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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

#GordinhoQueNãoCorre


Há pouco mais de quatro meses eu postei que mudaria minha preguiçosa vida...
Em 2 de julho de 2014: #GordinhoQueCorre

"Eis que a minha jornada definitiva em busca de uns 10 kg a menos começou pra valer. Eu sei que já iniciei, por diversas vezes, outras jornadas que não deram resultado. Sempre fiquei pelo caminho. Mas prometi para meu gordinho interior que desta vez seria diferente. E espero, de verdade, que seja.

Beirando os 100 kg, já era hora de me preocupar, né? Ainda mais quando o cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC) dá 31,3 (obesidade grau I) e aparece a seguinte mensagem: "você está muito acima de seu peso normal. É recomendável que você procure auxílio para evitar complicações relacionadas à obesidade. Consulte um médico ou nutricionista."

Na segunda-feira (30 de junho) eu consegui vencer minha preguiça e caminhei no Parque da Cidade. Não foi fácil, mas dei os primeiros passos em busca da desgordurização do meu ser. E, levando em consideração a linda paisagem que eu vi por lá, não vou desanimar tão cedo. Cada docinho... :)

É isso. Em breve serei um ex-gordo. Que Deus me ajude."

No entanto, igual político depois que vence eleição, ignorei minha promessa. Depois dessa primeira caminhada, o Parque nunca mais me viu. E, para mim, poderia continuar assim que não faria diferença...

Até que, há alguns dias, eu fui a uma farmácia e resolvi me pesar.
O resultado foi assustador. Falta muito pouco para chegar aos 100kg!

Mas, até aí, ainda estava tudo bem. Nunca me importei em ser gordinho. Acho que, sei lá, desde os 20 anos eu sou assim, beem acima do peso. E isso nunca me impediu de ser feliz. Nem mesmo a eterna sofrência diária de bullying.

O que me preocupou foi o fato de eu não conseguir mais fazer coisas que antes eu não abria mão, como, por exemplo, jogar bola. Até diminuí minha frequência de idas ao cinema porque já não aguentava subir as escadas.

Há três semanas, um amigo me chamou para jogar futsal. Topei na maior animação. No entanto, após a alegria inicial de pisar na quadra, veio a realidade cruel e devastadora. Não aguentei jogar nem CINCO MINUTOS. Minhas pernas travaram. Por várias vezes quase fui parar no chão. O ar chegava com muito sacrifício aos meus pulmões. Torci para que tomássemos logo os gols para a partida terminar. Na verdade até dei uma contribuída para isso... Depois ainda tentei jogar mais uma, mas não deu. Meu corpo já não aguentava mais. Para piorar, passei a semana sem conseguir andar direito...

Agora acho que não sobraram muitas alternativas, né? O jeito é reativar o projeto #GordinhoQueCorre e tentar alcançar pelo menos um dos objetivos que tracei para 2014, já que os outros...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Asterix, o ciclista maluco

A melhor parte de ser jornalista é poder ouvir as mais loucas histórias que as pessoas têm para contar. A história que contarei a seguir, por exemplo, não sei até que ponto realmente aconteceu. Mas isso não diminui a beleza da coisa. 
Equipe do JSBA teve a honra de posar para foto ao lado do 'maluco' (Foto: Jô Tapajós)
Em 2003, Janilton Ferreira recebeu o apelido de ‘Ciclista Maluco’ de ninguém menos que o então presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva. Desde lá ele carrega este nome por todo canto do Brasil por onde passa. Gostou tanto que até deixou de lado o ‘Zé Pedal’, como era chamado antes do encontro com o ex-presidente. Há ainda quem o compare com o herói gaulês das histórias em quadrinhos, o Asterix (presta atenção, são muito parecidos!). 

O ‘Ciclista Maluco’ é, no mínimo, um bom contador de histórias. Histórias estas vividas intensamente durante seus 59 anos de vida (ele vai completar 60 ainda neste ano). Só de pedal, ele já acumula 28 anos. Conheceu alguns países, várias capitais e milhares de cidades. Ele chegou a Santarém na semana passada, vindo do Amapá, onde concluiu mais uma de suas jornadas malucas.

PRIMEIRA AVENTURA


Tudo começou em 1986, quando Ferreira tinha 32 anos. “Teve um amigo que me convidou para dar uma volta. Eu topei. Falei para minha mulher: ‘daqui a seis meses talvez eu volte’”, conta. A viagem por Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia durou bem mais que o previsto: foram necessários 14 meses. “Fomos devagar, sem pressa, para conhecer as cidades”.

A partir daí ele não conseguiu mais desgrudar da bicicleta. Após descansar da primeira viagem, já quis partir para outra aventura. A ideia era desbravar, junto com o amigo, o litoral brasileiro, de Itajaí (SC) até Belém (PA). No entanto, o companheiro não aceitou o novo desafio. Em compensação, a esposa do aventureiro topou. “Nem chegamos a completar o caminho. Fomos até Fortaleza (CE) e voltamos”. Mesmo sem alcançar o objetivo, o ‘passeio’ durou mais de um ano.
Lula, o mentor do apelido 'Ciclista Maluco'


POR ONDE ANDOU


Encontro dos baixinhos contadores de histórias
O ‘Ciclista Maluco’ conta que não planeja as viagens. Apenas pensa para onde quer ir, pega a magrela, e vai. “A gente não planeja. Levo apenas umas cinco peças de roupa, ciclista não tem como levar muita coisa”. Mesmo assim a bicicleta vai carregada. Na bagagem, que pesa cerca de 80 kg, estão peças, caso a magrela quebre, pneus extras, câmaras de ar, além de várias sacolas, bandeiras e, principalmente, fotografias. Várias destas com personalidades conhecidas internacionalmente. São fotos com jogadores (Neymar, Júlio César, Pato), atores (Tonny Ramos, Antônio Fagundes) e políticos (Lula, Romário). Ele chegou a ficar acampado por 17 dias em frente ao Palácio do Planalto para tirar uma foto ao lado de Dilma Rousseff, mas o ciclista foi ignorado pela presidente.

Asterix e Neymar, uma dupla e tanto
Em 28 anos de pedaladas, Ferreira já percorreu mais de 100 mil quilômetros e visitou mais de 3 mil cidades em cinco países. No Brasil, ele conhece quase todas as capitais. “Eu conheço 24 capitais do Brasil. Falta conhecer apenas Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco. A última que eu conheci foi Macapá, onde estive recentemente. O que eu faço é um cicloturismo, conhecer o Brasil de bicicleta. Pegar carona não tem graça. Meu amigo é Deus, a melhor companhia”.


OIAPOQUE AO CHUÍ


Há sete anos, em março de 2007, o ‘Ciclista Maluco’ partiu, talvez, para o seu maior desafio. Ele queria cortar o Brasil de Sul a Norte, de Chuí a Oiapoque (vale ressaltar que, apesar de amplamente difundido que esses sejam os dois pontos extremos do Brasil, Oiapoque não é onde ‘começa o Brasil’. O ponto mais ao Norte no mapa brasileiro é Caburaí, em Roraima. Em vez de Oiapoque ao Chuí, dever-se-ia falar: Caburaí ao Chuí).

O feito só foi completado no dia 23 de julho deste ano. “Eu andei por muitos lugares, acabei me atrasando muito, afinal já são sete anos. Em um ano e meio daria para fazer tudo isso”, explica o ciclista, que ainda pretende voltar ao Chuí.

DE JARDINEIRO A AVENTUREIRO


Antes, o ‘Ciclista Maluco’ era jardineiro, agora sua profissão, como ele mesmo diz, é o perigo. Já passou por poucas e boas nos acostamentos das estradas brasileiras. São tantas aventuras que ele já teve de trocar duas vezes de companheira. Margarida e Rebeca já estão aposentadas. Há oito anos a missão ficou por conta da Bambina, que ainda tem muito pneu para gastar. Foi com ela que ele cumpriu a jornada de Chuí ao Oiapoque. “Nunca perdi minha bicicleta, nem a roubaram”, comemora.

Oiapoque: "aqui começa o Brasil"
Ele sempre emagrece bastante durante as viagens. Atualmente está com 67 kg, mas quando partiu para a aventura estava um pouco mais forte, com quase 80 kg. Com a vida que leva, não conseguiu manter o casamento. Há três anos se separou da esposa, com quem teve três filhos. O caçula, inclusive, seguiu algumas viagens com o pai, mas não aguentou o tranco e desistiu do desafio.

Aos 59 anos ele esbanja vitalidade e boa vontade. Ele diz que não bebe, nem fuma (e é claro que eu acredito), e por isso consegue realizar os desafios que traça para sua vida. Ainda não se aposentou, então não tem renda fixa. Para viver, ele conta com o apoio das prefeituras dos municípios por onde passa, além da contribuição dos ‘amigos da estrada’ que admiram a coragem do simpático maluco. “A gente pede apoio nas prefeituras. Às vezes as pessoas passam por mim, dão alguma contribuição”, revela.


FUTURO DO CICLISTA


O aventureiro ainda não decidiu para onde vai depois de Santarém. Estão nos planos Cuiabá ou Manaus. “Aqui é a primeira vez que eu venho. É uma cidade bonita, com bastante gente”, fala. Para ele, os lugares mais bonitos para onde foi, e deseja voltar, são Rio de Janeiro e Fortaleza.

Janilton Ferreira pretende chegar a sua casa, em Itajaí (SC), no final de 2016, e, depois, escrever um livro contando a história da sua vida, para ser lançado no começo de 2018. “Depois disso vou seguir viagem novamente. Eu adoro, sou apaixonado por isso”, finaliza.



A cada conto, aumenta um ponto...


Superbike


Para o jornal O Hoje, de Goiás, o ciclista informou que pedala, em média, a 60 km/h. Ele também falou que viaja cerca de nove horas por dia. Se a gente fizer a conta, ele transcorre um percurso diário de 540 km. Após ler a informação, eu fiquei me questionando: ou o maluco tem c# a jato ou ele peida nitro. O mais bacana de tudo é que o figura ainda é humilde. Diz que "não tem pressa".


Quilômetros incontáveis


Em maio deste ano, o jornal Agora, do Maranhão, disse que Janilton Ferreira havia percorrido cerca de 3.500 km, por 24 capitais brasileiras. Mais recentemente, no dia 14 de agosto, ao portal Globo Esporte, no Pará, o ciclista afirmou que sua quilometragem era muito mais alta: nada menos do que 120 mil km percorridos. Das duas, uma. Ou o odômetro de sua bicicleta está com defeito, ou ele percorreu 116.500 km em três meses.



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Histórias da Dona Márcia I

Pizza de vento


Passava um pouco da meia noite quando meu irmão resolveu mandar uma mensagem para nossa mãe.

- Véinha, prepara uma pizza aí que a gente tá chegando.

Antes de irmos para casa, fomos a um mercadinho comprar refrigerante para acompanhar.

Ao chegar em casa, encontramos a cozinha vazia. E, o pior, sem sinal da pizza.

- Mãe!!! – gritamos, carinhosamente.

Após alguns instantes, escutamos a Dona Márcia descendo as escadas.

- Recebeu o nosso recado?

- Recebi... mas achei que era brincadeira.

- Mãe, não se brinca com fome.

- Se quiserem, eu faço agora, bem rapidinho...

- Claro que a gente quer. Compramos até refrigerante.

3 minutos depois.

- Não precisa colocar calabresa, né?

- Não, mãe. O que der menos trabalho pra senhora.

2 minutos depois.

- Vão querer azeitona? Tem na geladeira, mas já tá acabando.

- Não, mãe. Pode ser sem azeitona.

1 minuto depois.

- Tem pouco queijo... precisa colocar?

- Pow, mãe. E existe pizza sem queijo? Então nem precisa colocar nada, a gente come só a massa.

- Sério? Que bom. Já ia falar que não tinha molho mesmo...



Antes que eu receba umas boas palmadas da minha amada mãe, vou logo alertando que, talvez, nem todos os fatos da história narrada acima sejam verídicos. Minha imaginação pode ter dado outro rumo aos acontecimentos...

Já posso sair do castigo, mamãe?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Meias...



Não sei se com todo mundo é assim. Mas eu tenho um problema sério em minha vida.
Meias...

Pode parecer frescura, no entanto, isso tira a paz de qualquer um. Todo dia a mesma labuta. Acordo, me arrumo todo. Chega na hora de calçar os sapatos, cadê as meias? Não sei... E nem adianta procurar.

Sabe o que é mais incrível? Se eu compro o par, uso o par, como desaparecem? Encontrei uma explicação.

Acho que uma meia é mulher, a outra é homem. E depois de algum tempo de casados, começam a brigar. Não querem mais andar juntos. O homem sai nas madrugadas e esquece de voltar para casa no outro dia. Aí, quem paga o pato, é o dono do casalzinho brigão.

Por conta disso já usei muito par trocado... Meu pai, quanto já riram de mim. A sorte sabe qual é? Ser daltônico. É, isso mesmo. Às vezes temos que usar nossos problemas em nosso benefício. A coisa mais simples que tem para um daltônico é confundir cores. Então se aparecer com uma meia azul e outra rosa, é só dar a desculpa. “São diferentes? Poxa, nem sabia. Jurei que fossem da mesma cor”.

Hoje mesmo não tive opção. Vim para o trabalho com meias diferentes, mas ambas são da mesma cor: cinza (pelo menos eu acho). Mas não quero ninguém no meu pé para ter certeza se são mesmo. Semana passada usei meu meião de jogar bola para trabalhar. “Nossa Joab, ta de meião?”, perguntaram. “Um bom jogador sempre tem que estar pronto, vai que o técnico me escala de última hora, né?”, respondi.

Meia é um negócio complicado mesmo. Quanto mais você compra, mais você tem que comprar. Não tem jeito. Além de sumir como que em passe de mágica, as que ficam sempre apresentam ótimas condições. Garanto que todo mundo já usou alguma apertando o sangue da canela. Eu até pegava uns barbantes para amarrar na perna.

Lembro do meu tempo de escola. Aula de Educação Física. Todo mundo animado e tal. “Vamos, todo mundo em fila. Quero saber a altura e o peso de vocês”, diz a professora. Eu lá, animado, nem lembrava das minhas meias. Chega minha vez, tiro o tênis. Mal tenho tempo de me levantar, todo mundo já está rindo. Olho para os meus pés... Aí vem o desespero.

Olha só a minha situação. Estou com uma meia social do meu pai. Um lado preto, o outro azul. (Só depois que fui perceber). Na verdade acho que nem dava para chamar aquilo de meia. Estava mais para peneira... Meu dedão respirava livre. Meu calcanhar folgado, sem nada apertando ele. A professora, muito legal, esboça um risinho sarcástico. Meus amigos, tão legais, escondem meu tênis. E eu, muito forte, corro para o banheiro e desabo a chorar.

Até a próxima!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Maldição culinária

Uma noite qualquer. Estou em casa a pensar no que fazer para suprir a carência de alimentos em que meu corpo se encontra. Na verdade nem consigo pensar direito. A fome não deixa. Na verdade não é a fome que não deixa, é o barulho dela. Na verdade não é o barulho dela, é o ‘wrharrrum’ que a minha barriga faz. Na verdade não é a minha barriga que faz, são as minhas lombrigas (tenho uma criação delas). Bom, na verdade, de verdade, tem pouca verdade nisso tudo que escrevi aí, mas, quem se importa?

Em casa tem uma máquina de fazer pão. A bichinha é esperta, faz sei lá quantos tipos de pães, tortas e demais parentes masseiros. Lembro que meu pai falou que não tinha erro. Era só colocar todos os ingredientes, programar e deixar ela trabalhar. O mais bacana é que já vem dezenas de receitas num livrinho. Lá ensina a fazer tudo, até criança acerta.
Olhei, olhei e decide fazer essa aí:

Torta Salgada (ciclo rápido)

  • Ingredientes
  • 2 copos de leite
  • ¾ copo de óleo
  • 3 ovos
  • 3 colheres (sopa) parmesão ralado
  • 1 colher (chá) sal
  • 2 copos de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) fermento
  • Recheio

Modo de preparo

  • Retirar a forma de assar de dentro da Panificadora.
  • Adicionar todos os ingredientes na ordem acima reservando o recheio.
  • Recolocar a forma de assar na Panificadora.
  • Escolher o Ciclo: pressionar o botão OPÇÕES: 4 (rápido)
  • Selecionar o tamanho do pão: pressionar em QUANTIDADE DA MASSA e escolher a opção I
  • Escolher a cor da casca do pão: pressionar o botão COR e escolher as opções: clara, média e escura.
  • Fechar a tampa.
  • Pressionar o botão INICIAR/PARAR.

Pois é, quem sabe se eu fosse criança eu acertaria, porque o resultado foi trágico (nem assiste ‘Todo Mundo Odeia o Chris’ este garoto). Acho que sou o melhor do melhor do mundo em transformar o simples em impossível.

Ficou bem bonito né? Pão? Torta? Não sei. Só sei que nem minhas gatinhas comeram.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um daltônico explicando o daltonismo

Bom pessoal, ontem fiz uma grande revelação. Falei sobre meu problema. É claro, não foi fácil, ainda mais depois de tudo que já passei, mas, a vida segue...

Não sei se todos têm conhecimento sobre o daltonismo. Eu mesmo ainda não sei direito o que é. Só sei que não vejo um monte de bolinhas coloridas. Fui pesquisar a respeito e encontrei muitas explicações e algumas histórias bem divertidas.

O daltonismo (tem gente que gosta de complicar, chamam também de discromatopsia ou discromopsia. Mas daltonismo já está de bom tamanho. Daltonismo com ‘L’, viu? Nada de usar o ‘U’), basicamente falando, é quando o indivíduo vê várias cores e não consegue diferenciá-las. Geralmente o maior problema é distinguir o verde do vermelho. Este ‘defeito’ tem normalmente origem genética.

Pode parecer algo simples, mas só quem tem isso sabe como é complicado. Posteriormente vou contar algumas das diversas histórias que vivi por causa deste tal distúrbio. Coisas simples como pintar um mapa na escola, ou dirigir, às vezes, se tornam verdadeiras missões impossíveis. 

Como é que o negócio funciona
Pelo que eu entendi, existem três cores primárias: verde, vermelho e azul. Essas cores são captadas pelos cones (células sensíveis à cor. A retina humana possui três tipos delas) e combinam-se formando uma imagem colorida.

As tonalidades visíveis dependem do modo como cada tipo de cone é estimulado. A luz azul, por exemplo, é captada pelos cones de "alta frequência". No caso dos daltônicos, algumas dessas células não estão presentes em número suficiente ou registram uma anomalia no pigmento característico dos fotorreceptores no interior dos cones. 

Tipos de daltonismo
Nós existimos em três grupos. Preste atenção para ver se consegue nos distinguir. Os tipos são: Monocromacias, Dicromacias e Tricromacias Anómalas.

Acho que o pior é este aqui, Monocromacia, porque ele enxerga tudo cinza. Já pensou, ver tudo em preto e branco? Já acho ruim assistir aos filmes ‘novos’ que minha mãe aluga, imagina ver a vida sem cores? Ruim, né? Só foto P&B que é bacana. Tem o monocromata típico que atinge 0,003% dos homens e 0,002% das mulheres do mundo. Muitos animais, como os de hábitos noturnos, peixes abissais e pingüins possuem essa característica. E o monocromata atípico, que é muito raro na população humana, mas é encontrado em ratos. 

Outro tipo é a Dicromacia, que resulta da ausência de um tipo específico de cones, pode apresentar-se sob a forma de: protanopia, em que há ausência na retina de cones "vermelhos"  resultando na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro; deuteranopia, em que há ausência de cones "verdes", resultando, igualmente, na impossibilidade de discriminar cores no segmento verde-amarelo-vermelho do espectro (cerca de 1% da população masculina tem); tritanopia, em que há ausência de cones "azuis", resultando na impossibilidade de ver cores na faixa azul-amarelo).

O último tipo é a Tricromacia anômala, que se manifesta em três anomalias distintas: protanomalia, mutação do pigmento sensível aos "cones vermelhos". Resulta numa menor sensibilidade ao vermelho e num escurecimento das cores perto das freqüências mais longas (que pode levar à confusão entre vermelho e preto). Atinge cerca de 1% da população masculina; deuteranomalia, presença de uma mutação do pigmento sensível aos cones verdes. Resulta numa maior dificuldade em discriminar o verde. É responsável por cerca de metade dos casos de daltonismo; tritanomalia, presença de uma mutação do pigmento sensível aos "cones azuis". Forma mais rara, que impossibilita a discriminação de cores na faixa do azul-amarelo.

Vantagens?
A mutação genética que provoca o daltonismo sobreviveu pela vantagem dada aos daltônicos ao longo da história evolutiva. Essa vantagem advém, sobretudo, do fato de os portadores desses genes possuírem uma melhor capacidade de visão noturna, bem como maior capacidade de reconhecerem elementos semi-ocultos, como animais ou pessoas disfarçadas pela sua camuflagem.

A merda de ser homem
Como o daltonismo é provocado por genes recessivos localizados no cromossomo X (sem alelos no Y), o problema ocorre muito mais frequentemente nos homens que nas mulheres. Estima-se que 8% da população masculina seja portadora do distúrbio, embora apenas 1 % das mulheres sejam atingidas.

No caso de um indivíduo do sexo masculino, como não aparece o alelo D, bastará um simples gene recessivo para que ele manifeste daltonismo, o que não acontece com o sexo feminino, pois, para manifestar a doença, uma mulher necessita dos dois genes recessivos dd.

Como descobrir?
Teste das bolinhas ou teste de cores de Ishihara: consiste na exibição de uma série de cartões pontilhados em várias tonalidades diferentes. Esse é o método mais frequentemente utilizado para se diagnosticar a presença do daltonismo, sobretudo nas deficiências envolvendo a percepção das cores vermelho e verde. Uma figura (normalmente uma letra ou algarismo) é desenhada em um cartão contendo um grande número de pontos com tonalidades que variam ligeiramente entre si, de modo que possa ser perfeitamente identificada por uma pessoa com visão normal. Porém um daltônico terá dificuldades em visualizá-la.
Este é o teste. Passei por isso há muitos anos. Vocês, 'normais', devem enxergam um número em cada desenho acima. Já eu, não vejo nada além de dezenas de bolinhas coloridas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Histórias de um daltônico


Bom, para quem não sabe, eu sou daltônico. É, não vejo certas cores. E confundo outras tantas. Não sei quando eu descobri que tinha este defeitinho. Só lembro da minha mãe falando que começou a desconfiar quando os lindos desenhos que eu a entregava vinham repletos de novidades. Eram árvores marrons, gramas vermelhas, nuvens roxas...

Semana passada, quando meus pais chegaram de viagem, depois de um episódio, fui despertado para escrever algo sobre esta minha doença.

Por ser preguiçoso, criei algumas estratégias. Uma delas diz respeito a toalhas de banho. Tenho que ter umas três. Uso e nem sei por onde as coloco. Ficam pelo meu quarto, pelas cadeiras da cozinha... Sempre, pelo menos uma, eu encontro. Mas, às vezes (muitas vezes) meu daltonismo afeta até na minha higienização.
Semana passada eu fui tomar banho e não sabia qual toalha era a minha. Vi que no varal improvisado na sala tinha uma toalha. Julguei ser da minha mãe. Olhei no varal do quintal, vi uma amarela desbotada, "na certa é do papai", pensei. Cheguei ao banheiro e encontrei outra toalha lá. Uma azul. De quem será esta? Não soube responder...

Nesta dúvida cruel resolvi ir dormir sem tomar banho (só para avisar, isso raramente acontece. Não vão pensar que o meu time tem influência sobre a minha limpeza).
No outro dia fui tirar a dúvida com a minha mãe.
- A senhora viu minha toalha por aí?
- Meu filho, tem uma toalha rosa ali na sala, já viu?
- Já mãe. Rosa? Não é da senhora? A minha é uma roxa.
- Não. Aquela deve ser a sua. E aquela do quintal?
- Aquela é do papai, né? Eu tinha uma amarela, mas era mais forte.
- A do seu pai tá no banheiro. Essa amarela passou a noite lá fora. Tomou até chuva.
- Eita mãe, ser daltônico é uma coisa. Nem minha toalha eu sei mais qual é...

Dois dias depois, no trabalho, minha repórter chega, fala comigo e senta ao meu lado. Após um tempo, sem se conter, ela diz:
- Poxa Jo, nem falou nada do meu cabelo.
Aí, claro, faço meu papel. Disfarço bem.
- Nooossa, que lindo o seu cabelo. Ficou bom assim, hein? O que fez nele? Cortou?
Na verdade ela tinha pintado. Mas, que culpa eu tenho? Para mim tava do mesmo jeito. O que me restou foi escutar até o final do dia ela reclamando da minha insensibilidade...
Propaganda feita pela Volks, baseada na visão dos daltônicos.

Bom, fico por aqui. Depois conto outras histórias sobre meu daltonismo. Até a próxima.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Urgente: contrata-se mágico

O presidente da Casa do Papai e da Mamãe (CPM), nos termos da Portaria Preguiça, n.º infinita, publicada em joabferreira.blogspot.com, no dia 03 de outubro de 2011, torna pública a realização de concurso para provimento de vaga no cargo de Mágico do Quadro Temporário da Casa do Papai e da Mamãe (CPM), mediante as condições estabelecidas no edital de abertura.  


Cargo: mágico
Vagas: 1 (uma)
Remuneração: R$ 1,99 + Vale Transporte
Inscrições: devem ser realizadas por este blog
Taxa: R$ 100,00
Horário: será admitida a inscrição somente via Internet solicitada no período até 15 horas e 59 minutos do dia 03 de outubro de 2011, observado o horário oficial de Brasília/DF
Função: fazer minha casa parecer habitável



Hoje, logo ao acordar, recebi uma ótima notícia: meus pais estão chegando. Claro, fiquei super feliz! A saudade já estava machucando meu coração. Quase um mês sozinho...

Mas, assim. Eles já chegam hoje à noite. E agora? A única solução que encontrei foi pedir uma ajuda mágica. Acreditem, o negócio tá feio. Acho que já leram o outro texto, né? Então, a única coisa que mudou foi a roupa suja, agora bem menos.

Quanto ao resto, bom... O resto segue lá. Nunca vi uma casa para juntar tanta poeira. Isto porque vive fechada. Na pia, a louça segue fazendo aniversário. Ontem fui jogar um macarrão que havia ficado em cima do fogão. Quase não consigo chegar perto. Eram tantos “famintos” nele que pensei em largar tudo e sair correndo.

Também não sei como ficarão as postagens neste “Super Brog”. Acho que as minhas experiências vão ficar minadas. No entanto, cada nova situação nos obriga a mudar de estratégia. Talvez esteja aí a oportunidade para escrever sobre outras coisas. Sei lá, depois eu penso nisso. Agora estou mais preocupado com a situação do meu tão agradável lar.

Se alguém souber como me ajudar, por favor, fale!

Abraços, até a próxima.

  

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais um dia se vai

Mais um dia e eu aqui. Sozinho, abandonado. Com milhares de coisas para fazer e uma preguiça que parece não ter fim.
A louça da semana acumulada. A roupa suja do mês esperando para ser lavada...
Hoje o sono foi profundo. Dormi que nem vi a hora passar. Sei que meio dia já ficou para trás. Acordo. Durmo de novo. E assim o dia vai indo.
O trabalho da especialização por fazer. Livros para ler...

A fome começa a apertar. O que tem para comer? Nada. O jeito é se virar. Começo a passar um café. No relógio, pouco mais de 14h. Saio de casa à procura de uma padaria. Rodo, rodo. Encontro uma. Sem pão, sem salgado. Olho no balcão, encontro pão de queijo. Compro 12 e uma caixa de leite. Volto para casa. Agora sim faço meu almoço. Café com leite e pão de queijo. O sono novamente vai chegando.
Casa pra varrer. Banheiro pra limpar...
Coloco um sertanejo para tocar. Durmo... Novamente acordo. Quase 17h. “Caramba, como as horas passam rápido!”. Tanta coisa que eu tinha para fazer. E nada fiz. Mas, copiando uma sábia frase, enquanto houver amanhã, minha preguiça será imortal. Então, não entro em pânico, deixo tudo para amanhã. Tranquilo, sossegado.
Ligo a TV. Encontro “Minha nada mole vida”. O episódio de hoje até que tá bem legal. E olha que, nem de longe, é um dos meus programas favoritos. Dou umas boas risadas. Pelo menos serve para eu esquecer das minhas obrigações de ‘dona de casa’.
Ô vida difícil... E assim, mais um dia se vai.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de cão

Sei que já tem gente falando: “xiii, olha lá, já começou a ficar sem postar. Sabia que isso aconteceria, mas não pensei que fosse tão rápido...”

Calma pessoal, para tudo tem uma explicação. E ela é muito boa. Todo mundo sabe o que é um dia de cão, né?

Aquele dia chato, em que parece dar tudo errado. O serviço nunca acaba, o tempo não ajuda, o estresse vai chegando, junto com a fome e o sono. Você tenta fazer alguma coisa para melhorar, só que nada surte efeito.
 
Pois é, toda quinta-feira eu passo por isso. Dia de fechamento de edição.

Começo a escutar música para relaxar (só as melhores: KLB, Gian e Giovanni...), mas isso só faz minha cabeça querer explodir. Tiro o fone e escuto as máquinas funcionando, rodando o jornal. Na redação milhões de vozes. Meus olhos começam a arder. Meus braços a tremer... Estou morrendo? Não sei, nunca morri. Almoçar? Não dá tempo, tenho que trabalhar. Trabalhar, trabalhar, trabalhar.

As horas vão passando. Eu vou me acabando. Falando, chorando, rimando até o dia terminar.

“Aleluia, tudo pronto! Obrigado Senhor, mais uma vez venci o cão!”. Não só eu, claro, afinal não faço nada sozinho. Mas como o blog é meu...

Saio. Entro no Little Blue e voo para casa. Quero só dormir. Mas antes, algo me obriga a mudar meus planos. Não sei a razão, mas sinto um cheirinho ‘gostoso’ exalando do meu corpo. Não tem jeito, banho!

Depois tomo meu café da manhã, almoço e janta. Tudo de uma só vez. E que, por sinal, estava uma delícia. Claro, não fui eu que fiz. Acho que já estou me acostumando a viver assim. Nem sinto mais tanta fome. O café me sustenta na batalha.

Bom, agora vou dormir...

SEXTA-FEIRA, 8H27

Acordo, com vontade de dormir (já falei que sou o melhor do melhor do mundo em acordar com vontade de dormir). Olho para o relógio. “Meu pai, perdi a hora!”. Pego o celular. Não sei quantas ligações da namô, sem falar nas mensagens... Não acordei para levá-la ao trabalho. E olha só que legal, também não fui trabalhar. Ainda bem que o chefe é gente boa...

Quinta-feira, por que não some da minha vida? Eu era tão feliz sem você.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Minha primeira experiência

Arroz. Ah, arroz... Tão fácil de fazer, né? Que nada. Para mim tem sido uma missão muito difícil.

É claro que posso explicar, afinal nunca tinha feito comida. Ou tinha? Deixa eu ver... Humm. Ovo frito, miojo... É, não tinha. No máximo fritei uns dois bifes (já temperados). Então, é normal que o meu arroz não saia como o esperado.

E, na verdade, nunca fui de prestar atenção na minha mãe enquanto cozinhava. Achei que nunca precisaria. Ela ainda, no dia em que viajou, tentou me ensinar a fazer arroz e macarrão. Pareceu tão fácil. Aprendendo isso era para eu me virar super bem.  Mas, até agora, nada...

Os resultados? Simplesmente desastrosos. Na primeira tentativa até que saiu bonito (aparências e nada mais...). Fiz tudo direitinho. Coloquei o óleo, dorei o alho, fritei o arroz, acrescentei a água, deixei cozinhar... Quando vejo: “nossa, que lindo!”. Mas, alegria de pobre dura pouco, então, já sabem. Depois fui ver direito, embaixo estava só água. “E agora? Acho que vou dar uma mexidinha e por pra cozinhar de novo”. Adivinhem no que deu? Nisso aí...

Unidos venceremos. Juntos para sempre. Um por todos, todos por um... Igual namoro novo, sempre grudados. Podem escolher...


Abraços, até a próxima.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Minha primeira vez

É, não tem jeito. Se tem um clichê mais clichê do que todos os clichês para representar a minha atual situação, é este: tudo tem uma primeira vez. E a minha demorou, hein? Caramba, só aos 22 anos. Mas valeu a pena esperar. E como valeu! Vou confessar que não foi fácil aguardar pelo momento certo. E, por isso, já ouvi o povo falar muito... Ora, não tenho culpa. Se demorei, foi pelo fato de as circunstâncias não terem dado a oportunidade de mostrar o meu valor.

Não sei se é porque a vontade foi se acumulando ao longo desses vários anos, ou porque, talvez, fosse um forte desejo íntimo. Ou pode ser que, por incrível que pareça, às vezes eu goste de viver novas emoções. Confesso que, mesmo sem saber o motivo de tanta euforia, foi (e é) muito bom! Os detalhes eu conto depois. Mas contenha a animação, não sei se o que vou contar surtirá amplo efeito. Afinal, quase todo mundo já passou desta fase em que me encontro. Então não há grandes coisas para se falar. (Bom, talvez haja alguma coisa grande nesta história).

Antes de a gente experimentar sempre pinta aquele medo, né? Como vai ser? Vou conseguir? Vou aguentar por quanto tempo? Vou dar conta de todo o serviço? Será que vou gostar? Dúvidas, medo, insegurança... Coisas tão comuns. E que só dependem de nós mesmos para serem superadas. Eu, no mais despreparo possível, encarei o desafio. Sei que não sou muito radical, mas tenho impulsos que me fazem cometer algumas loucuras de vez em quando. (Posso contar algumas depois, se os envolvidos permitirem, é claro).

Pretendo criar um diário sobre as minhas ações perante tal situação (lembrei da namô falando. Ela fala tão bem. Eu mesmo nunca diria algo assim, “perante tal situação”). Não sei com que fim. Pode ser que sirva de exemplo para alguém. Não quero ser pretensioso também, pode ser que não sirva para nada. Nem para o lixo (não tem lixeira virtual, tem?). Pois é, espero ter boas histórias para contar. Só quero ver quando a mamãe souber disso. O que dirá de mim? Aiai...

Assim, fico até com vergonha de falar sobre isto. Não gosto de me expor. E, muito menos, a minha vida íntima e pessoal (nome de revista?). Mas, vamos lá. Morar sozinho não é tão fácil quanto a gente imagina e nem tão difícil quanto falam por aí. Tem suas dificuldades, mas nada que um pouco de orientação e muita força de vontade não deem um jeito. Nesses dias tenho passado por muitas coisas. Graças ao bom Deus, a maioria delas tem sido muito boa.

Aprendi a cozinhar, lavar louça, limpar a casa... Na verdade não aprendi, aprendi... Já tinha uma noção, bem pouca, mas tinha. Posteriormente contarei os desastres desta minha primeira vez.

Abraços, até breve.