segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O errado, se muito praticado, passa a ser certo?


Outro dia eu estava passando pela Avenida Tapajós quando vi uma cena muito comum no cais de arrimo: ciclistas circulando tranquilamente pelo local. Achei por bem tirar uma foto, justamente no momento em que um deles passava pela placa que sinaliza a proibição. Para piorar, quando olho para o outro lado da rua, noto a presença de um guardinha da Secretaria Municipal de Transporte. O que ele fez? Nada. Nem mesmo deve ter percebido a irregularidade, aliás, como boa parte da população. Vou usar este caso para ilustrar os meus argumentos futuros.
As pessoas têm mania de reclamação. Eu mesmo, neste texto, vou reclamar de um monte de coisa. Está em nossa natureza, correndo por nosso sangue, inserido em nosso DNA. Não temos como fugir dessa realidade. Desde o momento em que nascemos o nosso sensor de reclamação começa a funcionar, e cada dia funciona mais.
Nós temos a incrível mania de achar que o problema só está no outro. Falamos dos políticos que roubam milhões de reais, dos grevistas que não querem trabalhar, das indústrias que poluem a natureza, dos ribeirinhos que só vivem do Bolsa Família, do governo que sobrevive pelas migalhas distribuídas aos pobres, dos chefes que só nos fazem trabalhar, das mulheres que são piriguetes, das pessoas que usam o banheiro sem fechar a porta... Blá, blá, blá.
Se o tamanho da língua fosse documento, tem gente que se daria bem. Por que não olhamos para o nosso umbigo? Certamente porque acharemos defeitos. E claro que é muito mais divertido apontar os defeitos alheios. Com certeza você já deve ter ‘achado’ dinheiro na rua (ou sabe de alguém que encontrou). E, sem dúvida, deve ter se apropriado dele. Muitos ainda agradecem aos céus pela ‘benção’. Mas, espera aí, o dinheiro era seu? Não. Então por que pegou? E esse é só um exemplo. As coisas já se tornaram tão comuns que até causam espanto quando são feitas da maneira certa.
E por aí vai. Passamos pelo sinal fechado, ultrapassamos pelo acostamento, estacionamos em cima das calçadas, não paramos na faixa de pedestre, jogamos lixo em qualquer lugar, pichamos e destruímos o patrimônio público, criamos boatos, ofendemos o próximo, obtemos vantagens, vendemos o voto, roubamos, mentimos... Ou vai dizer que não? Mas para responder, espere um momento, olhe para o seu umbigo primeiro.
Não podemos esperar um futuro melhor se nós não fizermos nada no presente. Não adianta eu criticar um político, se na verdade sou igual a ele. Não adianta eu xingar o meu vizinho se eu sou pior que ele. Não adianta eu só reclamar, reclamar, reclamar se não fizer nada para mudar. “Você tem 10 segundos para pensar nisso!” (Hihihi). 

domingo, 28 de outubro de 2012

Ela se foi

O dia ja amanheceu e eu não consegui dormir
Fico me perguntando por que não está aqui
Será que todo amor que eu dei
Não foi o bastante pra você?

As minhas noites nunca querem acabar
Esperando o sol nascer, fico a chorar
Quem sabe um novo dia
Me traga novamente você

Minhas esperanças morreram pelo caminho
E eu cada dia fico mais sozinho
Sem saber o que fazer
Sem saber onde está você

A minha vida se reduziu ao nada
Não tenho mais direção nesta estrada
O meu mundo inteiro caiu
No dia em que você partiu...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sempre é bom discutir, mesmo o que não se deve



Sobre religião, política e futebol não se discute, já diziam as sábias línguas. Desde que nascemos ouvimos isso. No entanto, muitos (eu) pensam justamente o contrário, de que esses temas deveriam, sim, ser levados em consideração. Mas não tem jeito, sempre que entram em pauta causam muita polêmica. Tem gente que vira o cão para defender aquilo que acredita. É de conhecimento popular, por exemplo, que o PT é um partido medíocre e que o Corinthians é uma vergonha, né? Só que, por mais incrível que possa parecer, tem gente que acredita e torce por essas entidades. Bom, não se pode esperar outra coisa também, afinal, eles próprios admitem que sejam loucos. Haha. Calma, respira... Estou apenas brincando (ou não?).

Eu acho que outra palavrinha também se encaixa neste cenário. Amor. Olha, não sei com vocês, mas para muita gente (eu) entender o amor é mais difícil do que entender quem vota no PT (e isso exige muita, mas muita compreensão). Novamente peço perdão pela brincadeira.

O que mais se escuta das mulheres, seja qual for a idade, é que elas querem um ‘cara que pensa em você toda a hora, que conta os segundos se você demora, que está todo o tempo querendo te ver, porque já não sabe ficar sem você. E no meio da noite te chama, pra dizer que te ama’. Sempre pedem a Deus um homem carinhoso, fiel, companheiro... Do jeitinho que o Roberto Carlos canta em sua nova música.

Um ‘cara que pega você pelo braço, esbarra em quem for que interrompa seus passos, que está do seu lado pro que der e vier, o herói esperado por toda mulher. Por você ele encara o perigo, seu melhor amigo’. Sonham com um herói, um príncipe, um guerreiro... Ou vai dizer que não?

Aquele ‘cara que ama você do seu jeito, que depois do amor você se deita em seu peito, te acaricia os cabelos, te fala de amor, te fala outras coisas, te causa calor. Que te faz feliz e que te adora, que enxuga seu pranto quando você chora. O cara que sempre te espera sorrindo, que abre a porta do carro quando você vem vindo, te beija na boca, te abraça feliz. Apaixonado te olha e te diz, que sentiu sua falta e reclama, ele te ama’.

Desejam ter alguém para vida toda, que compartilhe todos os momentos de alegria, e que nos de tristeza, esteja ao lado, como um porto seguro. Que não se importe com o resto do mundo, que faça tudo para te ver feliz.

Nossa, que sonho encantado, que cara perfeito! Qualquer mulher seria feliz ao lado de um homem desses, né? Um cara que respeita a sua opinião, que é romântico, cavalheiro... Mas, não é bem assim que o bonde anda. Essa história de príncipe encantado, na verdade, só existe nos livros e no cinema. Na realidade as coisas são bem diferentes. Apesar de toda mulher falar que essa seria a descrição do parceiro perfeito, quando encontram alguém assim, acham tudo muito chato, muito sem graça, e não dão o devido valor.

As mulheres querem aventura, não compromisso, esse é o bem da verdade. Aquele papinho de que elas anseiam encontrar o amor perfeito não passa de ilusão. Pena que muitos navegantes caem no canto da sereia. A mulher não quer ter alguém certinho ao lado, ela quer ter um cara que não segue regras, que faz tudo errado e que não dá valor a ela. Ou por qual outro motivo existiriam tantos cafajestes por aí? Já reparou que eles fazem o maior sucesso? Pois é... São amados pelo time feminino.

Enquanto que aquele pobre romântico, que escreve cartinhas e compra chocolates para a amada, é super cafona. “A grama do vizinho sempre é mais verdinha”. Essa frase cai como uma luva. Quer dizer, as mulheres sempre falam que quem é assim é super fofo. Mas, na verdade, nunca o namorariam. Só é perfeito quando está ao lado de qualquer uma que não seja ela.

A sorte é que a vida ensina. O cara vai continuar sendo todo fofinho até o dia em que ele parar para pensar e ver que isso não está com nada. Que, para as mulheres, homem tem que ser canalha. O dia em que se der conta disso, aí sim vai encontrar a felicidade. E, quem sabe, depois a moça vai perceber que tudo o que ela queria era aquele bobo, grudento e fiel namorado.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ser adolescente faz bem (às vezes)




Tem vezes que dá uma vontade de jogar tudo para o alto e sair correndo. Outras, de pegar tudo o que se vê pela frente, sem que nada escape pelas mãos. Temos dias maravilhosos, entretanto outros que fazemos de tudo para esquecer. Se esta semana foi boa, talvez a outra não seja. E assim a vida vai, dia após dia.

Esta semana eu li sobre a invenção da juventude. Na verdade sobre a adolescência, aquela fase rebelde que todos nós passamos, que compreende o período entre a infância até a vida adulta. Para uns a adolescência dura menos, para outros mais, no entanto todo mundo enfrenta esses anos ‘complicados’. E isso serve para que ele realize coisas que, muito provavelmente, nunca faria em outra época de sua vida, como pensar em fugir de casa, fazer tatuagens e colocar piercings, ou adotar o estilo roqueiro. Em muitos casos, quando a coisa não fica só no pensamento, a pessoa carrega o estilo até o final da vida. 

O termo adolescente só começou a ser usado em 1898, quando o psiquiatra americano Granville Stanley Hall adotou a expressão para caracterizar as pessoas que passam por esta transformação. Antes disso, ou se era criança ou adulto. Vale lembrar que puberdade nada tem a ver com adolescência. Apenas coincide de acontecer na mesma época. 

Pois é, infelizmente, para muitos, esse sonho de revolução se restringe apenas a esta época. Passando disso, tudo volta ao normal. À mesma correnteza lenta e previsível da vida. Você acorda para trabalhar e dorme para acordar. No meio disso você realiza refeições. Nada demais. Nada de emoções. Nada de nada. E os anos vão passando, os traços da idade aparecendo e você continua na mesma vidinha. Aguentando o patrão chato, atendendo às ligações de cobrança dos bancos, aturando os relacionamentos... 

Aí você começa a lembrar daquela época em que tudo era tão fácil. Podia fazer o que bem entendesse. Se não quisesse, era só dar um jeitinho e pronto. Responsabilidade? Nem fazia ideia do que era. Obrigações? As únicas eram ter de escovar os dentes e ir para escola. Pressões? Só se for da espingardinha preparada para atirar em passarinhos ou latinhas espalhadas pelo quintal.  

Tudo parecia tão lindo. Parecia... E era! Pena que passou, e passou tão rápido... Agora nos resta acordar, dormir... E sonhar. Bom, quanto a mim, vou voltar ao trabalho, afinal, agora, tenho responsabilidades, obrigações e muita pressão. A você, que está lendo, tenha um bom final de semana.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Latino no Sairé

Meu amigo Latino pediu para tirar uma foto comigo durante o Sairé 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Geoturismo ganha destaque em Santarém



A modalidade, apesar de recente no município, tem agradado os praticantes. “A ideia é estimular a população a ter essa vontade de conhecer os ambientes do meio físico aqui da região, que são muito bonitos. Quem não conhece Santarém, por exemplo, fica encantado quando a visita. E parte dessa beleza toda é a geologia, é a geomorfologia, é o relevo do lugar. A intenção é fazer com que seja uma prática na população. Fazer trilhas, conhecer, explorar esses ambientes”, explica a pesquisadora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Deize Carneiro.
O Geoturismo passou a ganhar destaque no Brasil a partir dos anos 90. E assim como o Ecoturismo, busca um turismo sustentável. O que há de diferente é que o Ecoturismo valoriza os ambientes bióticos (fauna e flora), enquanto que o Geoturismo dá atenção aos elementos abióticos, principalmente para rochas e para o relevo. Talvez a maior diferença esteja mesmo no conhecimento que a população tem acerca desse tipo de turismo. Em Santarém a prática começou somente no ano passado. No Brasil inteiro a realidade também não é tão distante da encontrada aqui. Mesmo depois de duas décadas, poucos estudos e publicações são realizados no país.
Boa parte disso se deve pelo forte apelo que tem sido exercido pelos ambientalistas em torno da preservação da flora e da fauna, esquecendo que o ambiente abiótico exerce grande influencia nesse cenário, e um precisa do outro para existir. “O Geoturismo vai valorizar mais os ambientes abióticos, não só a biodiversidade, não só a ecologia dissociada dos solos, das rochas, do relevo. Tudo é integrado. Esse movimento de geoconsevação é um pouco disso, de despertar na opinião pública esse valor. Os ambientes abióticos não são menos importantes do que os bióticos”, ressalta Deize Carneiro.
Santarém é um paraíso na Amazônia, repleta de belezas naturais e com muito potencial turístico. Apresenta uma paisagem deslumbrante, tem cultura própria e uma vasta história. No entanto a população aproveita pouco tudo que a cidade oferece. Pensando nisso, o Instituto de Engenharia e Geociências da Ufopa conta com o projeto de extensão ‘Roteiros Santarenos: geologia, história e turismo’ para tentar despertar nas pessoas o interesse sobre o patrimônio geológico, criando uma consciência ambiental mais apurada e expandindo o conhecimento acerca da própria região. Um dos destaques do Geoturismo é justamente esse, agregar o turismo ao lazer e ao conhecimento. Ele está associado a três pilares principais: Geodiversidade, Patrimônio geológico e Geoconservação e envolve, também, arquelogia e história, entre outras áreas.
“A gente vê que a população tem essa exigência. É muito legal quando a gente realiza algum trabalho de campo, que as pessoas do local ficam curiosas em saber o que a gente está fazendo, e acompanham, mostram coisas. Elas ficam animadas em saber qual a origem daquele sedimento, que rocha é aquela. Percebe-se que a população tem interesse e recebeu bem o projeto. E é a vocação da cidade”, finaliza Deize.
Através do projeto, acadêmicos da própria Universidade e a população em geral tem a oportunidade de participar das excursões, realizadas periodicamente, e que se dão por meio de caminhadas, trilhas, passeios de bicicletas e percursos de ônibus. As excursões podem ter os roteiros mais variados, podendo acontecer em ambientes fluviais, nas áreas de praias ou até mesmo no centro da cidade. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mundo às avessas

Temos o terrível costume de dar valor demais a determinadas coisas. E isso nos faz perder o foco sobre qual a direção que deveríamos tomar. Infelizmente, tudo que é moda, vira lei. Se pesquisarmos um pouco, vamos encontrar os absurdos.

Em Barra do Garças (MT), no dia 5 de setembro de 1995, o prefeito tentou criar um ‘aeroporto alienígena’ (Lei Municipal 1840/95). Reservou uma grande área para o pouso de OVNIs, tudo por conta das falácias acerca das invasões extraterrestres, na época. 

Em novembro de 1997, o Decreto Municipal 82/97, de Bocaiúva do Sul (PR), proibiu a venda de camisinhas e anticoncepcionais na cidadezinha de 9 mil habitantes. Tudo porque os índices de natalidade estavam baixos e, consequentemente, menos recursos chegariam lá. Por sorte a lei foi revogada um dia depois.

Isso sem falar na lei que aumenta a pena dos crimes ambientais cometidos nos finais de semana e feriados, ou da lei que pune quem anunciar em outdoors, banners e faixas, com erros de ortografia, regência ou concordância.

O discurso dos ambientalistas, dos ‘ecologicamente corretos’, tem tomado grande parte da nossa atenção neste século. Apesar de, em anos anteriores, esse discurso ser mais forte, ele ainda segue presente em nosso dia-dia, ganhando páginas nos impressos, tempo nas emissoras de Rádio e TV, espaço nas universidades, nas ruas...

Já não podemos ir para o trabalho de carro, demorar um pouquinho mais na hora do banho, carregar compras nas tradicionais sacolas... ,É, meu amigo, quem diria que a modernidade seria assim?
Não vou negar, acho bacana toda essa onda de sustentabilidade. De aproveitar a energia do sol, do vento, do mar. Só que, cá entre nós, quem pode pagar por isso? A energia solar, por exemplo, tem um custo quatro vezes superior ao das fontes tradicionais. No caso da energia eólica, os custos, apesar de menores em relação à solar, ainda é elevado. O governo brasileiro prevê que levará meia década para que os custos tornem-se, ao menos, competitivos. E, enquanto isso, renegam os combustíveis fósseis, que geram milhões de reais para o país, como se fossem verdadeiros monstros.

A mais comemorada descoberta dos últimos anos, a do pré-sal, na costa brasileira, é um exemplo da importância deste tipo de recurso. A Petrobrás, uma das maiores empresas do mundo, sabe muito bem do valor que o petróleo tem. E não é só ela. Guerras e mais guerras já aconteceram por causa dele.
Não estou aqui para negar o valor dessa discussão, nem para dizer que não se deve pensar em fontes alternativas de energia. Só que parece que essa discussão é a coisa mais importante do mundo. Esse papinho de sustentabilidade é uma grande besteira, na minha humilde opinião - claro!

Enquanto milhões de pessoas morrem por falta de ter o que comer. Enquanto ter acesso a Saúde é só para quem pode pagar. Enquanto a educação continua uma verdadeira porcaria (a não ser nas propagandas governamentais). Enquanto saneamento básico e acesso à água de qualidade é privilégio de pouquíssimos. Enquanto tantas outras coisas acontecem, ficamos aí, na mesma. Debatendo leis para retirar sacolas plásticas do mercado.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vida é vivida

Por mais que eu me esforce, nunca conseguirei entender este grandioso enigma que nos move. Não há receitas, não há conselhos. Cada um trilha seu proprio caminho e carrega consigo seus proprios medos e esperanças, sonhos e expectativas. Por melhor que tente ser, nunca agradará, sempre, os outros. Haverá momentos em que seu amigo se tornará inimigo, e inimigo, amigo. Suas lágrimas ninguém enxugará, e seus problemas a ti caberá.

Demorei mas aprendi. No que eu acredito vou seguir, mesmo que pensem diferente de mim...

Do amor talvez desisti.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Quem diria...

É... E eu que achava que era o bom.
Quem diria, hein?
Será que vale a pena? Será?
As minhas certezas incertas estão.
O meu coração perdeu a razão...
É... Quem diria que um dia assim eu pensaria? Quem diria...
Ninguém, ninguém vai dizer quando isso acabar.
Ninguém dirá.
Será que vai acabar?
Vou conseguir lutar?
Vou, não vou?
Acho que não...
Não, não quero o fim.
Mas não depende de mim.
É... Eu nunca diria!
Nunca diria que esse dia chegaria.
Nunca diria...

Saudade

Tenho saudade de você, blog querido. Tenho certeza que se tornará meu melhor amigo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Reflexão do limão



Acredito que deveríamos ser igual a um limão. Discreto, com personalidade e com qualidades completamente únicas.

Estava em casa e senti sede. Lembrei que tinha uns limões na geladeira. Pensei em fazer um suco. Fui até a cozinha, abri a geladeira e comecei a procurar o limão. Virei, revirei, até que encontrei. Peguei o sobrevivente, velho, murcho e feinho, cortei ao meio e espremi no copo. Foi aí que me surgiu essa reflexão.

Se tem uma coisa que acho fundamental em casa é limão. Com ele dá pra fazer suco, temperar salada e ainda servir de acompanhante em diversas comidas. É super barato, pequeno, e dá um toque todo especial.

Sabia que existe pessoa-limão? Aquelas pessoas discretas, que ficam escondidinhas e muitas vezes são colocadas de lado. Não existem muitas delas, mas as poucas que existem fazem toda a diferença. Assim como o limão, uma única pessoa desse tipo é capaz de fazer muita coisa. Geralmente não aparece, mas quando entra em cena chama atenção, não pela sua aparência, mas pelo seu conteúdo. E quando abre a boca deixa um gosto azedo na boca dos outros, geralmente os que gostam se aparecer.  

Bem podre, né? Hahaha.

Fui...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Admiração

Fico besta toda vez que olho pra essa mulher. Realmente o amor é mágico. Sempre nos transforma e traz felicidade.


Roqueiro?

De vez em quando dou uma de roqueiro por aí, sentir-se livre é bem legal.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Editor quer passar um ano sem contato com a internet


Bem que poderia ser eu, mas o editor a que o texto abaixo refere não se chama Joab Ferreira. Acho que vai ser muito bacana a experiência que ele se propôs a passar. Afinal a internet consome um tempo precioso. 

Ex-editor do Engadget e atual editor sênior do The Verge – portais americanos reconhecidos pelo conteúdo de qualidade sobre tecnologia –, Paul Miller iniciou este mês o projeto de manter-se um ano off-line e escrever relatos periódicos sobre a experiência.
Não é só por meio do computador que ele pretende ignorar a internet: também deixou de navegar via tablet, iPod, notebook e outros portáteis; não vai jogar videogame online; não vai utilizar e-mail, VoIP, redes sociais ou quaisquer outros artifícios digitais; e, para finalizar, trocou seu smartphone pelo que chamou de dumbphone (“telefone estúpido”) – um velho aparelho Nokia “tijolinho”, do qual é difícil mandar até mesmo SMS.
Segundo ele – que tentará manter a vida social e a profissional no limite da normalidade –, seu objetivo é “observar a internet à distância. Ao me separar da conectividade constante, posso ver quais aspectos são verdadeiramente válidos, quais são distrações para mim e quais partes estão corrompendo a minha alma”.
E continua: “O que me preocupa é que sou tão ‘adepto’ da internet que encontrei formas de preencher cada fresta da minha vida com ela, e estou quase certo de que a internet invadiu alguns lugares aos quais não pertence”.
Miller acrescenta que seus relatos e vídeos serão postados por outros editores, pois ele não pretende ver a internet nem por cima do “ombro alheio”, tampouco pedir a alguém que navegue por ele. A experiência pode ser acompanhada em seu site pessoal, onde já estão disponíveis os textos sobre seus primeiros dias off-line.


sábado, 12 de maio de 2012

Voltando ao tempo de criança

Tem vezes que me perco no tempo, esqueço quem sou, e viro criança de novo.

#playcenter


sexta-feira, 4 de maio de 2012

O valor do compromisso


Todo mundo, em algum momento, já escutou os mais velhos contarem sobre como as coisas eram no seu tempo (hoje eles acreditam que o tempo não seja mais deles). Falam sobre como eram os namoros, a relação entre um casal, o respeito aos pais... em meio a uma infinidade de coisas – que muitos julgam cafona – está o valor da palavra dada.
Conta a lenda que antigamente as pessoas emprestavam até grande quantidade de dinheiro tendo como garantia apenas a palavra. Uns davam um fio do próprio bigode para assegurar o compromisso – é claro que esse artifício se restringia apenas aos homens... e à algumas poucas  mulheres. Hoje em dia isso é quase impensável. Até para parente você fica com medo de emprestar dinheiro, e quando empresta, fica com um receio enorme. Liga toda semana para pedir o dinheiro de volta e, ainda, cobra juros. Dinheiro é um assunto muito delicado, então vou mudar o rumo da conversa.
Acredito que umas das melhores coisas que uma pessoa possa ter é crédito. Não crédito pra celular – o que também é uma maravilha -, mas ter crédito em sua palavra. Poder ser acreditada. No entanto, para isso acontecer, é necessário que a pessoa tenha muitas outras qualidades, o que, em geral, não acontece.
Uma coisa tão simples pode fazer toda a diferença. O que custa honrar com os compromissos? Se tem uma reunião às 10h, por que chega às 10h30? Se disse que ia levar tal coisa, por que aparece de mãos vazias? Se emprestou dinheiro e não pagou (calote), por que finge que está tudo bem, como se fosse algo comum?
Isso é uma questão profunda, que mexe com os valores do ser humano. Não quero entrar nas profundezas da ética, entretanto tem tudo a ver. Eu não posso fazer o errado e achar que é certo. Não devo assinar uma lista de frequência dos dias em que faltei, nem furar fila só porque me considero mais importante que os outros, ou aproveitar da falta de instrução alheia para sair sempre ganhando.
Tudo tem consequência, tudo tem um preço. Não adianta pensar que seremos eternos ou que nossas ações passarão despercebidas. Uma hora vamos precisar de alguém, mais cedo ou mais tarde, e é aí, caro leitor, que a coisa pega. Refaça-se enquanto há tempo. Boa leitura e boa semana!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reciclagem é alternativa para um dos maiores problemas na atualidade

Além de contribuir com o meio ambiente, processo é lucrativo. 
No oeste do Pará apenas uma empresa faz o serviço.

Joab Ferreira

O lixo é um dos maiores problemas enfrentados na atualidade, em todo o planeta. Em muitas cidades onde a coleta não é eficiente, esse material que um dia teve serventia, ocupa calçadas, ruas e quintais abandonados. Gerando, com isso, problemas muito maiores. Além dos impactos ambientais e estéticos, restos de materiais, principalmente de alimentos, podem causar agravantes na saúde pública. O problema não se resume a ter uma coleta de lixo eficiente. A destinação é parte vital da questão.  Para onde vai todo esse material? Geralmente para os famosos lixões, que são locais destinados para receber todo o lixo urbano.

A reciclagem aparece neste cenário como uma alternativa viável e apropriada para ser aplicada em tempos em que a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais ganharam espaço, e seguidores. “Estamos diante de um caso raro de atividade, em que todos são a favor e só têm a ganhar com sua implantação”, diz o professor de pós-graduação em Engenharia de Embalagem da Escola de Engenharia Mauá, Fabio Mestriner, em artigo publicado sobre a importância de se reciclar embalagens.

Para ele, os valores ambientais devem ser cada vez mais abordados na sociedade atual. Esses temas, como o de reciclagem, têm amplo espaço entre a população e é bem aceito, apesar de a prática ainda não ser tão grande. “Temos certeza de que a sociedade brasileira acolhe com simpatia e entusiasmo a reciclagem e deseja participar dela. O poder público só tem a ganhar com a coleta seletiva, que vai fazer com que o manejo do lixo, que hoje representa custos elevados para as municipalidades, passe a se constituir numa fonte de receita para as prefeituras, e, finalmente, a indústria para a qual converge o produto da reciclagem tem cálculos muitos precisos do valor dessa atividade para seu negócio e sabe que só tem a ganhar com isso”, explica o professor Fabio Mestriner.

Reciclagem, em termos gerais, é transformar um produto que já foi usado e hoje não tem mais utilidade em outro que possa ser útil. Isso reduz a quantidade de recursos naturais extraídos, evita a produção de mais resíduos poluentes, reaproveita os materiais já existentes e cria alternativas para o lixo urbano.

Em Santarém, há cinco anos a empresa Amazônia Viva trabalha com a reciclagem de alguns materiais. O proprietário, Eduardo de Lima, concorda com o professor. “Em dois anos mandamos 1.500 toneladas de papelão de Santarém. Aí você imagina como seria todo esse material na cidade? Seria muito melhor se o ‘sistema’ ajudasse a pagar o frete, em vez de pagar a contratada para jogar no lixão”.

Eduardo explica que trabalhar com reciclagem é algo vantajoso, porque além do lucro, ajuda na conservação do meio ambiente, reaproveitando o lixo e impedindo que ele seja descartado em locais impróprios. Mas que para montar um negócio assim, é preciso muito investimentos e apoio. “A gente não tem apoio de ninguém. Hoje, aqui na cidade, a gente trabalha em média com 130 toneladas de materiais recicláveis batidos por mês. Pegamos até garrafões de água, óleo, mesas, cadeiras, além de ferro e alumínio. Se somar tudo, entre material coletado, prensado e enviado, vai dar cerca de 300 toneladas por mês. É viável, dá lucro, mas tem que ter uma logística muito grande e apoio”, diz. 

A empresa envia cerca de 60 toneladas de papelão prensado por mês, para Manaus. Polímeros (PET e outros) também são recolhidos, lavados e processados. Especialistas acrescentam a fala do proprietário da empresa de reciclagem. Afirmam que a reciclagem é uma atividade econômica que demanda atenção, pois trabalha com muitos processos. É preciso haver conscientização tanto da população em geral, quanto de outras empresas e instituições para que percebam a importância desse trabalho. Também é necessário que o poder público se manifeste por meio de apoio e projetos com cunhos ambientais, já que é muito mais vantajoso dar um novo destino ao lixo, do que gastar dinheiro apenas recolhendo e despejando nos lixões.

“Tudo isso já está sendo feito e funcionando no país, graças a uma série de iniciativas da sociedade civil, de algumas prefeituras e da indústria de embalagem. A reciclagem no Brasil hoje é uma realidade”, fala Fabio Mestriner. Atualmente o Brasil é o segundo maior reciclador de PET do mundo e quanto ao papelão, já consegue reciclar 75%.

A reciclagem parte da coleta seletiva, que é um sistema de recolhimento de papéis, plásticos, vidros, enfim, materiais que possam ser reciclados, separados após terem sido usados. Para essa coleta acontecer torna-se necessária que o processo de educação ambiental esteja bem apurado em cada cidadão e instituição.