segunda-feira, 22 de abril de 2013

A tese dos dois segundos




Cada segundo é importante. Pode até não parecer, mas um segundo pode fazer toda a diferença. Em um segundo, um mísero segundo, pode acontecer alguma coisa capaz de mudar toda a nossa história. Parece besteira, mas não é. Afinal, como dizem, são os detalhes que fazem toda a diferença. E é juntando os pequenos fragmentos de tempo que formamos os minutos, horas, dias, anos... é um agregado de tudo aquilo que vivemos em tão pouquinho tempo.

Eu tenho a infalível tese dos dois segundos. Para mim, este pequeno espaço de tempo é o responsável pelas decisões que podem mudar a nossa vida.  Todo dia passamos por alguma situação em que se abre uma oportunidade de dois segundos. E, vai de nós, escolher o que fazer neste breve momento. Geralmente nós hesitamos na busca por qual seria a melhor ação e acabamos deixando o momento (oportunidade) passar. Mas, se esse tempo fosse bem aproveitado, nossa história poderia ter um destino bem diferente.

Por exemplo. Você está numa avenida a 80 km/h e, de repente, um maluco qualquer invade a preferencial, poucos metros à sua frente... os dois segundos demoram uma eternidade para passar. É o tempo que você tem para tomar a decisão que pode (ou não) salvar a sua vida.

Você está sentado na frente da casa da sua namorada, conversando numa boa com ela, quando, do nada, se depara com uma faca em seu pescoço. Dois senhores muito deselegantes, surgiram da tenebrosa escuridão para assaltar o distraído casal. Quando você sente a lâmina gelada encostada na sua pele, e escuta “passa o dinheiro e o celular”, é que a tese dos dois segundos aparece. Vão ser, com certeza, os dois míseros segundos mais longos da sua vida. Até conseguir se situar, parece que 200 anos se passaram... “é uma brincadeira?”, vai pensar. Depois, quando ver que o negócio é sério, vai congelar, tentando lembrar como reageria o seu ator de ação preferido em uma situação dessas. O problema é que, até você se dar conta do que está acontecendo, ver suas opções e traçar um plano, seu dinheiro e celular já foram passear com os bandidos.

Isso pode acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar. Pode ocorrer no momento em que você esteja dentro do elevador com a pessoa de quem está a fim. Seus olhos vão se cruzar. As palavras cessarão. E, aí, vai rolar aquele momento diferente, de um silêncio inoportuno, em que passarão um milhão de possibilidades em sua mente. Este é o momento. O que você faz? Aproxima-se e dá aquele tão sonhado beijo, ou simplesmente fica inerte em seus pensamentos, como se você estivesse longe do seu corpo e não comandasse suas ações?

Bom, é uma nova tese a se pensar. Garanto que quando acontecer alguma situação do tipo que eu escrevi, você vai lembrar-se dela. Espero que a aproveite bem. Ela costuma trazer bons resultados, se aproveitada da maneira correta.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Por que sempre a culpa é do outro?


O problema é que nunca nos vemos como problemas. Sempre achamos que a culpa é do outro e, assim, jogamos as responsabilidades das nossas atitudes para ele. Bancar a vítima sempre é mais fácil. Claro, é muito mais fácil transferir sua culpa para desencargo de consciência do que ter coragem para criar as soluções. Às vezes criamos dificuldades só para chamar um pouco de atenção. No entanto, nada dura para sempre. Quando menos se espera você vai ver que as pessoas não são tão ingênuas a ponto de não perceber a realidade. Daí, na hora em que você realmente precisar daquela pessoa, aquela que você achou que seria eternamente escravo dessa situação, você vai ver que ela já não está mais ali. Afinal, cada um tem o direito de escolher o caminho que quer tomar. Não é porque você escolheu ser assim, que todos a sua volta vão ter que aceitar e ficar do seu lado, sempre. Cada um tem seu valor, infelizmente quem age assim ainda não descobriu o seu. Então, por isso, se torna tão refém da opinião dos outros. Como certa vez disse um amigo, "a grandeza não está em receber honras, mas sim em merecê-las." Nada melhor do que a verdade. E ela, caro amigo, sempre aparece. Por mais que as palavras sejam ditas ou as coisas feitas, mais dias, ou menos dias, ela aparecerá. E levara consigo tudo aquilo que ficou acumulado na sua ausência.

terça-feira, 26 de março de 2013

E não é que o mundo gira mesmo?




Sempre soube que o mudo fosse pequeno, mas não imaginava que fosse tanto assim. Claro que isto não é dito pelo fator geográfico, em que as distâncias são absurdamente grandes, mas pelo seu contexto simbólico. Talvez aí esteja reservada toda a surpresa. Como pode, mesmo o mundo sendo tão grande, ao mesmo tempo, ser considerado tão pequeno?

Às vezes é difícil explicar determinadas coisas. Coisas que você julgava impossíveis de acontecer e, agora, estão acontecendo. Pessoas que saíram da sua vida há anos e, de uma hora para outra, batem à sua porta. Atitudes que antes você recriminava e, depois de algum tempo, passou a agir da mesma forma. Conceitos que você defendia e seguia com unhas e dentes se transformaram, na sua visão, em preconceito descabido.

É tão engraçado você se deparar com uma pessoa com quem, em algum momento da sua vida, compartilhou bons momentos e, sem querer, se afastaram. Reencontrá-la vai trazer tudo à tona novamente, reconstituindo as ações realizadas e percebendo o que um representou para o outro. Só aquilo que marcou vai ser lembrado. E as lembranças têm um poder incrível de nos proporcionar as mais diversas reações.

Quem nunca sentiu vontade de se matar por descobrir, anos depois, que aquela garota do colégio com quem tanto sonhou também estava afim de você? Você nunca chegou nela, nunca demonstrou, nunca fez nada! E ainda queria que ela soubesse dos seus sentimentos. Quantos anos se passaram até conseguir esquecê-la e, de uma hora para outra, descobre que ela poderia ter sido o seu grande amor... só dependia de você.

Ou então aquela gatinha que te deu um mole danado e você sequer olhou para o lado... que desperdício. Coisas assim não podem acontecer. É incrível como nunca somos capazes de perceber das coisas no exato momento em que elas ocorrem. Só nos damos conta muito tempo depois, quando não há nada para fazer, além de lamentar pela chance desperdiçada.

Sempre digo, as oportunidades estão aí para serem aproveitadas. Se você não aproveitar, quando ver, outro já terá aproveitado. Não podemos perder tempo guardando nossos sentimentos e calando a nossa voz. Devemos lutar pelo que queremos e perder o medo de ouvir um ‘não’.

Não tem coisa mais ‘remorsiva’ do que saber que você deixou escapar por entre os dedos a melhor oportunidade da sua vida. Pode ter acontecido até o caso de você ter virado às costas para o que mais queria com medo de perder aquilo que você nunca teve. As coisas pela metade não têm sentido. Só vale a pena quando é por completo, por inteiro. Sempre é bom tentar, pelo menos assim saberá no que vai dar. 


quarta-feira, 20 de março de 2013

Pérolas da educação. É mais fácil rir da ilusão do que chorar da realidade.




O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é o retrato da educação brasileira. Não é à toa que as “pérolas do Enem” sempre fazem o maior sucesso nas redes sociais e, até, nos programas de TV. Infelizmente, por mais engraçado que as coisas pareçam ser, no fundo, a realidade é desesperadora.

As redações sempre servem para que possamos analisar como anda o nível de compreensão de mundo dos alunos, assim como a forma do raciocínio e o domínio da língua portuguesa. É através de um texto que você conhece o nível de aprendizado de uma pessoa. Mais que isso. O texto é o retrato do perfil daquele ser. É como se fosse uma digital interior. Por isso as redações sempre são exigidas em vestibulares e entrevistas de emprego. É uma forma de externar o seu ‘eu’ interior.

Pelas correções das provas do último Enem, podemos traçar como anda o nível educacional do brasileiro. É claro que as ‘pérolas’ sempre vão existir. Ninguém pode controlar o que uma pessoa vai escrever em uma folha de papel. Agora, aceitar tudo como se fosse correto, já é demais. Nos últimos dias repercutiu bastante na mídia as gafes cometidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), realizador da prova.

Os casos são os mais absurdos. Se não fosse verdade, e não tivesse prova de que aconteceu, ninguém acreditaria. O tema da redação do exame foi “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”. Teve um aluno que, no meio do texto, escreveu o hino do Palmeiras, e, ainda, tirou 500 pontos. A nota máxima era mil pontos. Em um trecho ele desenvolve o seguinte pensamento. "As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarda. E o Palmeiras no ardor da partida, transformando lealdade em padrão. Sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão. Por este o principal motivo de imigrantes". O impressionante é que das 24 linhas escritas pelo estudante, 10 foram tomadas pelo hino do time do coração. Depois de receber a correção, ele postou a imagem da prova no Facebook e ainda comentou: "o Enem só me faz rir".

E não é que ele tem razão? Como levar a sério um país deste? Outros casos também surgiram, como o da redação de um candidato que descreveu a receita de um miojo. Espera aí, onde vamos parar? O que tem a ver com tema proposto? Se fosse uma comida italiana ou japonesa, ainda teria como aproveitar para fazer em casa. Mas de miojo? “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”. Simples assim. Isso foi inserido no texto, sem nexo e contexto, e ainda recebeu 560 de nota. Isso sem falar das redações que obtiveram a nota máxima e continham erros grotescos como as grafias ’rasoavel’, ‘enchergar’ e ‘trousse’.

De um povo que desconhece a própria língua não se pode esperar muita coisa, principalmente quando quem deveria educar e dar o rumo certo às coisas não cumpre com a sua obrigação. O Enem vem provando a precariedade da educação brasileira. Não bastassem os escândalos quanto à confiabilidade do exame, agora está em cheque, também, a validade da prova para medir o nível na educação no país. O que gera revolta em quem, de fato, leva a sério os estudos. É mais que um tapa na cara da sociedade, é um suicídio moral.


 

terça-feira, 19 de março de 2013

Amizade não existe?



Por que as mulheres sempre acham que os homens são movidos por segundas intenções? É impressionante. Você não pode se aproximar de uma menina que já dizem que você está querendo algo, e não é apenas amizade.

Antes eu pensava que apenas algumas mulheres eram assim, mas ultimamente tenho confirmado a hipótese de que quase todas são. Não se pode nem conversar um pouco que já vão dizer que isso é “papo pra comer mulher”. Por mais absurdo que seja, é o que dizem. Claro que deve ter um monte de caras assim, que realmente se aproximam das novinhas só para ‘pegar’.

Mas, minhas queridas, não são todos, não é? Por que não usam o apurado senso de seleção natural – item de série no modelo feminino – para saber com que tipo de homem estão tendo uma conversa?

Quando se trata de um homem solteiro, ainda vai, né? A fama de solteiro sempre é de pegador. Agora quando o cara é comprometido, tem um relacionamento sério, e sempre deu inúmeras provas do seu caráter, uma opinião deste tipo é mais do que inaceitável, é desrespeitosa e ofensiva.

O engraçado é que por a mulher ser a ‘frágil’ da história, ela se sente no direito de falar o que quiser, sem medir nem pesar as consequências. E sem se importar em como isso repercutirá na pessoa ofendida. Agora, ouse falar alguma coisa para uma menina dessas... vai levar na cara o resto da vida.

Por mais que pareça difícil de acreditar, quando um homem ama, ele ama. Se ele escolhe uma mulher para amar, vai fazer isso de corpo, alma e coração. Não vai fazer pela metade. Pena que, para elas, os homens só pensam em uma coisa: sexo. Acho que aí está o erro. Isso não é tudo, na verdade não é nem metade. Quando a saudade bater, nem sempre vai ser o sexo que puxará a fila. Acessórios como um abraço, um carinho ou a costumeira conversa podem aparecer à frente.

Dois amigos, de sexos distintos, podem conversar numa boa. E se forem vistos andando por aí, juntos, não quer dizer que eles estejam se ‘pegando’. Vai ver que eles podem estar só ‘amigando’, mesmo. Nem tudo tem a ver com sexo. Pelo menos para mim.  

segunda-feira, 11 de março de 2013

As respostas da vida

Eu era um cara sem maldade no sorriso,
Que acreditava que o mundo fosse um paraíso...

A vida vive nos surpreendendo, não canso de dizer isso. Por mais que você ache que nada de diferente possa acontecer, ou que alguém possa fazer algo que não estava nos planos, justamente é isso o que acontece. E ainda quando os fatos já estão anunciados, e você faz toda uma preparação para enfrentá-los, mesmo assim, mesmo já sabendo de tudo, quando a realidade chega, nada daquilo que você ensaiou fazer, acontece.

Talvez, isso acontece, porque nunca temos a real noção do que estamos enfrentando, e de quem está no meio disso tudo. Por mais que julgamos conhecer uma pessoa, nunca, de fato, a conheceremos. As pessoas são estranhas. Tem seus segredos e intimidades. Seria ousadia demais nos julgarmos conhecedores de alguém. Na crise é que se enxerga a alma. E, como disse Fernando Pessoa, “quem tem alma não tem calma”. É na hora do vamos ver, da pressão, da situação adversa, que você é capaz de enxergar um pouco do interior de cada um. Mesmo assim, nunca será o bastante para deixarmos de nos surpreender com as atitudes que cada um toma.

Há males que vêm para o bem. Nunca compreendi tão bem o que isso significa, como agora. O término de um relacionamento nunca é fácil, principalmente quando, dentro deste, sempre existiu amor e respeito. Ninguém termina uma amizade, um namoro ou casamento, por terminar. Sempre há algum motivo. No entanto, por mais que os motivos existam, às vezes eles não fortes o bastante para que você siga em frente na sua decisão. Para quem ama, deixar a pessoa por quem nutre o sentimento, é uma tarefa difícil demais para ser cumprida. Não é tomada aleatoriamente. É pensada e repensada. Mas é claro que tem alguns fatores que auxiliam ao longo deste penoso processo.

Depois de dar o veredito, sempre fica aquela apreensão: “será que tomei a decisão certa, ou será que fiz besteira?”. Na hora, você não será capaz de responder, mas eis que o destino será capaz de dar a resposta. A mensagem vem do outro lado. É a outra pessoa que vai responder o que você deseja saber.

Tem gente que não se dá conta disso. Acha que tem o direito de fazer tudo o que sente vontade, e de falar tudo aquilo que acha que deve. Claro, cada um pode fazer ou falar o que bem entende. No entanto, tudo tem consequência. E uma dessas consequências é mostrar à pessoa que ela tomou a decisão certa. Antes, no meio de toda aquela situação, influenciado por todo o sentimento que nutria, era impossível de ver tudo o que acontecia.

É como uma droga. Na hora, nada tem problema. Quanto mais usa, mas você quer usar. Só depois de conseguir sair dessa situação é que você vê o quanto aquilo era diferente do que imaginava. Que aquele bem, na verdade, só te fazia mal.

E é aí que as coisas se transformam. As dúvidas tornam-se certezas, e o coração encontra a razão.

Depois, quando encontrar a pessoa, só resta dizer: “obrigado, muito obrigado! Suas atitudes são a minha resposta. Seja feliz”.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres... ah, mulheres...


A melhor mulher do mundo é a nossa mãe, claro! Se tem uma pessoa que sempre vai te amar, estar ao seu lado e oferecer o seu melhor, essa pessoa é a nossa mãe. Podemos até se desentender, não ouvir os conselhos ou reclamar dos puxões de orelha, mas, mesmo assim, essa relação nunca vai se abalar. Mesmo estando errada, ela acerta. Ela sabe o que é melhor para gente, né?

Bom, pena que isso não se aplica a todas as mulheres... Mulheres... criaturas frágeis, indefesas e amorosas, não é? Repletas de bondade e boa vontade. Compreensivas e maduras. Alegram qualquer ambiente, dão charme às coisas e fazem uma tremenda falta quando não estão presentes... Ah, mulheres. São divas, são rainhas.

Coitado de quem pensa assim. Com seu jeito ‘inocente’, elas tornam os homens presas fáceis. Eles, bobos por naturezas, caem feito patinhos no jogo mortal delas.

Mulher, em geral, é um caso complicado de se entender. Na verdade, entendê-las é impossível! Sempre há exceções, mas, a grosso modo, são pessoas capazes de despertar as infinitas possibilidades de reações. Os homens nunca vão ser capazes de acompanhar os dados processados pela mente das mulheres. Enquanto usamos um Pentium, elas se evoluíram para a terceira geração do Core i7. É claro que toda essa evolução mental traz grandes riscos para o desempenho dos seres femininos. Vira e mexe alguma tem um surto psicótico ou desenvolve um alto grau de imaginação. Ou os dois juntos. Para o homem, receber uma ligação de um número privado é apenas isso, uma ligação de um número privado. Para a mulher não. É justamente o contrário. Em um segundo ela é capaz de criar infinitas possibilidades de situações.

E no mercado de trabalho, então? Como lidar com essas feras? Não é desmerecendo ninguém, mas tem horas que trabalhar com mulher é uma tarefa muito difícil. Quando se desembestam a falar, ninguém aguenta. É impressionante como são capazes de viverem tantas situações em apenas um dia. Todo dia são trocentas novas histórias. Uma mais fascinante que a outra – pelo menos para elas. Para quem ouve aquela ladainha, uma corda no pescoço ou um tiro na cabeça parecem alternativas mais agradáveis. Isso sem falar na polaridade natural, né? São capazes de mexer na alavanca do humor de cinco em cinco minutos.

Eu nem vou entrar no item mais complicado dessa história com as mulheres, que é o de relacionamento, porque ainda estou fragilizado por conta dos meus últimos acontecimentos pessoais. Mas não se preocupe, no Dia dos Namorados eu debato esta questão.

Bom, fora isso, as mulheres são pessoas adoráveis que nós, homens, não conseguimos abrir mão das nossas vidas. Se chegaram onde chegaram é porque conseguiram chegar (que sem graça...). Enfim, a você, mulher, felicidades!  

segunda-feira, 4 de março de 2013



Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair


Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali
Em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo e muito
Os lábios desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui


Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui


Sabe, quando a felicidade invade,
Quando pensa na imagem da pessoa.
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa.
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali,
Em sua boca.
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui


Sei,eu sei

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A complexidade da vida


Viver, às vezes, parece tão fácil. O que mais escutamos por aí é que devemos aproveitar as coisas simples da vida, sem se preocupar com o amanhã ou com os problemas que ainda enfrentaremos. Que devemos agradecer pelo simples fato de estarmos vivos e pelo sol que nasce a cada manhã. É claro que, se focarmos nisso, vamos aproveitar cada momento, mesmo que mínimo. Basta vermos algum exemplo de vida, por exemplo, para nos derretermos e analisar que a nossa vida, na verdade, é ótima. Em muitos casos, a superação do outro nos dá grandes lições de moral.

No entanto, às vezes, viver parece a coisa mais difícil de fazer. Do mesmo modo como nos espelhamos em outras pessoas para tentar ser feliz, esse mesmo espelho pode nos fazer infeliz. Ao nos depararmos com alguém mais bem sucedido, por exemplo, vamos começar a comparar as nossas vidas. No final, vamos entrar em desespero. “Ora, porque a minha vida tem que ser assim?”, pensaremos. “Trabalho o dia inteiro só para pagar as contas, e isso, quando o dinheiro dá. Contas e mais contas. Tem dia que não sobra nem para comida...” Enquanto que aquele ‘filhinho de papai’, que não faz nada na vida, esbanja dinheiro. Você vai analisar a sua vida e ver que ela é uma merda. O pior é que se você analisar a grande maioria dos brasileiros, vai perceber que sair dessa situação é muito mais complicado do que parece. Se dar bem na vida é tão difícil quando achar agulha no palheiro. A sorte é que só depende de você (e das oportunidades que souber aproveitar).

E a vida segue nessa luta desenfreada entre nossos pensamentos. Passaremos por momentos maravilhosos e, no instante seguinte, por qualquer motivo banal, nosso castelinho de felicidade começará a ruir. Se dermos corda a isso, vamos apenas passar pela vida. Poderemos até encontrar um emprego mais ou menos, que dê para trabalhar no que gosta e conseguir dinheiro para pagar as contas, mas nada de exageros. Ou, se alopramos de uma vez em busca do dinheiro, não vamos chegar muito longe. A ambição tira a razão (haha, rimou).

Como tudo na vida, a solução é encontrar o meio termo. Não precisamos ser ultraconservadores da direira, nem extrarradicais da esquerda. Não queremos ser pobres, mas não precisamos enlouquecer em busca da riqueza. A solução? Definir o seu objetivo e lutar por ele. Nada acontece por acaso, nem tampouco é fácil. É bem mais difícil tentar alcançar algo que nem você sabe o que é. Sonhar faz bem, mas só quando os pés estão grudados no chão.

PS¹.: o relato sobre o dinheiro não dar nem para pagar as contas, nada tem a ver com a minha vida. Foi apenas um exemplo ilustrativo...

PS².: quem quiser me convidar para almoço ou jantar, fique à vontade. Lá em casa não tem o que comer...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013

Que neste Ano Novo possamos colocar em prática tudo de bom que aprendemos até aqui, e que possamos deixar de lado aquilo que não nos fez bem. Que pratiquemos o amor e o respeito ao próximo. Que comecemos a construir um mundo melhor a partir de nós mesmos. Que nossas ações sejam exemplos de bondade. Que lutemos para realizar os nossos projetos, sonhos e desejos, apesar de todas as pedras que aparecerão em nosso caminho. Enfim, um ano muito feliz e cheio de saúde!

Amém.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Saudade das besteiras


Faz tempo que não escrevo nada de legal aqui para o Brog. Hoje (ontem) eu estava dando uma olhada nas postagens antigas e me bateu uma saudade. Saudade de escrever coisas diferentes, de fugir um pouco dessa rotina de sempre ter de criticar algo ou alguém. Claro que isso é importante, mas faz parte do meu ser profissional, e aqui sou eu, eu enquanto ser pessoal. Então, sendo assim, vou escrever (ou tentar escrever) aquelas besteiras de sempre.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Novo tempo


É o que a população espera com a nova Administração municipal. Parece que as esperanças estão se rescendendo no meio da sociedade. Já era hora, porque os últimos governos que passaram por aqui não deixaram boas lembranças. Parecia até difícil enxergar uma luz no fim do túnel, no entanto, pelo que vem demonstrando desde a campanha eleitoral, Von quer marcar o seu nome na história como o melhor prefeito que o povo de Santarém já teve. Vamos esperar para ver se consegue.

Vida normal


Isso parece ser tão comum. O sol nem nasceu direito e já tem gente lá, indo e vindo naquele frenesi, parece coisa de louco. E na verdade é! E quanto mais alto o sol está, mais gente passa por lá. Dezenas, centenas de pessoas enfrentam o sol escaldante da Amazônia, se esforçam para não atolar na areia, se equilibram por pontes improvisadas e se desviam (ou não) dos esgotos lançados bem em frente ao cais. O dia vai acabando e as pessoas continuam transitando. Tudo continua da mesma forma, inclusive o Poder Público que nada faz para melhorar a vida de quem precisa embarcar, ou desembarcar, em Santarém.

Ainda bem que 2012 está acabando


2012, com toda a certeza, não foi um dos melhores anos que existiram. Longe disso, na verdade está na lista dos piores. Ele está se despedindo e, para mim, não deixará saudade. Lógico que poderia ter sido muito pior, ter acontecido algo grave, ou coisa do tipo, no entanto, mesmo sem nenhuma excepcionalidade negativa, o ano não agradou.
Devo estar chateado com 2012 por eu não ter realizado lá grandes coisas. Não fiz nada de diferente, nem obtive grandes conquistas, como em 2011. Aquele sim foi um grande ano! É claro que eu não posso por a culpa em um simples ano, afinal quem tem o dever de realizar alguma coisa sou eu. Mas bem que 2012 poderia ter me ajudado, né? Às vezes é bom receber as coisas de mão beijada, principalmente quando menos se espera...
Este ano eu deixei de viver. Acho que só cumpri as minhas obrigações e nada mais. Tudo o que sonhei e planejei no ano passado foram por água abaixo. Passei boa parte dos 365 dias só correndo atrás de dinheiro para pagar as dívidas (graças a Deus tenho conseguido encontrar recursos).
Também tive a experiência de morar sozinho por bastante tempo. Vi que não nasci para isso, é um saco. Fazer comida, lavar louça e roupa, limpar a casa... Que coisa chata! Ainda bem que nunca tive essa vontade, mas o destino me obrigou a isso.
Bom, vou analisar os pontos positivos. Neste ano eu e minha namorada ganhamos o Tufão, o cachorro mais doido do mundo. Enche o saco da gente, morde, arranha, suja tudo por onde passa, mas mora no nosso coração. Ainda bem que tenho este Cocker Spaniel para me fazer companhia nos dias de solidão (tadinho de mim).
Outro fato positivo foi a novela Avenida Brasil, a melhor de todos os tempos (o ano foi tão ruim que até uma novela ganha destaque).
Continuar trabalhando no JSBA também é algo que eu tenho que agradecer. É daqui que tiro o meu ganha pão. Foi aqui que encontrei pessoas muito especiais, inclusive aqueles que começaram a fazer parte desta família neste ano (não vou citar nomes para não haver brigas...).
Ter a experiência de viver novamente como uma família tem sido uma coisa bem legal também. Nesses últimos dias estamos (quase) todos reunidos. Falta apenas minha irmã. Tem sido um tempo muito agradável, só não sei até quando será assim...
Para finalizar, tenho que incluir a minha entrada na academia. Demorou, mas criei vergonha na cara. Decidi eliminar a barriguinha saliente e comecei a fazer musculação e Muay Thai. Logo, logo já vou me graduar (eu espero).
Não pensei muito nos planos para 2013. No entanto, já sei que vou mudar a minha atitude. Não vou apenas passar pela vida, sem aproveitar tudo aquilo que posso. O tempo passa rápido demais para desperdiçá-lo na inércia do comodismo. Quero aprender a tocar violão, teclado e bateria. A falar novos idiomas, quem sabe o inglês e o Tailandês. A fazer uma comida que preste. Quero concluir os projetos já iniciados, como a minha especialização e a construção de um quiosque na praia (pelo menos). Quero sair mais com a minha namorada (e ter mais paciência para aturar as chatices dela, hahaha), aproveitar mais a minha família. Quero escrever um livro, plantar um monte de árvores e, quem sabe, ter um filho J.
Espero conseguir cumprir todos os meus desejos. Que Deus nos abençoe. Feliz 2013.

Do que nós vamos lembrar?


Quem diria, já estamos no final do ano... Não sei se foi só para mim, mas 2012 voou. Na verdade passou como se fosse um foguete. Parece que foi ontem que estávamos comemorando o Ano Novo e agora, daqui a poucos dias (se o mundo não acabar hoje, lógico) estaremos comemorando o nascimento de outro Ano Novo. E assim vamos vivendo, cada dia passando mais rápido que o outro, cada ano entrando e saindo de nossas vidas com uma velocidade que chega a assustar (não vá pensar besteira).
A única coisa que nos sobra são as lembranças do que fizemos nesse longo-curto tempo. E aí, o que vamos lembrar no futuro? Cada um vai escolher o que deseja guardar para si. É claro que nem sempre tudo o que vivemos são coisas boas, as coisas desagradáveis estão presentes no nosso dia-a-dia. No entanto, o que define a felicidade não são as coisas que você possui, mas como você decide encarar o seu atual momento. Felicidade não é um alvo, algo que possa ser alcançado. Felicidade é um estado. Ou você está ou não está feliz. É um sentimento momentâneo. Não existe felicidade eterna.
Tem gente que não consegue se concentrar naquilo que vale realmente a pena. Prefere recordar aquilo que fez mal. Ficar remoendo dia e noite os problemas, muitos dos quais já até se prescreveram de tão antigos, não vai ajudar em nada, muito pelo contrário, vai transformar você em uma pessoa indesejável. Afinal, todos têm problemas. Por que os seus são mais importantes? Assim como cada um fez a escolha de como criar os problemas, cabe a cada um procurar soluções para eles. É bom que se diga que, para muitos casos, o esquecimento é a melhor solução.
Bom, se as memórias negativas são quase que inevitáveis, o jeito é tentar fazer com que elas se transformem em aprendizado. Vão nos incomodar por um tempo, no entanto, depois nos guiarão a um caminho sem traumas. Os cientistas dizem que o medo fica mais registrado em nossa memória, justamente pelo fato de os nossos antepassados terem de se lembrar dessas situações para, na próxima vez, saberem se defender e agir rapidamente.
Pois é, tem certas experiências que marcam a nossa vida. Momentos que definem quem nós somos. Oportunidades que, dependendo de como serão aproveitadas, mudarão o rumo da nossa história. Nosso presente é curto. Na verdade é curto demais. Dizem que ele dura apenas 3 segundos. Exatos 3 segundos. Um tempo que não volta. Um período que deve ser explorado ao máximo. Que deve ser pensado ao máximo. O que fizemos ontem, nos mostra quem somos hoje. E como agimos hoje, será nosso cartão de visitas amanhã.
Máscaras não podem encobrir quem realmente somos. As ilusões uma hora acabam. E as desculpas não são capazes de apagar as marcas deixadas por nossos atos. Somos tudo aquilo que fazemos. Tudo. Seja bom, ou não.
O ser humano vive de passado. Somente as lembranças o movem. Inacreditável, não é? A nossa felicidade depende única e exclusivamente das nossas lembranças. Por isso faço o pedido de que estes 3 segundos que nós temos não sejam os causadores da sua tristeza no futuro. Que hoje você plante algo que, amanhã, vai gostar de lembrar. Pense direito antes de agir. Construa os seus valores. Viva intensamente, claro! Mas sem fazer nada que você possa se arrepender amanhã. Tenha consciência dos seus atos, saiba que eles terão consequência. E, às vezes, você poderá deixar de viver coisas novas e incríveis porque, lá atrás, não soube esperá-las. 

O dinheiro move o mundo


Acho que o que está em jogo para ser discutido é o discurso dos ‘ambientalistas’ e o dos ‘desenvolvimentistas’. Hoje em dia parece que tudo o que se faz para desenvolver é errado, e tudo o que se faz para conter os impactos ambientais é movido por interesse particulares. E grande parte, de fato é.  
Sempre temos a ideia de que no Brasil tudo o que se precisa para fazer qualquer é ter dinheiro, com dinheiro tudo é possível. E, assim sendo, os espertinhos de plantão aproveitam para ganhar um extra. Afinal, para os dois lados é vantagem. A política brasileira nos dá o belo exemplo da corrupção. Em muitos casos é melhor gastar dinheiro do que tempo.
Quando alguém projeta algo grande já sabe os desafios que irá encontrar. Mais que a burocracia vigente para conseguir tudo o que se precisa, outras séries de perrengues aparecem pelo caminho. Como todo mundo sabe, para pular etapas e acelerar o processo é preciso desembolsar um agrado... E quando não soltam, o negócio fica complicado.
Bom que entenda, caro leitor, que não estou acusando ninguém. Apenas cito, de maneira geral, o que acontece. Um bom exemplo é a cobertura da imprensa sobre certos temas. A mídia parece criança mimada, quando não ganha nenhuma fatia do bolo começa a chorar, espernear e gritar, até receber alguma recompensa. E depois fica tudo certo, tudo lindo.
Outro ponto que sempre gera muito debate é a atuação dos ‘ambientalistas’, grande parte integrante de Organizações Não Governamentais. Está certo que, de vez em quando, fazem um trabalho legal. Muitas, inclusive, prestam um importante papel social. No entanto, convenhamos, tem ONG pra caramba no Brasil. Só em Santarém tem mais de uma centena. Se não fosse algo interessante ($$$) não haveria tantas, não é?
Para fechar, penso que Santarém precisa crescer (ordenamente). Estamos no século 21, com o sonho de ser tornar a capital do novo estado, então precisamos pensar modernamente. Chega de pensar que por pertencermos a Amazônia, nós devemos viver como índios, ou favelados. Está na hora de despontar. Na verdade já passou da hora. Se for para lutar pela defesa do meio ambiente, que seja. Se forem abrir a boca para defender a natureza, que isto não seja só em busca de interesses pessoais. Afinal, é uma causa justa.
Ah, para terminar, quando foi mesmo que começaram as obras na Fernando Guilhon? Pois é, mas as autoridades só viram agora. Estranho, não? 

Tributo ao Mapiri e Lago do Juá


Manuel Messias de Sousa Santos


Ao cair da tarde eu contemplava,
Onde no passado foi um paraíso.
Hoje área devastada, troncos secos e folhagens mortas.
Queima-me o peito me escapa o sorriso,
Em ver um pedaço da natureza morta.

Esse recanto que eu amava tanto,
Hoje olho com saudade e tristeza.
Não posso conter o pranto,
Em ver o que fazem com a mãe natureza.

Aqui, onde na infância,
Passei os melhores dos meus dias,
Percorrendo este torrão.
Atrás dos peixes do cantar dos pássaros,
Mergulhando nas águas da solidão.

Hoje vejo tua incumbência enferma.
Feriram-te a golpes de motor serra e máquinas pesadas.
Mas mesmo assim resiste na tua bondade.
Dando sustento aos verdadeiros algozes da modernidade.

Se eu pudesse a eles pediria!
Que não praticassem tanta maldade.
Com quem purifica o ar, lhe dá o alimento.
Porque mais tarde vai sentir saudade.

A estes retiros das minhas lembranças,
Que é a razão da minha inquietação e pesadelo.
Quero deixar nestes versos: a ti Mapiri e Lago do Juá.
Minha gratidão pelo que vi,
E minha solidariedade pelo que vejo.

O mês da reflexão chegou (estou atrasado...)


O último mês do ano chegou e com ele veio toda a melancolia que se possa imaginar. Como de costume, o início de dezembro é marcado por muita chuva e um clima que parece não combinar com Santarém. Todo aquele calor é substituído por uma temperatura mais agradável. Tem uns que ousam dizer que até faz frio, mas acho que seria um exagero. Frio, frio, não faz. Acho que nem chega perto. No entanto já é uma melhora substancial. Pelo menos agora se pode dormir sem ar condicionado, de vez em quando. Porque tem dias que o caldeirão ferve do mesmo jeito.
Com o clima de Natal já pairando sobre nós, também, uma sensação diferente vai nos preenchendo. Não sei explicar direito o que é, só sei que todo ano acontece a mesma coisa. Na verdade é um tempo que nos força à reflexão.
É em dezembro que avaliamos como foi o nosso ano e projetamos o próximo. Tem aqueles que anotam as metas que buscam realizar durante os 12 meses vindouros, é uma forma de lembrar o que foi proposto para si mesmo. Outros, apesar de não registrar em nenhum lugar além da memória, também procuram realizar aquilo a que se propuseram. Grande parte sempre visualiza as conquistas materiais, até porque só dependerá do esforço da própria pessoa. Aí fazem a listinha com smartphone, notebook, moto, carro, casa. Outros preferem as conquistas profissionais. Passar em uma boa faculdade, se formar, arrumar um emprego, ser promovido. E há, ainda, os que miram as realizações pessoais. Viver um grande amor, casar, ter filhos...
Esses planos serão um reflexo do seu presente. Se neste ano você alcançou muitas conquistas, claro que no ano que vem você vai querer muito mais, principalmente coisas diferentes das quais você já conseguiu êxito. No entanto, se você fez quase nada em 2012, com certeza suas exigências serão bem menores para 2013. Afinal, não adianta querer o impossível se nem o possível foi capaz de realizar.
Eu já estou fazendo os meus desejos para o Ano Novo, espero que o Papai Noel possa me ajudar a realizá-los. Sei que será um ano diferente, um ano promissor, cheio de desafios e superações. Um ano em que o trabalho não dará folga, mas a recompensa será grande.
Fico até meio sem jeito de já estar falando do próximo ano sem que este tenha terminado. De fato ainda nos resta mais de meio mês, tempo suficiente para fazer um monte de coisa. Quem sabe este seja o tempo necessário para realizar aquilo que durante o ano não foi possível, não é? Uma coisa é certa, não deixe para o ano que vem o que pode ser feito neste...



Um bando de sem educação


Falar de trânsito em Santarém não é novidade. E é por isso que esta discussão se torna mais importante. Ora, se é algo tão comum, por que nada é feito para mudar? Sinceramente, eu não sei. E por não saber que vou escrever este texto.
Como sempre, gosto de avaliar os diversos fatores (segundo a minha humilde visão) que possam fazer parte do referido contexto. Pois bem, vamos aos fatos.
Creio que o principal problema que as mais distintas sociedades enfrentam ocorre por falta de educação do seu povo. Se tivéssemos educação, nossas cidades seriam muito melhores. E não cito educação aqui como grau de instrução. Tem gente que possui um alto nível de escolaridade, mas é um tremendo de um irresponsável. Vamos aos exemplos. Temos a incrível mania de achar que a rua é lixeira. E, assim, depositamos o que bem entendemos nela. Juntar o seu lixinho e jogar em lugar apropriado parece uma missão que requer muito esforço e, por isso, quase nunca é realizada. Mas quando nossas ruas estão cheias de sujeira e com um cheiro nada agradável, não cansamos de reclamar.
Isso se aplica ao trânsito (e a todas as áreas de nossa vida). Quando estamos no controle de algum veículo, nos achamos em posição de controle, fazendo tudo o que bem entendemos. Não respeitamos a sinalização, não respeitamos os outros condutores, não respeitamos os pedestres, enfim, não temos a mínima educação. E aí é que está o grande problema. Nada funciona se não tiver ordem. Achamos ruim, mas somos tão medíocres que só funcionamos na pressão. Se não tiver ninguém fiscalizando, punindo, não agimos certo. E depois falamos dos políticos, quanta hipocrisia. Quem erra no pouco, com toda a certeza também errará no muito.
Todos os dias, ao trafegar pelas nossas belas e perfeitas ruas, vejo diversas irregularidades sendo cometidas. Se fosse uma ou outra, ainda dava para deixar passar e dizer que foi apenas uma exceção, no entanto já é algo tão comum, tão na cara, que não tem mais como fechar os olhos. Aí que entra a outra ponta da corda. Cadê as autoridades do trânsito? Não adianta só sair às ruas quando querem uma ‘merenda’. Até porque não é para isso que os pagamos. Olha só a situação em que nos encontramos. Pagamos (por meio de nossos impostos) os agentes de trânsito para desenvolverem o seu trabalho, que consiste, entre outras funções, a de organizar e fiscalizar o trânsito municipal. Só que em vez de fazerem isso, ficam inertes ao problema, como se ele não existisse. E quando pegam alguém cometendo alguma infração, puni-lo é a última coisa em que pensam. Claro, o bolso está mais perto. É bom que se diga que não são todos. E outra, vamos falar a verdade, quem pratica um negócio desse é tão errado quanto quem aceita.
Enquanto Santarém continuar vivenciando essa situação, os números de acidentes continuarão a crescer, juntamente com o índice de mortes. As ruas, além do lixo, também já estão se avermelhando. As verbas gastas em reabilitação a cada dia são maiores, enquanto que a prevenção, muito mais em conta, é jogada pelo ralo. Faixas de pedestres não significam nada para nossos motoristas. O sinal amarelo significa, no dicionário popular santareno, acelera que dá!
E assim vamos seguindo nossos dias, saindo de casa sem saber se voltaremos ou não, vendo nossos conhecidos, amigos e familiares chorando por ter alguém vítima de um trânsito assassino, comandado por irresponsáveis sem educação.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dezembro

É dezembro, o último mês do ano. Não sei o porquê, mas para mim é um dos meses mais tristes e melancólicos. Até o clima muda. O sol e o calor intenso são substituidos pela chuva e o 'friozinho'.