quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Pequeno Amor | 13h antes


Chegamos ao Hospital Municipal de Ulianópolis. Sexta-feira à noite. A recepção estava vazia. O atendimento foi rápido. Em minutos encaminharam para a avaliação médica. No entanto, o médico estava em procedimento cirúrgico e poderia demorar para avaliar.

- Amor, está saindo muito líquido. O absorvente não está dando conta mais. Pode ir comprar fralda?

- Geriátrica?

- Não. Tem uma pós-parto. Ela é tipo uma cuequinha.

Saí, parei no posto para abastecer, porque o combustível já estava na reserva.

- Pega lanche - ela pede por mensagem.

Abasteci, fui à farmácia. 10 min depois ela avisa.

- Vida, o médico fez o exame do toque. Tô com 4 pra 5 cm. Vai me encaminhar. Só que doeu na hora do exame. Não sei se minha bolsa rompeu. Eu vim no banheiro porque saiu um monte de água.

- Caramba, vida. Encaminhar pra Belém?

- Imperatriz (MA). É mais perto. Vamos de ambulância.

- O que significa essa dilatação? - perguntei.

- Que eu já tô em trabalho de parto.

15 minutos depois eu retorno para o hospital. Na entrada, já me perguntam: você já está trazendo as coisas? A ambulância já está chegando.

Volto no carro. Estaciono bem em frente ao hospital, onde as câmeras de monitoramento tem visão, pego nossas coisas e entro no hospital.

Às 21h13 saímos de ambulância com destino a Imperatriz. Eu na frente, com o motorista. Ela atrás, deitada na maca, com a técnica de enfermagem. Fizemos uma única parada em Dom Eliseu para a subida do médico.

Primeira vez andando de ambulância e não recomendo a ninguém. Pensei que nem chegaríamos vivos para conhecer a nossa filha. Achei que estávamos indo rápidos, mas não sabia o quanto. Até olhar para o velocímetro da van e ver o ponteiro quase colocado ao limite. O motorista mantinha entre 150 e 160km/h. Como o giroflex não estava funcionando, ia na contramão, quando precisa ultrapassar, dando luz alta para os carros que vinham. Entrei em pânico. 

Na parada em Dom Eliseu, às 21h47, passei para a parte de trás. "Prefiro nem ver", pensei. Maior besteira que fiz. Mal saímos e já comecei a suar frio. Como o banco é no sentido da lateral do veículo, não parava de sambar a cada acelerada ou freada. Foi um desespero só. 

Às 23h16 chegamos ao hospital em Imperatriz. 

Ulianópolis > Imperatriz: 208 km em 2h03.




terça-feira, 13 de janeiro de 2026

#LQL - Shinsetsu: O Poder da Gentileza

 


Iniciar o ano novo com essa leitura já é um excelente primeiro passo - independente do pé usado para isso.

Clóvis - o maior vivo que temos entre nós - nos ajuda a compreender melhor todo o significado de Shinsetsu. Ao longo do livro, utiliza-se de uma infinidade de exemplos para deixar bem claro.

Shinsetsu é um modo de vida. Para muitos, o único. É inconcebível pensar em outro jeito de gastar o seu tempo aqui na terra. Para os brasileiros, nem tanto. Estamos muito distantes de algo como isso. E o próprio Clóvis tem uma frase que expressa bem: "ainda bem que eu nasci onde nasci. Porque ensinar ética para esses caras (japoneses) seria um trabalho de louco". 

Shinsetsu é fazer o bem. É viver o bem. Não porque tem alguém olhando. Não porque se tem medo de julgamento. Não porque se deseja algo em troca, nesta ou em qualquer outra vida. Mas porque fazer o certo, sempre, é o único jeito de se viver. Não há espaço para outra forma. Não há espaço para vantagens, para egoísmo, para vaidade. O meu conforto não vem antes do outro. A minha necessidade não é mais importante que a do outro.

De um bom dia a devolver uma mala cheia de dinheiro, você age sem querer tirar vantagens ou esperar ser recompensado de alguma forma. Você não espera nem um sorriso que seja. E a reação do outro não lhe desencadeia nada desagradável. "Nossa, dei um bom dia e a pessoa nem me olhou. Nunca mais faço isso". Isso não existe. Você vai dar o bom-dia porque é o certo. Porque é o jeito de construir um mundo mais cordial, gentil e feliz. Independente da reação dos outros.

É uma leitura obrigatória para quem deseja estar sempre em evolução. Para quem deseja ser a diferença.

Autor: Clóvis de Barros Filho
Editora: Planeta
Páginas: 272
Publicação: junho de 2018

Pequeno Amor | 14h antes

 Era quase 7h da noite de uma sexta-feira. 

- Amor, corre aqui! - disse ela, no banheiro.

- O que foi? - perguntei, chegando na porta.

- Será que é a bolsa? - disse, tentando sentir a textura do líquido que escorria entre as pernas.

- Deve ser! 

- Parece meio gorduroso, mas não tô sentindo o cheiro.

- Vamos para o hospital. Deve ser a bolsa. Fala com a médica!

E comecei a arrumar as roupas na bolsa azul. 

- O que precisamos levar?

- Será que é? Não tá vazando muito.

- Vamos! Temos que ir. O que precisamos levar pra ela? As coisas estão arrumadas na bolsa maternidade?

Fizemos o que deu. Pegamos o que deu.

Eu, no carro, e ela:

- Não tô achando meu carregador. Acho que caiu aqui no chão!

- Vamos! Eu tô com o meu. Só entra no carro.

A pressa tem uma explicação extra: moramos na zona rural. São 30 km até a cidade mais próxima. 

- A médica respondeu?

- Não.

- Então liga.


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- Oi, Luciana. Boa noite. Viu minhas mensagens?

- Eu ia ver agora. Aconteceu alguma coisa?

- Então... acho que a bolsa rompeu. Está saindo um líquido meio gorduroso.

- Com certeza é. Está com quantas semanas?

- 36 e 1 dia.

- Olha... com esse tempo a gente não consegue fazer o parto em Paragominas. Pode precisar de UTI e não temos aqui. Recomendo que você vá para o Hospital Municipal, que vão te encaminhar pra Belém, tá?


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Como havíamos acabado de sair de casa, fizemos a volta. Pelo menos para deixar a cópia da chave com uma das vizinhas. Não tínhamos pensado na possibilidade de termos que ir para tão longe. Belém fica a 400km. E como temos nossos bichinhos (duas cachorras e quatro gatos), alguém ia precisar alimentá-los, pelo menos. E assim fizemos.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

O adestrador | prólogo

Temos duas filhotas caninas maravilhosas. Daquelas que todo mundo ama e quer fazer carinho.

Só que as aparências enganam. 

A Phoebe é a mais velha. Tem oito anos (ou vai completar neste ano?). É uma cocker caramelo das mais lindas! Mas tem espírito de Pinscher. Sim, infelizmente. Só para de latir quando vai beber água ou quando tá dormindo, e olhe lá. Late para tudo e para todos. Raivosa, mesmo. Desde que nasceu. E sempre foi assim.

A mais nova é a Gamora. Vai completar seis anos. É uma labradora pretona. Chega brilha. E, como toda boa labradora, ama brincar, correr e morder. Quando era pequenininha, comia até parede. Depois, passou a roer os fios do carro. Agora, tá bem mais normal.


Só que, quando vamos passear, ela só quer saber de arrastar gente. E se ver um gato, então? Parece que o mundo acabou! Sai em disparada arrastando tudo. É um terror.

Por conta disso, agora estou disposto a desenvolver mais uma skin: o Joab Adestrador. Se vai dar certo, eu não sei. Mas estou estudando alguma coisa sobre o assunto e bem disposto a colocar em prática para termos animais mais tranquilos e mentalmente saudáveis.

É isso. Atualizo os próximos passos por aqui.

domingo, 22 de julho de 2018

Seja o seu herói


“O que é o herói? Antes de mais nada, alguém que venceu os seus medos"
Henry Miller


Mais um dia surgiu.
Um dia que pode ser apenas mais um, como todos os outros vividos até hoje. 
Ou, um dia que pode ser O dia. Aquele que vamos saber que viver vale a pena.
Viver é maravilhoso. 
Independente de tudo, é preciso enxergar isso. É preciso ver que a felicidade está mais perto do que se imagina. Viver deve ser sempre a nossa paixão.  
A vida é apaixonante.
Às vezes perdemos tanto tempo com o impossível, pensando no futuro, enquanto nossos três segundos do presente se vão sem que possamos aproveitar.
Sonhar é bom, mas viver é melhor.
Não aproveitamos a luz do sol, nem o luar da noite. A chuva, nem o vento. Esquecemos de ver a realidade fascinante que nos cerca.
Ninguém é feliz sozinho, mas, para ser feliz, não depende de ninguém além de nós mesmos.
Não é preciso ter alguém para ser completo.
Espalhar o bem faz bem. Não precisamos gritar para sermos ouvidos. 
Temos tão pouco tempo. Nem o infinito seria suficiente para entender o amor, a política, a religião, o futebol, ou as mulheres. Então, para que perder tempo buscando explicações para o inexplicável? É melhor viver. É mais saudável compreender, mesmo que não concordemos ou entendamos. Ser feliz vale mais.
Por que perdemos tanto tempo com o passado? Nada vai mudá-lo. Por que criticar tudo? Críticas não fazem ninguém melhor. Compreensão, faz. Por que não aproveitar o tempo que gastamos falando mal dos outros, para ver em que podemos ajudar a nós mesmos?
A vida é tão curta para não aproveitá-la. O tempo é passa tão depressa para mal o utilizarmos.
Ninguém nos conhece. Ninguém sabe quem somos. Então, por que se importar com o que os outros dizem? Por que desperdiçar preciosos segundos com o que não vale a pena? Ninguém é melhor, ninguém é pior. Ninguém é capaz de entender por onde nosso caminho passou. Os erros são apenas nossos. E dele nós somos o único juiz. Da mesma forma que as vitórias são apenas nossas. Pequenas, grandes, não importa. São nossas, e ninguém, por pior que seja, é capaz de nos tirá-las.
Não tenhas medo do passado. Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver. (...) as coisas são na sua essência aquilo em que decidimos torná-las. Uma coisa é segundo o modo como olhamos para ela.
Oscar Wilde, in 'De Profundis'
Não há razão válida para temeres o que quer que seja; nós, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por vãs aparências. Nunca ninguém analisou o que há de verdade no que nos aflige, mas cada um vai incutindo medo nos outros; nunca ninguém se atreveu a aproximar-se do que lhe perturba o espírito e a averiguar a natureza real e fundamentada do seu medo. Daqui resulta o crédito que se dá a um perigo inexistente, que mantém a sua aparência porque ninguém o contesta a sério. Basta que nos decidamos a abrir bem os olhos para verificarmos como é diminuto, incerto e inofensivo aquilo que receamos.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
O primeiro passo para acreditar apaixonadamente é o medo. O medo de perdermos a nossa identidade, a nossa vida, a nossa condição ou as nossas crenças. O medo é a pólvora e o ódio o rastilho. O dogma, em última instância, é apenas um fósforo aceso. 
Carlos Ruiz Zafón, in 'O Jogo do Anjo’

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Férias - dia 1


O primeiro dia oficialmente de férias não poderia ter sido melhor.

Estar livre de tudo numa segunda-feira é uma maravilha, não? Imagine, então, se estiver rolando Copa do Mundo e o jogo do Brasil cair nesse dia? E, de quebra, ainda ganhar o bolão...

Espero que não tenha sido sorte de principiante (digo das férias, porque de bolão já sou veterano. Mas nunca tive sorte).

Depois do jogo, churrasco, pagode e alguns ml de álcool, o jeito foi fechar o dia em Alter do Chão. Com o mergulho no Rio Tapajós, deixei todo o estresse e cansaço e iniciei meu processo de renovação.

Até.

Tem coisa melhor do que estar de férias?



Ah, férias. Tem coisa melhor? 

Férias é o período em que realmente vivemos, é o que faz valer a pena todos os outros dias.

Sair de férias é tão bacana que ainda te dá a oportunidade de fazer coisas que você não consegue durante o seu enfadonho cotidiano, como escrever para o seu quase abandonado blog.

Bora ver o que vem por aí ;)



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um dia de herói. O resgate aos passageiros do teco-teco.

Tem coisas que nós nunca imaginamos que vamos presenciar. E, quando menos se espera, acontece bem na nossa frente.

A tradição de quem mora em Santarém é aproveitar os feriados e finais de semana curtindo praia. Então, no dia 7 de setembro, eu, a morena e um casal de amigos (Bruno e Priscila, além do neném Benício) fomos para a praia do Carapanari aproveitar a tarde.

A praia é linda. O dia estava perfeito. Sol estalando, céu azul, vento suave.

Após ficarmos na água por algum tempo, fomos nos aconchegar na sombra de uma árvore que fica a poucos metros da água. Estávamos lá, comendo coxinha e amendoim, uns tomando cerveja, outros Schin Guaraná, quando, no alto e distante, vimos um avião bimotor.

- Já fui num avião desse pra São Paulo - disse Priscila.

O avião estava fazendo a volta e embicando para a nossa direção.

Por um momento eu pensei que ele viria em nossa direção. Mas ele passou ao lado, sobre a água, a uns 10 metros de onde estávamos.

Ele estava muito baixo. Ao passar em nossa frente, o Bruno ainda disse para o Benício, de dois anos:

- Dá tchau pro avião, filho. "Tchau, avião".

Mas o avião, quase em câmera lenta, continuou baixando.

- Filma, filma! - falei ao vento, ao ver a cena.

Ele estava baixando, baixando...

- Ah, agora vai querer fazer graça com esse avião, é? - disse o Bruno.

Instantes depois o avião levantou um pouco e caiu no rio.

- Bora, Jô! - gritou ele.

Nós saímos correndo como nunca havíamos corrido na vida. Eu, com 105kg, ele com mais de 90kg. A cada passo, gastávamos toda energia que tínhamos. Meu cérebro entrou em um mundo paralelo que eu não consegui raciocinar mais nada. Só corri. Ao som de Carruagem de Fogo mentalmente. Acho que uns 150 metros.

Acabou a areia, vieram as pedras. Não sentimos nada. Ao me dar conta, já estávamos nadando em direção ao avião.

Nesse ponto eu estava tão cansado que só pedi a Deus: "Senhor, que ninguém precise da minha ajuda, porque não vou conseguir ajudar ninguém".

Não tenho noção de quanto tempo durou tudo isso. Na minha cabeça parece que tudo aconteceu em câmera lenta. Segundos, minutos, não sei.

Ao olhar em volta, parece que estava todo mundo estava tão chocado com a cena que não conseguiram ter reação. Até mesmo na faixa da praia, em frente ao avião, as pessoas não se moviam. 

Ao chegar no avião, estava exausto. Mal conseguia respirar. Quando segurei na asa para puxar um ar, uma mulher, saindo do avião, grita:

- Eu não sei nadar! Eu não sei nadar!

Com o braço livre, agarrei aquela mulher. O desespero bateu. "Eu não consigo nem respirar, como vou ajudar?".

- Me abraça, segura forte em mim e não solta! - gritei para ela. 

Tentei de todas as formas me segurar na asa. Eu não ia conseguir nadar com ela para a beira. Minha mão ficava deslizando e eu tentando, com a unhas, me segurar à lataria do avião. 

Não sei quanto tempo passou. Pode ter sido segundos, mas, para mim, foi uma eternidade. Talvez o pior sentimentos que possamos ter é o de impotência. De querer fazer algo e não conseguir. 

Meu medo era o de me arriscar a nadar com ela e não aguentar. Sempre me falam que o pior salvamento é aquele de quando alguém que não sabe nadar está se afogando. O desespero é capaz de levar os dois para o fundo. A todo instante falava para ela se acalmar. 

A Morena, que também havia corrido para lá, chegou ao meu lado e ajudou a mulher a segurar uma boia que tinham jogado na água. Foi um alívio.

Nós fomos levando ela para a beira.

- Ajudem o meu paciente! Ele é paraplégico, não vai conseguir sair do avião! - gritou a mulher, que é enfermeira. 

Quando ela falou isso, todo mundo ficou doido. Nós não sabíamos quantos passageiros tinham no avião ou quem eram eles. 

Nessa altura, a praia já estava cheia de gente. Não sabíamos quem eram os resgatados e se havia alguém para salvar. 

- Não me solta, eu não sei nadar, não me solta! 

- Coloca o pé no chão, já estamos no raso - disse. 

- Não me solta! - ela continuou a gritar. 

- Coloca o pé no chão, já estamos no raso! - gritei!

Ela pisou no chão e correu para a praia. 

Quando ela falou do paraplégico, isso não saiu da minha mente. Como ele ia se salvar?

Ao virar para voltar ao avião, já vi que o homem estava salvo. 

O Bruno disse que, ao mergulhar em direção ao interior do avião, ele se deparou com o homem que, no instinto de sobrevivência, estava tentando sobreviver de qualquer maneira, nadando só com os braços. Ambos se agarraram e subiram.

Fui até a beira para ajudá-los. Colocamos ele sentadinho em uma grande pedra.

Ao virarmos para retornar ao avião, escutamos um gritinho.

Era o paraplégico. Bateu uma onda que o derrubou na água novamente.

Depois dos atendimentos iniciais prestados aos três passageiros, pelos médicos que estavam no Carapanari (Euler Amaral e Marcos Fortes), eles foram levados ao hospital. Ninguém se machucou.

A partir daí a luta foi para arrastar o avião para a areia.

Foi muito legal ver a solidariedade entre as pessoas. Todo mundo ajudando, cooperando (exceto, claro, vários que preferiram registrar em fotos e vídeos em vez de ajudar, mas...). Muita gente veio de lancha e jet ski oferecer ajuda. E assim o avião foi sendo 'resgatado'.

Depois de muito tempo e esforço, faltavam uns dois metros para o bico do avião sair da água. Foi só aí que os bombeiros chegaram. Quase uma hora já tinha passado.

Isso é incrível, porque se alguém realmente dependesse deles, já teria morrido. E não há qualquer justificativa. A praia é perto da cidade e o aeroporto é mais perto ainda, sendo que lá fica uma equipe do Corpo de Bombeiros justamente para quando há necessidade.


O que seria da enfermeira que não sabe nadar ou do paciente paraplégico? Será que estariam vivos

Por sorte, o piloto escolheu o dia e o local certo para voar. Porque a praia estava com muita gente. Se não fosse feriado, sendo uma quinta-feira normal, talvez nem todos teriam sobrevivido.

Mas o que me deixou mais p#@%, foi a ajuda que os bombeiros ofereceram. Quem estava no comando, não queria ajudar, mas, depois de muita insistência, ele disse que ajudaria.

Parece piada, mas sabe o que ele fez?

- Olha, vou contar até três. No três, vocês puxam a corda.

Agora, escrevendo isso, eu estou rindo. Mas, na hora, eu o xinguei muito. Fizemos todo o trabalho dele, no resgate, no auxílio às vítimas... e a ajuda dele foi contar até três. Nem na corda ele teve a coragem de pegar.




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OBS.: não se sabe ao certo o motivo da queda do avião. Mas, o que se 'quase' sabe é que faltou combustível ao avião. A enfermeira disse isso. O piloto estava bem tranquilo no local do acidente. Ele só estava preocupado em tirar os documentos do avião, que estava submerso. Ele revelou que o avião apresentou problemas no motor, mas, ao dizer isso, deu uma risadinha sem graça. Falou que ia pousar na pista da empresa, mas que, ao perceber que não conseguiria chegar, entrou em contato com a torre do aeroporto para pousar lá. No entanto, não conseguiria chegar, também. A alternativa, aí, foi ir em direção ao rio e evitar maiores danos. Não gosto de julgar ninguém, mas, em casos de falta de combustível em avião, o piloto deve ser preso. Não há justificativa para colocar em risco tantas vidas.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vivo e o desafio do cancelamento


Depois de muito tempo enrolando para cancelar o meu plano controle da Vivo, decidi fazer isso. A gente sempre sabe como essas questões são chatas, porque as operadoras não querem manter o cliente oferecendo bons serviços, mas, sim, criando dificuldades no cancelamento, achando que os clientes vão desistir do cancelamento por conta de todas as dificuldades criadas. E, de fato, isso acontece. Eu, mesmo, já enrolei meses para fazer este cancelamento por conta da dor de cabeça.

No início até fiquei surpreso. Ao ligar para o *8486, você fala com um simpático robô. E isso dá a falsa sensação de que você vai conseguir resolver a sua situação sem mais problemas. Após vários minutos, você chega até na parte do cancelamento. Ele pede para confirmar CPF, número da linha, senha de acesso ao site... depois, pergunta se deseja cancelar o plano falando com um atendente ou se deseja continuar o cancelamento com o atendimento eletrônico. 

Escolho a segunda opção e vem a surpresa: “eu sei que você escolheu não cancelar com um atendente, mas eu preciso transferir essa ligação". Mais alguns minutos e uma moça atende. Explico a situação para ela e digo que quero cancelar meu plano controle. Ela diz que o melhor dia para cancelamento é o dia 10 e, que se eu cancelar antes desse dia, eu terei que pagar um mês adicional. "Oi?! Eu estou ligando antes do dia 10, não tem porque cobrar a mais", argumento. "Mas senhor, o melhor dia para fazer isso é o dia 10, que é o dia da renovação do seu plano", rebate. "Não existe essa história. Eu quero cancelar hoje, não quero esperar até o dia 10 para isso". A atendente fica muda e a ligação "cai".

Ligo novamente para a Vivo, escolho a opção de falar com atendente, já cansado de ouvir aquele robô. Outra moça me atende, explico novamente o que desejo. Ela tenta argumentar comigo que tem outros planos, que se eu cancelar eu vou sair perdendo, blá, blá, blá... aquele papo chato de sempre. Por fim, ela diz que vai efetuar o cancelamento e chegará um SMS confirmando a operação. Esta, pelo menos, não quis cobrar uma fatura a mais pelo cancelamento.

Para minha surpresa, no dia 10, chega um SMS para mim: "Vivo Controle disponível! 2GB, 60 min locais p/ outras operadoras e fala ilimitado p/ Vivo e qualquer fixo. Válido até 10/10/2017".
A operadora não cancelou o meu plano e o renovou por mais 30 dias.

Hoje, dia 13, liguei lá para saber o que tinha acontecido. A mulher informou que meu plano estava ativo. Não adiantou explicar que já havia cancelado e que essa prática era abusiva. Quando pedi para cancelar, insistentemente, ela argumentou: "o senhor vai perder os benefícios que estão ativos, só tem dois dias que o plano foi renovado..." Agora, tenho mais uma fatura para pagar de um plano que não deveria estar ativo.

Dá pra acreditar? Mesmo com mais de 10 anos na operadora sou tratado assim. Vivo, nunca mais!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A efemeridade da vida

e·fe·me·ri·da·de
(.efêmero + -idade) 
substantivo feminino 
Qualidade de .efêmero. 

e·fê·me·ro
adjetivo
1. que dura um dia 
2. que é passageiro, temporário, transitório 
3. bot que desabrocha e fenece no período de um dia (diz-se de flor) 
4. bot que apresenta ciclo de vida muito curto, podendo germinar, florescer e dispersar as sementes várias vezes em um só ano (diz-se de planta) cf. anual, bianual, perene, vivaz 
substantivo masculino 
5 o que dura pouco, o que é transitório

[Houaiss]

Fui editor-chefe de jornal impresso por quatro anos. Distante da capital, era mais um jornal-revista, já que ia às bancas apenas uma vez por semana, sempre às sextas-feiras. 

Foi no ano de 2011 que tive a minha primeira experiência com a efemeridade da vida. No final do mês de março daquele ano, eu comecei a trabalhar no jornalismo impresso. No meu primeiro dia de trabalho, fui responsável por fechar a edição de todo o jornal, contando, claro, com a ajuda de todos da redação, porque, ali, eu era o que menos tinha experiência nisso.

Ao final do dia, uma quinta-feira, eu estava exausto. Não sei como, mas tínhamos conseguido finalizar a edição daquela semana. Passei o dia tenso, ainda sem conseguir carregar direito o peso da responsabilidade. Ainda mais por ser um mundo novo para mim, que havia acabado de sair da faculdade, em janeiro do mesmo ano.

As semanas que se sucederam deixaram o trabalho fluir melhor, mas não tiraram o peso da responsabilidade. Semana após semana, ao longo dos anos que passei na função, nunca a quinta-feira ficou menos tensa. Não à toa que foi apelidada de "dia de cão" pelos colegas de redação

Hoje, as efemeridades estão presentes rotineiramente. Todos os dias nos preparamos para coisas que vão passar tão rapidamente que dão a quase sensação de que foram apenas um sonho.



sábado, 1 de abril de 2017

#LQL - A Metamorfose

A Metamorfose (Die Verwandlung em alemão) é uma novela escrita por Franz Kafka, publicada pela primeira vez em 1015.

Veio a ser o texto mais conhecido, estudado e citado da obra de Kafka. Apesar de ter sido publicada em 1915, foi escrita em novembro de 1912 e concluída em vinte dias.

Em 7 de dezembro de 1912, Kafka escrevia à sua noiva, Felice Bauer: "Minha pequena história está terminada".

Enredo

Nesta obra de Kafka, ele descreve uma caixeiro viajante que abandona suas vontades e desejos para sustentar a família e pagar a dívida dos pais, tendo o nome de Gregor Samsa. Numa certa manhã, Gregor acorda metamorfoseado em um inseto monstruoso. Kafka descreve este inseto como algo parecido com uma barata gigante. Nos primeiros momentos, o livro descreve as dificuldades iniciais de Gregor na nova forma. Uma ironia presente neste trecho do livro é que Gregor não se preocupa com sua transformação, mas sim como está atrasado para o trabalho.

Quando Gregor, após muita dificuldade, consegue abrir a porta, todos se assustam, seu pai, sua mãe, inclusive o gerente que sai correndo. O Sr. Samsa avança contra ele, forçando-o a entrar de volta no quarto. Após esse episódio, Gregor é demitido, sua família o rejeita e sua única companhia é ele mesmo. Apenas em alguns momentos, a irmã mostra certa compaixão por ele.

No decorrer da história, o autor narra as angústias de Gregor, que sem conseguir fazer nada, ouve sua família discutindo entre si como se sustentar, já que sua única renda havia ido embora. Nisso, Grégor sente uma forte angústia por não poder fazer nada, nem opinar sobre o que fazer. Nesses tempos, Grete vê os rastros de Grégor nas paredes e no teto de seu quarto, então percebe que Grégor tem falta de espaço, assim, ela e sua mãe vão tirar os móveis do quarto dele. O problema é que o inseto foge do quarto, mas ao sair, se depara com seu pai que o ataca com maçãs, e uma delas penetra em suas costas, causando tanta dor que o faz desmaiar.

No final das contas os Samsa, (sem contar com a opinião de Gregor, claro) decidem alugar um quarto para ter alguma fonte de renda. O quarto é alugado por três inquilinos, que vivem na casa por um tempo. Em um certo dia, Ana esquece uma fresta da porta, que ligava a sala ao quarto de Grégor, aberta. Na hora da jantar, Grete tocava seu violino para os inquilinos. Grégor, do seu quarto, ouve e fica tão encantado com o som que segue em direção à sala de jantar. Nos primeiros momentos, ninguém o percebe, mas após alguns segundos um dos inquilinos o vê e grita. Sr. Samsa tenta afastar os inquilinos de modo que não vejam o inseto e ao mesmo tempo fazer com que a criatura volte para o seu quarto. Depois desse incidente, Grete, a única que ainda via Gregor como seu irmão e não como um monstro horroroso que atormentava a sua família, perde toda a compaixão e chega á conclusão que eles devem se livrar dele.

No passar do tempo, o autor fala várias vezes sobre a maçã apodrecendo em suas costas, o que é retratado com um sentido simbólico como o ódio de sua família por ele. Depois de certo período, a maçã causa a morte de Gregor. Logo depois de Ana acabar de limpar o quarto do falecido, a família sai da casa feliz. Já não pensavam na morte de Gregor e viam certa esperança em um futuro próximo, em que poderiam comprar uma casa mais confortável.

Também se mostra interessante que, durante a história, Kafka mostra três períodos da relação da família perante Gregor. No primeiro, ela sente medo; no segundo o aceita, mas o esconde do mundo; já no terceiro, o odeia, o vê como um peso desnecessário e quer se livrar dele.

Fonte: Wikipédia

Um voo de liberdade

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Agents of SHIELD


Pode ler, não tem spoiler.
Confesso que estou totalmente viciado na saga desses agentes comandados por Phill Coulson. Uma série eletrizante! A cada episódio, uma novidade. Ou melhor, uma bomba. Tem horas que o roteiro parece ser todo improvisado, porque a história nunca segue um caminho fixo, que se possa vislumbrar o ponto final. A todo instante uma reviravolta acontece. Mas esse é o diferencial da série: a imaginação não tem limites.

Shield (aportuguesadamente falando, significa Quartel General de Divisão, Intervenção e Espionagem Internacional) é uma agência com a missão de proteger a população da Terra das ameaças das organizações criminosas e até de invasões alienígenas.

O personagem principal é o agente Coulson (Clark Gregg). E ele é simplesmente genial. Sempre sabe o que fazer, mesmo nos momentos de maior adversidade. Tem um humor peculiar, assim como um grande coração. 
Skye (Chloe Bennet) aparece como fio condutor da história. 

Todos que fazem parte do elenco principal conseguem cativar, mesmo que de formas diferentes.

Vale a pena assistir. Tem muita ação, aventura, traição e risadas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Um ano louco

2015 foi um ano louco. Tão louco que até agora eu não sei se passou rápido ou devagar. Os dias parecem que voam, mas, ao mesmo tempo, dão a impressão de que demoram, cada um, um ano para passar.


SER PROFESSOR

Meu primeiro grande desafio foi ser professor.


TRABALHAR EM UM HOSPITAL

Só de entrar em um hospital, eu passava mal. Aquele cheiro característico me embrulhava o estômago.


DIRETOR DE SINDICATO

Nunca imaginei ser sindicalista. Mas que bom que fui.