Revista Superinteressante 330 JAN/2017
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sábado, 29 de julho de 2017
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Política de torcedor
Fevereiro começou e está terminando com um cenário
bastante desolador para os brasileiros. O assunto não é novo, mas nem por isso
deixou de ser intragável. A corrupção é, sem dúvida, um dos piores pecados que
não só o político, mas que qualquer pessoa pode cometer. E, por assim ser,
muito me espanta o fato de encontrar tantas pessoas que, por uma cegueira
partidária inacreditável, não só aceitam isso na maior tranquilidade, como
ainda defendem corruptos até a morte.
Em todas as áreas de nossa vida é
preciso encontrar o equilíbrio. Não se pode viver nos extremos. Infelizmente no
Brasil, o debate político ainda é muito fraco, porque as pessoas não
conseguiram atingir certo grau de maturidade que possibilite deixarem de lado seu
lado ‘torcedor’.
Ninguém sabe ao certo porque se torce
por determinado time. Simplesmente se torce e pronto. Nenhum torcedor faz uma
comparação dos times e, com base em uma análise racional, escolhe qual será o
seu. Torcedor é paixão. É cegueira. Ele sente-se ligado e já era, vai carregar
aquelas cores para sempre. Independente de ganhar títulos ou não, de brigar
contra rebaixamentos ou não, torce-se. E, para quem torce, este time será o
melhor do mundo.
Na política parece que as coisas ocorrem
do mesmo modo. Não se escolhe partido por ser o melhor ou o mais justo.
As pessoas limitam sua visão e vão até o fundo do poço para tentar esconder a
realidade e disfarçar as verdades que são incômodas. Elas não querem saber se o
partido da qual são devotas desviou bilhões de reais que deveriam ser investidos
na saúde, na educação, no saneamento... elas só querem encontrar algum partido
que seja tão ruim quanto o seu, ou pior, para apontar o dedo. Elas não se
preocupam com o bem da Nação, por isso não se importam com os escândalos
protagonizados por seus ídolos políticos, mas se incomodam com quem os
denunciam.
E todos perdem com isso, exceto
os políticos que, habilmente, conseguem usar essas pessoas da forma que querem.
Tanto que, por mais de dinheiro que tirem do povo, ainda recebem doações para
se livrar da cadeia.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
De mãos atadas
Até quando o povo brasileiro vai ficar refém dos mesmos grupos políticos que se revezam na sucessão do poder há décadas? Até quando vamos continuar inertes neste cenário deplorável e degradante para que o Brasil caminha?
Não é possível que não haja
solução. Todo mês eu escrevo um texto similar a este questionando as mesmas
coisas e, ainda, continuo sem respostas. Não sei se realmente eu seja muito
pessimista quanto ao presente/futuro ou se realmente tenho razão por ficar insatisfeito
com o rumo que as coisas andam. Talvez se eu ficasse a maior parte do tempo em
um mundo paralelo, puxando um baseado, como tantos por aí, eu defendesse que
estamos caminhando no trilho certo...
Até a quarta-feira, 7, o governo,
por meio de impostos e tributos, já havia sugado de nossos bolsos a salgada
quantia de quase R$ 780 BILHÕES. Acredita nisso? Dinheiro meu, dinheiro seu.
Dinheiro de famílias que não têm nem o que comer. O mais incrível é que essa
montanha simplesmente desaparece na mão de nossos governantes. Esse dinheiro
não volta em benefício. Problemas básicos – e centenários – continuam nos
assolando. Saneamento básico parece até luxo.
Quando vamos comprar um produto,
temos duas opções. Ou adquirimos algo de qualidade, no qual temos confiança de
que o investimento valerá a pena e, por isso, desembolsamos uma quantia maior.
Ou compramos um produto de preço muito mais baixo, que não tem a mesma
qualidade, e logo vai nos deixar na mão.
Quando se fala em imposto, no
Brasil, as coisas se invertem. Pagamos caro por um produto que não tem
qualidade. Ou seja, suamos sangue pagando taxas altíssimas em produtos e
serviços para que nossos ditos representantes apliquem mal os recursos – ou,
pior, desviem para benefícios próprios.
O caso mais recente, escandaloso
e ridículo é o aumento concedido pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
à Celpa. A cacetada foi pesada. O sofrido povo paraense vai pagar 35% a mais em
sua conta de energia. Um aumento enorme desse, superior a 1/3, e as coisas continuam
como se tudo estivesse normal. Cadê os políticos ditos interessados nas causas
populares?
É preciso mudar. É preciso
encontrar um novo caminho para seguir, porque este, no qual estamos, vai para o
precipício. E, se lá cairmos, nunca mais sairemos.
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