. Porque é o jeito de construir um mundo mais cordial, gentil e feliz. Independente da reação dos outros.
É uma leitura obrigatória para quem deseja estar sempre em evolução. Para quem deseja ser a diferença.
Autor: Clóvis de Barros Filho
Editora: Planeta
Páginas: 272
Publicação: junho de 2018

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