Ah, férias. Tem coisa melhor?
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Tem coisa melhor do que estar de férias?
Ah, férias. Tem coisa melhor?
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Um dia de herói. O resgate aos passageiros do teco-teco.
A tradição de quem mora em Santarém é aproveitar os feriados e finais de semana curtindo praia. Então, no dia 7 de setembro, eu, a morena e um casal de amigos (Bruno e Priscila, além do neném Benício) fomos para a praia do Carapanari aproveitar a tarde.
A praia é linda. O dia estava perfeito. Sol estalando, céu azul, vento suave.
Após ficarmos na água por algum tempo, fomos nos aconchegar na sombra de uma árvore que fica a poucos metros da água. Estávamos lá, comendo coxinha e amendoim, uns tomando cerveja, outros Schin Guaraná, quando, no alto e distante, vimos um avião bimotor.
- Já fui num avião desse pra São Paulo - disse Priscila.
O avião estava fazendo a volta e embicando para a nossa direção.
Por um momento eu pensei que ele viria em nossa direção. Mas ele passou ao lado, sobre a água, a uns 10 metros de onde estávamos.
Ele estava muito baixo. Ao passar em nossa frente, o Bruno ainda disse para o Benício, de dois anos:
- Dá tchau pro avião, filho. "Tchau, avião".
Mas o avião, quase em câmera lenta, continuou baixando.
- Filma, filma! - falei ao vento, ao ver a cena.
Ele estava baixando, baixando...
- Ah, agora vai querer fazer graça com esse avião, é? - disse o Bruno.
Instantes depois o avião levantou um pouco e caiu no rio.
- Bora, Jô! - gritou ele.
Nós saímos correndo como nunca havíamos corrido na vida. Eu, com 105kg, ele com mais de 90kg. A cada passo, gastávamos toda energia que tínhamos. Meu cérebro entrou em um mundo paralelo que eu não consegui raciocinar mais nada. Só corri. Ao som de Carruagem de Fogo mentalmente. Acho que uns 150 metros.
Acabou a areia, vieram as pedras. Não sentimos nada. Ao me dar conta, já estávamos nadando em direção ao avião.
Nesse ponto eu estava tão cansado que só pedi a Deus: "Senhor, que ninguém precise da minha ajuda, porque não vou conseguir ajudar ninguém".
Não tenho noção de quanto tempo durou tudo isso. Na minha cabeça parece que tudo aconteceu em câmera lenta. Segundos, minutos, não sei.
Ao olhar em volta, parece que estava todo mundo estava tão chocado com a cena que não conseguiram ter reação. Até mesmo na faixa da praia, em frente ao avião, as pessoas não se moviam.
Ao chegar no avião, estava exausto. Mal conseguia respirar. Quando segurei na asa para puxar um ar, uma mulher, saindo do avião, grita:
Com o braço livre, agarrei aquela mulher. O desespero bateu. "Eu não consigo nem respirar, como vou ajudar?".
O Bruno disse que, ao mergulhar em direção ao interior do avião, ele se deparou com o homem que, no instinto de sobrevivência, estava tentando sobreviver de qualquer maneira, nadando só com os braços. Ambos se agarraram e subiram.
Depois dos atendimentos iniciais prestados aos três passageiros, pelos médicos que estavam no Carapanari (Euler Amaral e Marcos Fortes), eles foram levados ao hospital. Ninguém se machucou.
A partir daí a luta foi para arrastar o avião para a areia.
Foi muito legal ver a solidariedade entre as pessoas. Todo mundo ajudando, cooperando (exceto, claro, vários que preferiram registrar em fotos e vídeos em vez de ajudar, mas...). Muita gente veio de lancha e jet ski oferecer ajuda. E assim o avião foi sendo 'resgatado'.
Depois de muito tempo e esforço, faltavam uns dois metros para o bico do avião sair da água. Foi só aí que os bombeiros chegaram. Quase uma hora já tinha passado.
Isso é incrível, porque se alguém realmente dependesse deles, já teria morrido. E não há qualquer justificativa. A praia é perto da cidade e o aeroporto é mais perto ainda, sendo que lá fica uma equipe do Corpo de Bombeiros justamente para quando há necessidade.
O que seria da enfermeira que não sabe nadar ou do paciente paraplégico? Será que estariam vivos
Por sorte, o piloto escolheu o dia e o local certo para voar. Porque a praia estava com muita gente. Se não fosse feriado, sendo uma quinta-feira normal, talvez nem todos teriam sobrevivido.
Mas o que me deixou mais p#@%, foi a ajuda que os bombeiros ofereceram. Quem estava no comando, não queria ajudar, mas, depois de muita insistência, ele disse que ajudaria.
Parece piada, mas sabe o que ele fez?
- Olha, vou contar até três. No três, vocês puxam a corda.
Agora, escrevendo isso, eu estou rindo. Mas, na hora, eu o xinguei muito. Fizemos todo o trabalho dele, no resgate, no auxílio às vítimas... e a ajuda dele foi contar até três. Nem na corda ele teve a coragem de pegar.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Vivo e o desafio do cancelamento
Depois de muito tempo enrolando para cancelar o meu plano controle da Vivo, decidi fazer isso. A gente sempre sabe como essas questões são chatas, porque as operadoras não querem manter o cliente oferecendo bons serviços, mas, sim, criando dificuldades no cancelamento, achando que os clientes vão desistir do cancelamento por conta de todas as dificuldades criadas. E, de fato, isso acontece. Eu, mesmo, já enrolei meses para fazer este cancelamento por conta da dor de cabeça.
Para minha surpresa, no dia 10, chega um SMS para mim: "Vivo Controle disponível! 2GB, 60 min locais p/ outras operadoras e fala ilimitado p/ Vivo e qualquer fixo. Válido até 10/10/2017".
A operadora não cancelou o meu plano e o renovou por mais 30 dias.
Hoje, dia 13, liguei lá para saber o que tinha acontecido. A mulher informou que meu plano estava ativo. Não adiantou explicar que já havia cancelado e que essa prática era abusiva. Quando pedi para cancelar, insistentemente, ela argumentou: "o senhor vai perder os benefícios que estão ativos, só tem dois dias que o plano foi renovado..." Agora, tenho mais uma fatura para pagar de um plano que não deveria estar ativo.
Dá pra acreditar? Mesmo com mais de 10 anos na operadora sou tratado assim. Vivo, nunca mais!
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
A efemeridade da vida
Fui editor-chefe de jornal impresso por quatro anos. Distante da capital, era mais um jornal-revista, já que ia às bancas apenas uma vez por semana, sempre às sextas-feiras.
Hoje, as efemeridades estão presentes rotineiramente. Todos os dias nos preparamos para coisas que vão passar tão rapidamente que dão a quase sensação de que foram apenas um sonho.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
sábado, 29 de julho de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
#LQL - A Metamorfose
A Metamorfose (Die Verwandlung em alemão) é uma novela escrita por Franz Kafka, publicada pela primeira vez em 1015.
Veio a ser o texto mais conhecido, estudado e citado da obra de Kafka. Apesar de ter sido publicada em 1915, foi escrita em novembro de 1912 e concluída em vinte dias.
Em 7 de dezembro de 1912, Kafka escrevia à sua noiva, Felice Bauer: "Minha pequena história está terminada".
Enredo
Nesta obra de Kafka, ele descreve uma caixeiro viajante que abandona suas vontades e desejos para sustentar a família e pagar a dívida dos pais, tendo o nome de Gregor Samsa. Numa certa manhã, Gregor acorda metamorfoseado em um inseto monstruoso. Kafka descreve este inseto como algo parecido com uma barata gigante. Nos primeiros momentos, o livro descreve as dificuldades iniciais de Gregor na nova forma. Uma ironia presente neste trecho do livro é que Gregor não se preocupa com sua transformação, mas sim como está atrasado para o trabalho.
Quando Gregor, após muita dificuldade, consegue abrir a porta, todos se assustam, seu pai, sua mãe, inclusive o gerente que sai correndo. O Sr. Samsa avança contra ele, forçando-o a entrar de volta no quarto. Após esse episódio, Gregor é demitido, sua família o rejeita e sua única companhia é ele mesmo. Apenas em alguns momentos, a irmã mostra certa compaixão por ele.
No decorrer da história, o autor narra as angústias de Gregor, que sem conseguir fazer nada, ouve sua família discutindo entre si como se sustentar, já que sua única renda havia ido embora. Nisso, Grégor sente uma forte angústia por não poder fazer nada, nem opinar sobre o que fazer. Nesses tempos, Grete vê os rastros de Grégor nas paredes e no teto de seu quarto, então percebe que Grégor tem falta de espaço, assim, ela e sua mãe vão tirar os móveis do quarto dele. O problema é que o inseto foge do quarto, mas ao sair, se depara com seu pai que o ataca com maçãs, e uma delas penetra em suas costas, causando tanta dor que o faz desmaiar.
No final das contas os Samsa, (sem contar com a opinião de Gregor, claro) decidem alugar um quarto para ter alguma fonte de renda. O quarto é alugado por três inquilinos, que vivem na casa por um tempo. Em um certo dia, Ana esquece uma fresta da porta, que ligava a sala ao quarto de Grégor, aberta. Na hora da jantar, Grete tocava seu violino para os inquilinos. Grégor, do seu quarto, ouve e fica tão encantado com o som que segue em direção à sala de jantar. Nos primeiros momentos, ninguém o percebe, mas após alguns segundos um dos inquilinos o vê e grita. Sr. Samsa tenta afastar os inquilinos de modo que não vejam o inseto e ao mesmo tempo fazer com que a criatura volte para o seu quarto. Depois desse incidente, Grete, a única que ainda via Gregor como seu irmão e não como um monstro horroroso que atormentava a sua família, perde toda a compaixão e chega á conclusão que eles devem se livrar dele.
No passar do tempo, o autor fala várias vezes sobre a maçã apodrecendo em suas costas, o que é retratado com um sentido simbólico como o ódio de sua família por ele. Depois de certo período, a maçã causa a morte de Gregor. Logo depois de Ana acabar de limpar o quarto do falecido, a família sai da casa feliz. Já não pensavam na morte de Gregor e viam certa esperança em um futuro próximo, em que poderiam comprar uma casa mais confortável.
Também se mostra interessante que, durante a história, Kafka mostra três períodos da relação da família perante Gregor. No primeiro, ela sente medo; no segundo o aceita, mas o esconde do mundo; já no terceiro, o odeia, o vê como um peso desnecessário e quer se livrar dele.
Fonte: Wikipédia
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Agents of SHIELD
Shield (aportuguesadamente falando, significa Quartel General de Divisão, Intervenção e Espionagem Internacional) é uma agência com a missão de proteger a população da Terra das ameaças das organizações criminosas e até de invasões alienígenas.
O personagem principal é o agente Coulson (Clark Gregg). E ele é simplesmente genial. Sempre sabe o que fazer, mesmo nos momentos de maior adversidade. Tem um humor peculiar, assim como um grande coração. Skye (Chloe Bennet) aparece como fio condutor da história.
Vale a pena assistir. Tem muita ação, aventura, traição e risadas.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Um ano louco
SER PROFESSOR
Meu primeiro grande desafio foi ser professor.
TRABALHAR EM UM HOSPITAL
DIRETOR DE SINDICATO
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
O sorriso da alma
O sorriso é a parte mais bonita de um ser humano. É a demonstração pura e sincera da transcendência da alma. É uma obra de arte que não se cansa de admirar.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Faça, mas faça agora
Do lado de fora da casa, estava a dona. De pijama, descalça e apavorada. O primeiro voluntário recebeu, do capitão, a missão de salvar o cachorro da senhora. Se Mark tivesse chegado 10 segundos antes, ele teria essa tarefa.
- Mas, capitão... sapatos?
O mundo está cheio de falantes, mas está carente de quem faz a diferença. Melhor do que falar, é fazer. E o melhor tempo para isso é agora. As pessoas não precisam de explicações ou desculpas, precisam de ações.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Ser professor
Ser professor é muito mais do que apenas repassar os ensinamentos escritos em um livro ou atribuir notas mediante o desempenho dos alunos. É compreender as dinâmicas que envolvem o universo dos estudantes. Notar as dificuldades que cada um apresenta, e a forma que essa resistência ao novo é exteriorizada, seja pelo grande número de faltas, por sempre chegar atrasado ou pela apatia durante as atividades propostas.
A missão do professor é fazer o diagnóstico precoce corretamente e realizar o tratamento capaz de reverter essa situação. Mas, para diagnosticar o problema, é preciso fazer uma autoavaliação. De que forma o conhecimento tem sido compartilhado? Será que os recursos utilizados estão em conformidade com o conteúdo proposto e com a necessidade dos estudantes?
Em um mundo cada vez mais dinâmico e tecnológico, ser professor torna-se mais complexo e desafiante. E um desses desafios é tornar as pessoas melhores. É oferecer a oportunidade de mudança e crescimento.
O melhor aluno não é o mais inteligente. É o mais esforçado. É o que mostra sede de conhecimento. Aquele que participa, que propõe. Que ensina, também. É aquele que gera discussão. E o melhor professor é aquele capaz de incitar tudo isso. Aquele que sabe no que é importante investir tempo. É aquele que não transforma o mundo, mas que ajuda as pessoas a transformá-lo.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Amor e perdão
O herói só é herói porque existe o vilão.
E, há coisas na vida, que só se tornam verdadeiras por estarem acompanhadas por outras.
Em se falando de herói, o que seria de Batman sem Robin, ou Robin sem Batman?
O amor está carregado de perdão. Só há amor se houver perdão. Não há perdão sem amor.
Muitos dizem que amam, mas poucos perdoam.
Amar pressupõe superar todos os defeitos do outro e, mesmo passando por todos os contratempos, não deixar que os diversos fatores altere seus sentimentos.
Amar no bom, é fácil. Na dor, insuportável. Na convivência, um chute no culhão.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
O aplauso da maioria nem sempre é bom sinal
terça-feira, 7 de abril de 2015
A arte de contar boas histórias
Histórias capazes de emocionar, de despertar interesse, de provocar reflexão.
Jornalista é quem vê o que os outros não veem. É quem conta o que não querem que conte.
Não é, apenas, relatar um fato qualquer. É transmitir algo surpreendente.
É aprofundar-se na História, resgatar o passado. É se antecipar ao futuro, prever o amanhã. É indignar-se com a injustiça, com a desigualdade.
Jornalismo não se contenta com superficialidades, com banalidades...
Jornalismo é independente. Jornalista, também. A não ser quando toma o lado da população. Aliás, esse é o único partido do jornalismo: a sociedade.
Jornalista é aquele que sente a dor do outro e age para que outras pessoas não passem pela mesma coisa.
Jornalista tem que se indignar com os fatos. Não pode ver as coisas erradas e continuar inerte a elas. Não é preciso corrigir as coisas, mas é necessário mostrá-las.
Jornalismo é feito de conteúdo. E o melhor conteúdo que um jornalista pode ter é a verdade. Nada, além da verdade, importa.
Jornalismo é investigação. E investigação nada mais é do que apurar os fatos. Fatos esses que contam a história da humanidade e ajudam a formar a consciência crítica de uma comunidade em determinado espaço de tempo.
Ao contar histórias embasadas na verdade e na ética, o jornalista terá a consciência tranquila ao deitar. E, com essa consciência, é que vai lutar por valores que orientem o aperfeiçoamento da sociedade, como liberdade, igualdade e respeito.
7 de abril, o Dia do Contador de História, vulgo Jornalista.







